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SNS reporta aumento invulgar de casos de problemas respiratórios

Os pedidos de ajuda por problemas respiratórios agudos ao SNS 24 cresceram quase 20% em apenas uma semana, enquanto estas infeções passaram a representar uma parcela maior das urgências hospitalares. Os dados referem-se ao período de 5 a 11 de outubro e constam do relatório semanal da Direção-Geral da Saúde (DGS).

SNS reporta aumento invulgar de casos de problemas respiratórios

A linha recebeu 73.135 contactos, mais 3,3% do que na semana anterior. Entre eles, os relacionados com febre aumentaram 10,3%, totalizando 888. Já os contactos por problemas respiratórios agudos subiram 19,6%, para 12.658.

Também se registaram mais encaminhamentos para hospitais e centros de saúde: os primeiros cresceram 4,2%, para 34.364, e os segundos aumentaram 3,3%, para 31.749. Em contrapartida, os casos dirigidos ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) diminuíram 3%, fixando-se em 2.372.

Embora o total de episódios nas urgências tenha recuado 1,5%, para 116.680, as infeções respiratórias agudas tiveram maior expressão: corresponderam a 6,4% dos atendimentos, mais 0,2 pontos percentuais do que na semana anterior. Nos cuidados de saúde primários, representaram 3,4% das consultas médicas, uma subida de 0,1 pontos percentuais. Também aumentou a proporção de consultas por síndrome gripal, que chegou a 0,13%.

A DGS destaca que o crescimento dos episódios de urgência associados a síndrome gripal surgiu mais cedo do que noutras épocas. A tendência foi mais evidente entre crianças dos 5 aos 9 anos e adultos dos 20 aos 59. Apesar disso, o indicador continua abaixo do observado na época de 2019-2020.

Entre os episódios de urgência por síndrome gripal, a percentagem que levou a internamento subiu ligeiramente, para 3,1%. Não houve, na semana analisada, admissões em cuidados intensivos de doentes com diagnóstico de gripe nos hospitais integrados na rede de vigilância.

A autoridade de saúde considera, ainda assim, que a atividade gripal permanece esporádica. Os resultados laboratoriais da época de 2026-2027 são ainda escassos: dos três casos de infeção respiratória aguda analisados até então no âmbito do programa nacional, nenhum revelou gripe, SARS-CoV-2 ou vírus sincicial respiratório. Numa outra rede, dedicada ao diagnóstico da gripe e de outros vírus respiratórios, foram confirmados 61 casos de influenza desde a semana 40, todos do tipo A.

A mortalidade geral manteve-se nos níveis esperados para esta altura do ano. Contudo, a proporção de mortes associadas a doenças do sistema respiratório apresentou uma tendência ascendente e chegou a 10,3%. A mortalidade específica por covid-19 também revelou sinais de crescimento. A DGS alerta que estes dados são provisórios e devem ser lidos com prudência, uma vez que estão em curso adaptações informáticas no sistema de certificados de óbito.

Entre as pessoas com 60 ou mais anos, a cobertura da vacinação contra a gripe era de 9,8%, enquanto a da vacinação contra a covid-19 atingia 7,3%. Perante a evolução dos indicadores, a DGS recomenda que se mantenha a vacinação sazonal contra ambas as doenças e aconselha a população a contactar primeiro o SNS 24 quando necessitar de orientação do sistema de saúde.

Fonte: Tupam Editores

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