Zinco não substitui medicamentos para tratar a hipertensão
A pressão arterial é a pressão do sangue circulante contra as paredes dos vasos sanguíneos. Uma pressão arterial saudável é essencial para o bem-estar geral, uma vez que influencia diretamente a saúde do coração.

Alguns nutrientes, como o zinco, desempenham um papel neste processo, pelo que consumir quantidades suficientes deste mineral e oligoelemento é fundamental para manter uma pressão arterial saudável. O zinco desempenha ainda um papel crucial na função imunitária e na cicatrização de feridas.
O composto interage com enzimas que contribuem para a produção de óxido nítrico, uma molécula essencial que ajuda os vasos sanguíneos a relaxar e a dilatar. Além disso, as suas propriedades anti-inflamatórias combatem a inflamação crónica, um dos fatores mais significativos da hipertensão.
Ainda assim, os especialistas sublinham que a suplementação de zinco nunca deve ser utilizada como medicamento para tratar este problema, pois o seu efeito pode ser mínimo e depende do estado nutricional geral do indivíduo.
Embora não exista uma recomendação oficial sobre a quantidade ideal de zinco, os estudos até à data indicam doses entre 15 e 30 miligramas por dia. O uso de doses mais elevadas deve ser sempre feito sob vigilância médica.
Isto porque, em doses elevadas, o zinco pode causar alguns problemas gastrointestinais, como náuseas, cólicas estomacais e diarreia. Outro efeito secundário menos conhecido é que, em níveis elevados, pode interferir com a absorção de cobre, levando à deficiência deste mineral.
Importa referir ainda que o zinco pode interagir com certos antibióticos e outros medicamentos, reduzindo a sua eficácia ou aumentando os efeitos secundários. Assim, as pessoas que estejam em tratamento médico, devem consultar um profissional de saúde antes de fazer suplementação com zinco.