SARAMPO

DGS confirma três casos importados de sarampo

A Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou três casos importados de sarampo na região de Lisboa e Vale do Tejo, identificados desde 6 de outubro. Entre os infetados estão um adulto, uma criança e um bebé com menos de um ano. Todos tinham viajado recentemente para países com elevada circulação do vírus e não tinham registo de vacinação contra a doença.

DGS confirma três casos importados de sarampo

A autoridade de saúde não encontrou, até ao momento, indícios de que os três casos estejam relacionados. Nenhum dos doentes permanece hospitalizado: os que precisaram de internamento já tiveram alta. A rede de Autoridades de Saúde está a investigar os casos e a localizar os contactos, verificando a situação vacinal de cada pessoa e encaminhando-as para vacinação ou, quando indicado, para receber imunoglobulina após exposição.

O Hospital de Cascais confirmou que assistiu um doente com sarampo e que comunicou a situação às autoridades. Não foram divulgados dados sobre a idade ou o estado vacinal dessa pessoa. Na semana anterior, um homem esteve internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com a mesma infeção. A sua evolução clínica era favorável e, como não estava vacinado, os familiares próximos foram vacinados.

Segundo informação divulgada pela Lusa, com base na Rádio Renascença, terão sido identificados mais de 400 contactos do homem. Ele terá recorrido às urgências dos hospitais de Santa Maria e Lusíadas Lisboa nos dias 3, 4 e 6 de outubro. A DGS tinha também confirmado anteriormente um caso numa criança; tanto essa criança como o homem tinham viajado recentemente para o Bangladesh e não tinham registo de vacinação. Não havia, contudo, indicação de contacto entre ambos.

No total, Portugal contabilizava 13 casos confirmados entre o início do ano e 14 de outubro, de acordo com dados notificados no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE). A DGS indica que os casos foram investigados e que as medidas de controlo e prevenção foram aplicadas de acordo com o risco identificado.

A vacinação continua a ser uma importante barreira à propagação. O Relatório do Programa Nacional de Vacinação de 2025 indica que 98% das crianças que completaram dois anos receberam a primeira dose da vacina contra o sarampo, a parotidite epidémica e a rubéola (VASPR). Entre as crianças que fizeram seis anos, a cobertura da segunda dose foi de 96%.

A DGS salienta que a elevada mobilidade internacional pode levar à importação de novos casos, mas que isso não implica, por si só, transmissão sustentada no país. A entidade mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial, a investigação de casos e contactos e a aplicação de medidas para detetar e travar rapidamente eventuais cadeias de contágio.

O sarampo transmite-se facilmente pelo ar, através de gotículas e aerossóis libertados por pessoas infetadas quando tossem ou espirram. Embora muitas vezes tenha uma evolução benigna, pode causar complicações graves e, em alguns casos, levar à morte.

Fonte: Tupam Editores

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