Registados 80 casos de mutilação genital feminina em Portugal  num ano

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Registados 80 casos de mutilação genital feminina em Portugal num ano

  Tupam Editores

Foram registados, em Portugal, 80 casos de mutilação genital feminina entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, indicam dados que acabam de ser divulgados no âmbito Dia Internacional da Tolerância Zero contra esta prática, assinalado no passado dia 5 de fevereiro.

Os dados constam do Relatório Intercalar de Execução do Programa de Ação para a Prevenção e Eliminação da Mutilação Genital Feminina (2014-2017).

Mulher deprimida

Os casos foram registados na Plataforma de Dados de Saúde (PDS), indica a UNICEF, num documento em que alerta para as consequências nocivas desta prática em várias comunidades no mundo.

O documento revela que as vítimas foram quase todas adultas, havendo apenas registo de uma menor, com 17 anos.

Eram provenientes, na esmagadora maioria, da Guiné-Bissau (53), seguindo-se a Guiné-Conacri (20), a Eritreia (2), o Senegal (2), e a Nigéria, a Gâmbia e o Egito, cada um com 1 caso registado, de acordo com a informação recolhida.
A mutilação genital feminina é um ato violento que causa infeções, doenças, complicações no parto e até mesmo a morte.

Trata-se de “uma prática cruel que inflige danos emocionais para toda a vida e atinge os membros mais vulneráveis e com menos poder da sociedade: raparigas até aos 15 anos de idade. Uma violação dos direitos humanos que reflete e perpetua a desvalorização das raparigas e mulheres em demasiados lugares do mundo”, afirmara, numa declaração conjunta, as diretoras executivas da UNICEF, Henrietta Fore, e do FNUAP (Fundo das Nações Unidas para a População), Natalia Kanem.

ARTIGO

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
08 de Abril de 2020

Mais Sobre:
SAÚDE GINECOLOGIA

Referências Externas:

NOVO COVID-19, INFORMAÇÃO ATUALIZADA

No dia 11 de março de 2020 o diretor-geral da OMS, declarou o novo coronavírus (COVID-19) uma pandemia, significando assim que a doença tomou proporções à escala mundial.

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