INVESTIGAÇÃO PODE LEVAR A TRATAMENTO PARA AFRONTAMENTOS

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INVESTIGAÇÃO PODE LEVAR A TRATAMENTO PARA AFRONTAMENTOS

  Tupam Editores

As descobertas científicas da investigadora Naomi Rance sobre o estrogénio podem vir a garantir alívio a milhões de mulheres.

A investigação foi iniciada há 15 anos, quando a própria cientista experimentou o primeiro afrontamento e decidiu tentar descobrir a razão destas sensações; a pesquisa realizada sobre o envolvimento do estrogénio com ondas de calor pode levar a um tratamento promissor.

A investigadora sabia, a partir de pesquisas anteriores, que os neurónios ampliados estavam na área conhecida como núcleo arqueado; essa área contém uma coleção microscópica de neurónios, que contêm neuropeptídeos, como a neuroquinina B, e controla de reprodução; esses mesmos neurónios também influenciam a forma como o estrogénio altera a temperatura corporal.

mulher com afrontamentos

Naomi Rance foi capaz de mostrar através de experiências laboratoriais em roedores que a estimulação do recetor para a neuroquinina B, a neuroquinina 3, causa alterações na temperatura corporal semelhantes a um afrontamento e que a destruição de neurónios de neuroquinina B altera a termorregulação.

Essas experiências levaram a uma hipótese de que os afrontamentos ocorrem quando os níveis de estrogénio são diminuídos, causando maior libertação de neuroquinina B nas áreas do cérebro que controlam a temperatura corporal. Teoricamente, um antagonista poderia bloquear esta reação biológica por ligação ao recetor de neuroquinina 3 e prevenir as ações da neuroquinina B.

Após apresentar estas descobertas numa Conferência Mundial, a especialista teve o apoio de mais médicos, que a quiseram auxiliar no estudo; assim, os cientistas testaram o antagonista do recetor de neuroquinina 3 (MLE4901) num ensaio clínico de fase II, e descobriram que o fármaco reduziu significativamente o número total semanal de ondas de calor em 73 por cento, tendo sido bem tolerado.

Se o estudo for bem-sucedido, o fármaco pode vir a ser usado como alternativa ao estrogénio, um desenvolvimento especialmente importante para mulheres com cancro da mama dependente de estrogénio.

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