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Produtos químicos usados na limpeza ligados a atrasos na fala

As crianças de mães com baixos rendimentos expostas a químicos de limpeza até aos dois anos de vida têm mais probabilidade de ter um atraso na fala, concluiu um estudo da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, publicado na revista Clinical Pediatrics.

Produtos químicos usados na limpeza ligados a atrasos na fala

 
Os investigadores utilizaram dados de 190 famílias da cidade de Columbus. As mães responderam a questionários sobre o uso de produtos de limpeza, pesticidas, fontes de poluição na vizinhança e existência de mofo na casa, durante e depois da gravidez até aos 23 meses de idade da criança.

O desenvolvimento cognitivo e da linguagem das crianças foi avaliado entre os 14 e os 23 meses e os 20 e 25 meses de idade.
 
A exposição a químicos foi reportada por 20 por cento das mães durante a gravidez, número que subia para 30 por cento durante o primeiro ano de vida da criança.
 
Os resultados revelaram que a poluição, mofo e pesticidas não tinham influência significativa sobre o desenvolvimento da criança. Contudo, os produtos de limpeza usados depois do nascimento foram associados a um pior desempenho cognitivo e de linguagem aos dois anos de idade.
 
Os atrasos cognitivos eram ainda mais acentuados quando tidos em conta fatores como a educação e situação socioeconómica das mães.
 
“Muitas mães limitam a exposição a químicos tóxicos durante a gravidez, mas, assim que a criança nasce, acham que a exposição já não é um problema”, explica Hui Jiang, que liderou o estudo.
 
Esta análise revela que os químicos estão a interferir com o desenvolvimento das crianças, pelo que se deverá fornecer mais informação à população sobre a perigosidade destes agentes, afirmam os autores do estudo.

Fonte: Science Daily

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