CANDIDÍASE VULVOVAGINAL

CANDIDÍASE VULVOVAGINAL

DOENÇAS E TRATAMENTOS

  Tupam Editores

0

A Candida é um género de fungo que pode viver no solo e em detritos orgânicos, mas a espécie Candida albicans, responsável pela candidíase vaginal, vive comummente na pele e na boca, no trato intestinal, na vagina e em outras áreas húmidas, quentes e escondidas do corpo, podendo causar infeções fúngicas em humanos.

A candidíase vulvovaginal ou mais correntemente candidíase vaginal, é uma infeção oportunista, que afeta frequentemente o sistema genital e que se deve geralmente ao fungo Candida albicans, a espécie mais comum deste tipo de fungo, muitas vezes chamada de levedura, podendo também afetar qualquer órgão ou sistema do nosso organismo.

Este tipo de infeção vaginal não é considerado como uma infeção sexualmente transmissível, podendo ser mais frequente em algumas situações clínicas específicas. Existem diferentes tipos de infeção vaginal, estando cada uma delas associada a sintomas distintos, mas no entanto aquelas são as responsáveis por uma das principais queixas da mulher, o chamado corrimento vaginal.

Embora a Candida albicans habite a flora normal do corpo humano, por vezes a sua população pode crescer demasiado, devido a motivos de vária ordem, incluindo alterações hormonais, stresse e fatores de imunidade, podendo em alguns casos causar uma doença pulmonar grave chamada aspergilose broncopulmonar alérgica.

Depois da vaginose bacteriana, a candidíase vulvovaginal é a causa mais frequente de vaginite, uma doença que provoca a inflamação da mucosa vaginal e por vezes da vulva, sendo responsável por cerca de um terço das ocorrências. A candidíase vaginal é mais frequente nas mulheres em idade fértil, sendo rara nas raparigas antes da primeira menstruação ou nas mulheres em menopausa, particularmente se não fizerem suplementação com estrogénios.

Vivendo nos aparelhos digestivo e geniturinário do nosso corpo em equilíbrio com outros organismos, em condições normais, a Candida albicans não provoca qualquer infeção. Há no entanto circunstâncias que favorecem um desenvolvimento exagerado desse fungo e quando isso acontece, dá-se um desequilíbrio da flora, ocorrendo consequentemente uma infeção, com os sintomas que lhe estão associados.

A probabilidade de ocorrência de candidíase vaginal aumenta, sempre que estejam presentes alguns fatores de risco identificados, como a toma de alguns antibióticos de largo espectro que provocam o desequilíbrio da flora vaginal; situações de aumento dos níveis de estrogénio como na gravidez ou sob terapia hormonal de substituição em mulheres na menopausa; desequilíbrio imunitário e imunossupressão, seja por stresse, doença ou toma de alguns medicamentos corticoides ou imunossupressores; deficiente controle glicémico nos portadores da diabetes; atividade sexual, embora a candidíase não se transmita por essa via.

Os sintomas mais comuns associados à candidíase vulvovaginal, são geralmente o prurido vulvar; dor, vermelhidão, irritação e edema na região da vagina e vulva; dor ao urinar e durante as relações sexuais; alterações das caraterísticas do corrimento vaginal, tipicamente branco e sem odor.

Considerando que esta sintomatologia é comum a várias outras infeções genitais e patologias dérmicas, perante aqueles sintomas não se pode presumir que se trata de uma candidíase vulvovaginal, sendo fundamental procurar cuidados médicos para identificar corretamente a origem dos sintomas e determinar o tratamento adequado, pois a observação médica e alguns testes clínicos permitem fazer o diagnóstico correto e prescrever o tratamento mais adequado.

Dependendo dos casos, o tratamento da candidíase vulvovaginal pode incluir medicamentos de aplicação tópica sob a forma de cremes, comprimidos e óvulos vaginais ou medicação oral antifúngica, tratamento que seguido de forma adequada produz efeitos em poucos dias.

A nível da prevenção, devem ser adoptadas medidas de higiene íntima diária, ajustadas ao clima da região, à atividade física e a eventuais doenças, com produtos de higiene apropriados, idealmente de formulação líquida e pH ácido. Deve também ser evitada a utilização de roupa demasiado justa ou apertada e a roupa interior deve ser mudada diariamente e a utilização sistemática de penso higiénico deve igualmente ser evitada.

Além disso, um estilo de vida saudável com uma dieta equilibrada, que inclua alimentos ricos em lactobacilos, e uma correta hidratação, são medidas de prevenção a seguir.

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
09 de Abril de 2024

Referências Externas:

TRATAMENTOS PARA A DOR CIÁTICA

DOENÇAS E TRATAMENTOS

TRATAMENTOS PARA A DOR CIÁTICA

A dor ciática ou mais vulgarmente designada somente por ciática, é um sinal de perturbação da função do maior nervo do corpo humano, o nervo ciático, que pode tornar-se incapacitante e causar muito so...
HIPOTENSÃO ARTERIAL

DOENÇAS E TRATAMENTOS

HIPOTENSÃO ARTERIAL

Popularmente referida como tensão baixa, os profissionais de saúde designam a hipotensão, como a condição que é caraterizada por níveis de pressão arterial abaixo de 9 por 6.
UMA HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

SOCIEDADE E SAÚDE

UMA HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

O Dia Internacional da Mulher, data dedicada à celebração das conquistas e contribuições das mulheres ao longo da história, bem como à consciencialização sobre as desigualdades de género e à promoção...
BACTERICIDA, BACTERIOSTÁTICO OU BACTERIOLÍTICO?

MEDICINA E MEDICAMENTOS

BACTERICIDA, BACTERIOSTÁTICO OU BACTERIOLÍTICO?

Os produtos que atuam no combate a bactérias são classificados como antibacterianos e geralmente são divididos entre bactericidas, bacteriostáticos e bacteriolíticos.
0 Comentários