AUTISMO

Exposição a retardadores de chama ligada ao autismo

Uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia, em Riverside, EUA, descobriu que a exposição pré-natal a PBDEs pode causar perturbações do espetro do autismo (PEA) nos bebés.

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Os éteres difenílicos polibromados (polybrominated diphenyl ethers – PBDEs) são compostos orgânicos sintéticos produzidos industrialmente com a finalidade de retardar a propagação de chamas em caso de incêndios. Estes químicos são adicionados aos mais diversos materiais como estofos, tapetes, cortinas, produtos eletrónicos, e mesmo em produtos para crianças.

Os retardadores de chamas podem migrar dos produtos para o pó que os humanos contactam e podem ingerir. Os PBDEs são considerados poluentes ambientais globais, tendo sido detetados na água, solo, ar, produtos alimentícios, animais e tecidos humanos. Foram encontrados ainda no leite materno de mulheres em todo o mundo.

Durante a investigação, publicada na revista científica Archives of Toxicology, ratos grávidos foram expostos a PBDEs e os cientistas verificaram que estes químicos comprometeram o desenvolvimento das crias, reduzindo o seu reconhecimento social a curto prazo e memória social a longo prazo e causando comportamento repetitivo, semelhante ao comportamento compulsivo observado nas PEA.

Os cientistas analisaram, então, a expressão genética da oxitocina, um neuropeptídeo envolvido na memória de reconhecimento social, no cérebro das crias e verificaram que a oxitocina e outros genes pró-sociais tinham sofrido alterações, sugerindo que os PBDEs visam sistemas cerebrais distintos para promover anomalias de desenvolvimento neurológico.

Segundo Elena Kozlova, coordenadora da investigação, estes dados mostraram que os PBDEs podem ser prejudiciais se a exposição ocorrer durante o desenvolvimento fetal ou durante um longo período de tempo, o que é preocupante, uma vez que as crianças estão desproporcionadamente expostas a estes químicos.

O autismo é uma perturbação global do desenvolvimento infantil que se prolonga para toda a vida e que evolui com a idade. O bebé com autismo apresenta determinadas características diferentes dos outros bebés da sua idade, por isso é importante estar atento aos sinais para se poder iniciar o tratamento e intervenção o mais precocemente possível.

Fonte: Tupam Editores

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