NEFROLOGIA

Cientistas criam rins artificiais para tratar doenças renais

Uma equipa de cientistas da Universidade do Sul da Califórnia conseguiu criar protótipos de rins cultivados em laboratório, que podem ser muito úteis para a investigação e para a descoberta de tratamentos para as doenças renais.

Cientistas criam rins artificiais para tratar doenças renais


Os rins são dos órgãos mais ativos e fundamentais para a nossa saúde. O rim faz mais do que apenas produzir urina: regula a água e os sais, controla a pressão arterial e filtra o sangue, entre outras funções. E tudo isto graças a minúsculas unidades chamadas nefrónios.

Não se trata de um rim clássico, ou seja, todo o órgão. Não é uma descoberta revolucionária que resolveria o problema dos transplantes renais. O que os especialistas fizeram foi cultivar e multiplicar células estaminais que se especializam nos diferentes tipos de células que constituem os nefrónios.

A obtenção de células estaminais já era um objetivo alcançado há algum tempo. O problema era que os especialistas não conseguiam mantê-las viáveis durante muito tempo após a transformação em células renais.

Mas a equipa, liderada pelo investigador Zhongwei Li, conseguiu cultivar estas células-semente, a partir das quais é criado um rim, durante um longo período. Ainda se está longe de ver um rim verdadeiro, mas isto já permite criar mini-rins tridimensionais, muito úteis para o estudo de doenças e para testar novos medicamentos.

Uma descoberta paralela e inesperada, até para os próprios investigadores, é o que conseguiram com os podócitos – um tipo altamente especializado de célula renal que faz parte dos nefrónios.
A equipa descobriu que os podócitos, quando tratados adequadamente, podem ser revertidos às suas células estaminais originais. Algo como rejuvenescê-los ao seu estado inicial.

Atualmente estão a estudar o mecanismo. Se o conseguirem compreender por completo, poderá ser uma descoberta valiosíssima para o futuro: o grande sonho da medicina regenerativa é que o próprio órgão tenha a capacidade de se reparar sem a necessidade de ser substituído por completo.

Fonte: Tupam Editores

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