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Células cerebrais oferecem esperança de cura de dependências graves

É possível ativar células cerebrais para responderem a estímulos ambientais que suprimem a vontade de consumir drogas, descobriu o investigador Nobuyoshi Suto, do Departamento de Neurociência do Instituto de Investigação Scripps, nos Estados Unidos. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Células cerebrais oferecem esperança de cura de dependências graves

A medicação está direcionada para combater os processos no cérebro que levam às recaídas, contudo, tem tido pouco sucesso, assim como as intervenções sem medicação que ajudam o indivíduo a lidar com os eventos que despoletam o consumo de drogas.
 
O cientista testou outra abordagem, verificando o que acontece na ausência de eventos que despoletam o consumo, quando a vontade de consumir não é a condutora dos comportamentos.

Durante o estudo, foram usados ratos macho viciados em álcool ou cocaína para entender o que acontece no cérebro quando estes recebem estímulos ambientais que significam que as substâncias não estão disponíveis (por exemplo, um cheiro cítrico).
Estes sinais, chamados de estímulos de omissão, tiveram bastante sucesso em reprimir os fatores principais que levavam à recaída.
 
Depois, os investigadores analisaram mais aprofundadamente, através de uma técnica laboratorial de seleção, quais os mecanismos neuronais por trás deste fator anti-recaída no cérebro.
 
Os resultados “estabelecem conclusivamente que certos neurónios que respondem aos estímulos de omissão atuam em conjunto para suprimir as recaídas”, disse o investigador.

Fonte: MedicalXpress

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