O CONSUMO DE SAL E A HIPERTENSÃO

O CONSUMO DE SAL E A HIPERTENSÃO

DIETA E NUTRIÇÃO

  Tupam Editores

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Popularmente conhecido como sal de cozinha ou simplesmente por sal, o cloreto de sódio é um elemento essencial para a vida animal, sendo igualmente um importante conservante de alimentos e um dos condimentos mais utlizados na culinária, não só em Portugal mas a nível mundial.

É utilizado principalmente para aumentar a palatibilidade dos alimentos, bem como a sua durabilidade, ao impedir o desenvolvimento de bactérias que degradam os alimentos, além de alterarem as suas caraterísticas organoléticas como o sabor, odor, cor e textura.

O sódio, principal elemento presente no sal, é essencial para que o organismo mantenha o equilíbrio hídrico, assegure o transporte de oxigénio e de nutrientes através da corrente sanguínea e a condução dos impulsos nervosos. Não obstante a sua importância, é considerado o inimigo público número um das doenças cardiovasculares, sendo frequentes as campanhas conducentes à sua redução na nossa alimentação, em particular nos países com populações mais sedentárias.

Como em tudo na vida, o sal deve ser usado com moderação, pois apesar de sabermos da função vital que desempenha no organismo, sabemos igualmente que quando consumido em excesso, muitas vezes disfarçado entre os alimentos industrializados, pode trazer graves consequências para o sistema circulatório, afetando negativamente a nossa saúde.

Recente estudo revisto por especialistas e publicado na revista Healthline, revelou que “reduzir a quantidade de sal ingerido pode ajudar a diminuir a pressão arterial, mesmo que já esteja a tomar medicamentos para esse efeito.” O referido estudo indica ainda que basta reduzir a ingestão de sal em uma colher de chá por dia, para diminuir a pressão arterial, sendo a queda observada semelhante à obtida com o uso de um medicamento comum.

Os especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS), recomendam que o consumo ideal de sal não deve exceder 5 gramas por dia para um adulto (uma colher de chá rasa) e 3 gramas para as crianças. Isso já inclui, não só o sal acrescentado aos alimentos, como o que faz parte da sua composição, na totalidade das refeições ingeridas ao longo do dia, o que está bem distante da média de consumo dos portugueses com 10,7 gramas por dia, cerca do dobro da recomendação da OMS, equivalente a mais de 4 gramas de sódio.

O paciente hipertenso, com grande probabilidade já está bem ciente da necessidade de reduzir a pressão para valores normais, algo entre 90/60 mm Hg e 120/80 mm Hg, sabendo que quando a pressão arterial permanece elevada durante muito tempo, pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, doenças renais, perda de visão e disfunção sexual.

As pessoas hipertensas deverão questionar-se sobre se vale a pena reduzir a ingestão de sal mesmo quando já estão a tomar medicação regularmente. De acordo com um novo estudo publicado online pelo The Journal of American Medical Association (JAMA), a resposta a essa questão é “sim”, com os autores a confirmar que reduzir a ingestão de sal em uma colher de chá por dia pode realmente reduzir ainda mais a pressão arterial. Esse passo simples pode fornecer o mesmo efeito da hidroclorotiazida, um medicamento frequentemente usado para a aliviar a pressão arterial.

Quando a ingestão de sódio ultrapassa os valores-padrão recomendados, pode ocorrer retenção hídrica, causando aumento do volume sanguíneo no interior dos vasos e levando ao aumento da pressão arterial e ao aumento do trabalho cardíaco, desencadeando insuficiência cardíaca congestiva e podendo produzir extravasamento de líquido para o interstício, originando edema, bem como para as cavidades serosas e articulares causando derrame.

A quantidade e concentração de sódio no organismo é regulada pelos rins, que pode eliminá-lo em maior ou menor quantidade. Quando o consumo de sal é elevado, os rins trabalham sob maior pressão, o que pode comprometer o seu bom funcionamento, além de também aumentar os riscos de cálculo renal.

A fim de reduzir o consumo de sal sem perder o sabor dos alimentos, deve valorizar-se a utilização de ervas e condimentos naturais, como a cebola, alho, salsa, manjericão coentros e outras especiarias orientais hoje presentes nos mercados um pouco por todo o mundo. Sabe-se que a utilização continuada de substitutos do sal como condimentos naturais leva à reeducação do paladar, acabando por se tornar um hábito quotidiano.

Entre outros, o último estudo e_COR sobre a prevalência de fatores de risco cardiovascular na população portuguesa, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), revela que à cabeça dos diversos determinantes de saúde, imediatamente a seguir à dieta inadequada (71,3%), surge a hipertensão arterial (43,1%) como fator destacado.

Além disso, também é revelado que 68% da população apresenta dois ou mais fatores de risco para doenças cardiovasculares, relembrando que estas são atualmente a principal causa de morte em todo o mundo. Por isso, está na hora de optarmos por versões de alimentos com baixo teor de sódio ou diferentes alternativas alimentares, evitando sobretudo os alimentos enlatados e processados, bem como a comida rápida.

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
07 de Junho de 2024

Mais Sobre:
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