APOPLEXIA E ATAQUE CARDÍACO

APOPLEXIA E ATAQUE CARDÍACO

DOENÇAS E TRATAMENTOS

  Tupam Editores

0

Ambas as patologias se enquadram num quadro clínico de emergência médica e por vezes facilmente se podem confundir, porém trata-se de doenças distintas cujos sintomas é útil conhecer pois podem significar a diferença entre a vida e a morte.

O conceito de apoplexia (do grego paralisia) atravessou várias épocas desde a antiguidade, tendo atingido a Era Moderna e a atualidade, com uma nova designação de acidente vascular cerebral, mais vulgarmente conhecido por AVC. Este manifesta-se habitualmente através de dor de cabeça, por vezes intensa, paralisia de um dos lados do corpo ou dificuldade em engolir ou falar, além de também poder ocorrer confusão mental e perda de consciência.

Por outro lado, o ataque cardíaco também conhecido por enfarte do miocárdio, é caraterizado principalmente por uma dor súbita e violenta na zona do tórax, irradiando para os braços, costas, pescoço, maxila, braço esquerdo e raramente o braço direito, com prováveis dificuldades respiratórias. É normalmente provocado pela morte das células de uma determinada região do músculo cardíaco, devido à formação de um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo de forma súbita e intensa.

Esses sinais de desconforto costumam ser acompanhados de suores frios, palidez, falta de ar e sensação de desmaio, sendo nos idosos mais frequente o sintoma de falta de ar. Embora pouco frequente, a dor, semelhante a uma gastrite ou esofagite de refluxo, também pode ocorrer no abdómen. Nos diabéticos e idosos, o enfarte pode ocorrer sem que se notem sinais específicos, pelo que se deve estar atento a qualquer mal-estar súbito que estes pacientes apresentem.

Nos casos em que se suspeite de apoplexia ou AVC e a vítima permaneça consciente, deverá ser mantida deitada, com os ombros ligeiramente levantados e apoiados numa almofada, colocando a cabeça de lado a fim de permitir que a saliva escoe pela boca, providenciando ao mesmo tempo para que seja assistida urgentemente por um médico, ou preferencialmente chamando uma ambulância, através da via verde do Número Europeu de Emergência – 112, pois a rápida intervenção médica especializada é vital para o sucesso do tratamento e posterior recuperação do doente.

De acordo com a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, Portugal é, na Europa Ocidental, o país com mais elevada taxa de mortalidade, sobretudo entre a população com menos de 65 anos. Estima-se que em todo o mundo cerca de 15 milhões de pessoas por ano sofram um AVC e, dessas, seis milhões não sobrevivem.

Caso a suspeita recaia sobre um ataque cardíaco e a vítima permaneça consciente, deve ser colocada em posição reclinada, com a cabeça e os ombros apoiados em almofadas debaixo dos joelhos e usar idêntico procedimento para pedido de socorro que para um AVC. De resto, em ambas as situações, deve desapertar-se a roupa junto ao pescoço, tronco e cintura, para facilitar a circulação e a respiração. É também aconselhado não dar nada de beber ou comer à vítima e não deve ser permitido que se movimente desnecessariamente, para que não sobrecarregue o coração.

A principal causa do ataque cardíaco é a aterosclerose, doença em que as placas de gordura se acumulam no interior das artérias coronárias, obstruindo-as, sendo que na maioria dos casos o enfarte ocorre quando de dá o rompimento de uma dessas placas, originando a formação de um coágulo e consequente interrupção parcial ou total do fluxo sanguíneo.

O enfarte pode ocorrer em diversas zonas do coração, dependendo da artéria que foi obstruída, sendo que, em alguns casos raros, pode acontecer por contração da artéria, interrompendo o fluxo de sangue ou por desprendimento de um coágulo com origem no interior do coração e que acaba por se alojar no interior das veias.

Os principais fatores de risco de enfarte do miocárdio, são o tabagismo e o colesterol elevado, pois podem acumular-se e conduzir à formação de placas de gordura, hipertensão, obesidade, stresse, depressão e diabetes. Os pacientes diabéticos em particular, têm entre duas a quatro vezes mais hipóteses de poderem sofrer um ataque cardíaco e, em qualquer circunstância, esta patologia é uma emergência que exige cuidados médicos o mais rapidamente possível, pelo que uma correta identificação dos sintomas seja crucial para salvar a vida da pessoa atingida.

Para prevenir qualquer tipo de doença cardiovascular, em particular as aqui mencionadas, consideradas entre as mais comuns e fatais, além da prática regular de exercício físico, alimentação adequada e cessação do tabagismo, a prevenção de outras doenças como a aterosclerose, diabetes e obesidade, bem como o combate ao sedentarismo, são fundamentais para evitar o entupimento das artérias e consequente AVC e enfarte.

É importante lembrar que somente os médicos devidamente credenciados, podem efetuar o diagnóstico de doenças, tratamentos e prescrição de fármacos ou outros atos clínicos relevantes.

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
23 de Janeiro de 2024

Referências Externas:

CANDIDÍASE VULVOVAGINAL

DOENÇAS E TRATAMENTOS

CANDIDÍASE VULVOVAGINAL

A candidíase vulvovaginal ou mais correntemente candidíase vaginal, é uma infeção oportunista, que afeta frequentemente o sistema genital e que se deve geralmente ao fungo Candida albicans.
EDEMAS

DOENÇAS E TRATAMENTOS

EDEMAS

Um edema, vulgarmente denominado por retenção de líquidos, é a acumulação de líquidos nos tecidos do corpo, podendo ser localizado ou generalizado.
VULNERABILIDADES À CANDIDA ALBICANS

DOENÇAS E TRATAMENTOS

VULNERABILIDADES À CANDIDA ALBICANS

A candidíase é uma infeção causada por qualquer um dos mais de vinte fungos do género Candida conhecidos, sendo a espécie mais dominante a Candida Albicans.
0 Comentários