PNEUMONIA

Doentes oncológicos correm maior risco de ter pneumonia

Quem sofre de doença oncológica tem, em média, 30 a 40 por cento maior probabilidade de contrair pneumonia pneumocócica. Também a taxa de mortalidade é superior – quando comparados casos de pneumonia em doentes com e sem cancro, o risco de morte por doença por pneumococos é, no mínimo, duas vezes mais elevado.

Doentes oncológicos correm maior risco de ter pneumonia

De acordo com o 13.º Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, “o número de novos casos de cancro do pulmão, em Portugal, segundo estimativas da Agência Internacional de Observação da Doença Oncológica (Globocan 2018) serão de cerca de 5 200, sendo de quatro mil nos homens e 1 200 nas mulheres. Ainda, para Portugal, o cancro do pulmão será o quarto em incidência”.

Existe, desde junho de 2015, uma Norma da Direção Geral da Saúde (DGS) que recomenda a vacinação antipneumocócica a todos os adultos (pessoas com mais de 18 anos) pertencentes aos grupos de risco, nomeadamente diabéticos, doentes oncológicos, pessoas com asma, DPOC ou doença cardíaca crónica. Também recomendada para estes e outros grupos, a vacinação antigripal desempenha um papel fundamental na prevenção.

Entre os doentes oncológicos, pessoas com doença neoplásica ativa são consideradas grupos de alto risco. Estão, por isso, entre aqueles que têm direito à vacinação antipneumocócica sem quaisquer custos.

A prevenção da pneumonia e de outras doenças graves é fundamental e deve ser uma prioridade ao longo da vida. Em Portugal, ainda são poucos os vacinados, sobretudo entre os grupos de risco e alto risco. Movimento de cidadania, o MOVA tem como principal objetivo a sensibilização da população, dos profissionais de Saúde e dos decisores políticos para a importância da vacinação na idade adulta.

“A vacinação deve ser uma preocupação de todos, e deve estar presente em todas as fases das nossas vidas, sobretudo naquelas em que estamos mais fragilizados – casos de doença ou de envelhecimento do nosso organismo. O primeiro passo é sensibilizar a população. Mesmo no caso de quem está recomendado e/ou pertence aos grupos de alto risco (com acesso gratuito à vacina contra a pneumonia), as taxas de vacinação são extremamente baixas”, explica Isabel Saraiva, presidente da Respira, fundadora do MOVA e presidente da Fundação Europeia do Pulmão.

“Um inquérito que lançámos no ano passado revelou que, entre os grupos em maior risco de contrair pneumonia, apenas 44,62 por cento tinha sido aconselhado a vacinar-se”, acrescenta.

Tendo em conta esta realidade, a Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta contra o Cancro do Pulmão, junta-se agora ao Movimento Doentes pela Vacinação, de modo a, em conjunto com as outras entidades que integram este movimento, informar, sensibilizar e promover os direitos dos seus doentes.

“A entrada da Pulmonale vai-nos permitir chegar a uma das principais populações de alto risco. Esperamos, com esta aproximação, contribuir para uma maior sensibilização deste grupo para a importância da prevenção, e aumentar a taxa de vacinação nesta população”, conclui Isabel Saraiva.

Fonte: Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta contra o Cancro do Pulmão

OUTRAS NOTÍCIAS RELACIONADAS


ÚLTIMAS NOTÍCIAS