Sabe o que mais negligenciam as pessoas acima dos 60 anos?
O descanso é um dos aspetos mais importantes para uma boa saúde, mas muitas vezes passa despercebido. Principalmente após os 60 anos, uma das consequências mais comuns é a diminuição da duração do sono.

Por essa razão, torna-se essencial implementar rotinas e estratégias para melhorar o sono. Até porque a insónia está intimamente ligada a problemas cardiovasculares e metabólicos, tal como a doenças como a diabetes. Para piorar a situação, o desequilíbrio hormonal provocado pela falta de sono pode ainda levar ao aumento de peso.
Se está entre as pessoas que têm dificuldade em dormir, é fundamental criar as condições certas. Para garantir o conforto, há que dar atenção à textura do colchão e da almofada. Depois, deve evitar qualquer fonte de luz, uma vez que esta estimula o cérebro. A temperatura também é importante: o ideal é que se mantenha entre os 19 e os 21 graus Celsius, uma vez que o frio ou o calor excessivos também prejudicam o sono.
Quanto à hora de deitar, segundo os especialistas o ideal é esperar algumas horas após o jantar antes de ir para a cama e evitar atividades físicas nas últimas horas do dia, pois podem ser estimulantes. O sono deve durar cerca de 7 a 8 horas, especialmente no caso dos idosos, e deve ser ininterrupto.
A hora de acordar após os 60 anos não tem importância, desde que os horários recomendados pelos especialistas sejam respeitados. Neste sentido, tudo depende dos hábitos de cada pessoa, pelo que não há problema em acordar às 6h da manhã, desde que a pessoa se tenha deitado às 22h, por exemplo.
Estima-se que 10% da população adulta em Portugal sofra de insónia crónica, seja por acordar muito cedo ou por ter dificuldade em adormecer. Na terceira idade, os horários irregulares devido à falta de rotina, problemas urinários que obrigam a pessoa a levantar-se todas as noites, dores crónicas ou alguns medicamentos são algumas das principais causas.