EDEMAS

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DOENÇAS E TRATAMENTOS

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Um edema, vulgarmente denominado por retenção de líquidos, é a acumulação de líquidos nos tecidos do corpo, podendo ser localizado e neste caso comprometendo apenas um órgão ou uma zona específica do organismo, ou generalizado, quando se espalha por todo o corpo e cavidades.

O edema generalizado pode ocorrer no interior do abdómen, sendo nesse caso denominado por ascite e no interior do pulmão, designando-se assim por edema pulmonar ou derrame pleural. Independentemente do tipo ou localização, a sua ocorrência faz diminuir a velocidade da circulação do sangue, prejudicando a nutrição e a eficiência dos tecidos corporais.

Os tipos mais frequentes de edemas generalizados são o edema renal, edema cardíaco, edema da gravidez, edema das cirroses hepáticas e o edema iatrogénico, este último causado por tratamentos médicos. Contudo, as regiões afetadas com maior frequência são os braços e as pernas e os sintomas mais comummente reportados são a pele esticada, sensação de peso na região e dificuldade em mover as articulações afetadas, além de outros possíveis sintomas dependentes da causa subjacente.

Sabe-se que de entre as principais causas de edema, estão a insuficiência cardíaca, insuficiência venosa, insuficiência renal, doenças do fígado, trombose venosa e algumas classes de medicamentos, além do sedentarismo, condições que suscitam preocupações acrescidas quando se revelam de início súbito ou quando são acompanhadas por falta de ar.

Existem três tipos distintos de edema, o edema comum, o linfedema e o mixdema. O edema comum é quase sempre generalizado, possuindo na sua composição os elementos água e sal; já o linfedema é um tumor edematoso localizado, que é formado pelo acúmulo de linfa resultante de uma obstrução ou destruição dos canais linfáticos, que ocorre por exemplo durante a cirurgia de neoplasias mamárias, em virtude do esvaziamento ganglionar facilitar o aparecimento deste tipo de edema no braço; por último, o mixdema é igualmente um edema localizado que ocorre nos casos de hipotiroidismo, em que se verifica um acúmulo de água, sais e proteínas produzidas por essa afeção e que é caraterizado por ser duro e ter um aspeto de pele opaca.

Estas alterações podem indiciar um problema cardíaco, hepático, renal, hipotiroidismo, desnutrição grave, obstrução linfática e venosa, patologias que tipicamente podem desencadear condições de que resultam edema.

O tratamento do edema deve estar de acordo com a condição subjacente que lhe deu origem. Sintomaticamente, eles podem ser tratados com medicamentos diuréticos, mas caso se prove que na sua origem esteve o uso de medicamentos, paciente e médico deverão ponderar a possibilidade de ajustar as suas doses, substituí-los ou suspendê-los.

A insuficiência cardíaca é a principal causa do edema pulmonar, instalando-se especialmente quando o comprometimento afeta o lado esquerdo do coração, área responsável pelo bombeamento do sangue arterial vindo dos pulmões para irrigar todo o organismo, perda de função cardíaca essa que favorece o acúmulo de sangue nos vasos capilares dos pulmões e, consequentemente, o aumento da pressão sanguínea no seu interior, eventos que facilitam o extravasar de líquidos e sua retenção no tecido pulmonar.

O edema pulmonar é a designação que é dada ao acúmulo de líquido nos alvéolos e interstícios pulmonares, condição que afeta diretamente o processo de oxigenação do sangue indispensável à vida. Na maior parte das vezes esse acúmulo de líquido surge em consequência do transbordar dos fluídos contidos nos vasos capilares, que se deposita no espaço entre os alvéolos pulmonares, onde se dá a troca gasosa, o que dificulta em muito a respiração.

O tratamento vai depender da causa que está na origem do problema. Nas situações em que o mecanismo subjacente envolve, por exemplo, a retenção de sódio, pode ser prescrita a diminuição do consumo de sal e diuréticos, fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau do fluxo urinário, além de promoverem a eliminação de eletrólitos como o sódio e o potássio e que são frequentemente usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal e cardíaca ou na cirrose hepática.

Nos casos de edema nas pernas (inchaço seroso, que cede à pressão dos dedos), pode ser benéfica a elevação da pernas bem como o uso de meias de compressão, sendo que a condição tende a ser mais comum e a agravar-se com o avançar da idade.

Existe ainda um outro tipo de edema muito comum, designado por edema idiopático, com causa ainda desconhecida, que ocorre em mulheres com idades entre 20 a 50 anos, que geralmente utilizam diuréticos e catárticos com propriedades purgativas, de forma mais ou menos indiscriminada e que além disso exageram nas dietas quase isentas de sal, para emagrecer. Este tipo de edema localiza-se normalmente nos membros e na face, mas pode atingir todo o corpo.

Estudos recentes, sugerem que a sua origem pode estar em fatores como secreção de hormonas esteroides que retêm a água e sal; redução dos níveis de albumina plasmática em consequência de dietas inadequadas; fatores de circulação local; permanência em pé durante longos períodos; deficiente funcionamento do retorno venoso e linfático ou alterações psicológicas que alteram a atividade hormonal feminina.

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
23 de Janeiro de 2024

Referências Externas:

CANDIDÍASE VULVOVAGINAL

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CANDIDÍASE VULVOVAGINAL

A candidíase vulvovaginal ou mais correntemente candidíase vaginal, é uma infeção oportunista, que afeta frequentemente o sistema genital e que se deve geralmente ao fungo Candida albicans.
VULNERABILIDADES À CANDIDA ALBICANS

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A candidíase é uma infeção causada por qualquer um dos mais de vinte fungos do género Candida conhecidos, sendo a espécie mais dominante a Candida Albicans.
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