TERAPIA

Terapia hormonal não aumenta risco de demência

A terapia de reposição hormonal (TRH) não está associada a um risco aumentado de desenvolvimento de demência, independentemente do tipo hormonal, dose ou duração, revelou um estudo de cientistas do Reino Unido publicado no BMJ.

Terapia hormonal não aumenta risco de demência
TERAPIA HORMONAL DE SUBSTITUIÇÃO: OPTAR OU NÃO, EIS A QUESTÃO

DOENÇAS E TRATAMENTOS

TERAPIA HORMONAL DE SUBSTITUIÇÃO: OPTAR OU NÃO, EIS A QUESTÃO



A TRH é usada para aliviar sintomas da menopausa, tais como afrontamentos, perturbações do sono, alterações de humor, perdas de memória e depressão, e os tratamentos podem conter apenas estrogénio, ou uma combinação de estrogénio e progestogénio.

Os investigadores avaliaram prescrições de TRH para 118 501 mulheres com 55 anos ou mais e idade diagnosticadas com demência entre 1998 e 2020 e 497 416 mulheres da mesma idade, mas sem registos de demência.

Foram analisadas as prescrições de TRH efetuadas mais de três anos antes do diagnóstico, incluindo o tipo de hormona, dose, e método de administração, assim como outros fatores relevantes, tais como a história familiar, tabagismo, consumo de álcool, condições preexistentes e a prescrição de outros fármacos.

Com base nos dados deste estudo, não foram identificadas associações entre o uso de terapia hormonal e o risco de demência, independentemente do tipo de hormona, aplicação, dose ou duração do tratamento.
Observou-se também que as pessoas com menos de 80 anos que tinham tomado a terapia apenas com estrogénio durante dez anos ou mais, tinham um risco menor de desenvolverem demência.

O estudo revelou, contudo, um ligeiro aumento do risco de demência associado à terapia com estrogénio e progestogénio, que aumentou gradualmente com cada ano de exposição, atingindo uma média de 11 por cento de aumento do risco com uma utilização entre cinco e nove anos e uma média de 19 por cento numa utilização de dez anos ou mais.

Os resultados obtidos neste estudo podem ser úteis para os decisores políticos, médicos e doentes quando estes tomarem decisões sobre a terapia hormonal, afirmaram os autores.

Fonte: BMJ

OUTRAS NOTÍCIAS RELACIONADAS


ÚLTIMAS NOTÍCIAS