ESCLEROSE

Substâncias químicas persistentes na água aumentam risco de EM

Os subprodutos plásticos e as substâncias químicas persistentes encontradas na água potável podem fazer com que o corpo ataque o próprio sistema nervoso. Uma investigação da Universidade de Uppsala, na Suécia, associou níveis mais elevados de substâncias per e polifluoroalquiladas (PFAS) e bifenilos policlorados (PCB) a um maior risco de desenvolver esclerose múltipla (EM).

Substâncias químicas persistentes na água aumentam risco de EM


De acordo com a autora principal do estudo, Kim Kultima, as pessoas com as concentrações mais elevadas de PFOS e PCB apresentavam aproximadamente o dobro da probabilidade de serem diagnosticadas com EM, em comparação com aquelas com as concentrações mais baixas.

Durante o estudo, publicado na revista Nature Communications em 2025, a equipa de investigação testou 24 variantes de PFAS e sete subprodutos de PCB no sangue de 907 doentes recém-diagnosticados com EM e 907 indivíduos saudáveis do grupo de controlo. Verificou-se que aqueles que apresentavam níveis elevados de múltiplos compostos pertenciam principalmente ao grupo diagnosticado.

Os PFAS também foram associados a colesterol elevado, hipertensão arterial, diminuição da resposta a vacinas e cancro. Já os PCB foram associados a um maior risco de cancro, danos no fígado, problemas de pele e efeitos negativos nos sistemas imunitário, reprodutivo, nervoso e endócrino.

A EM é a doença autoimune dos nervos mais comum entre os jovens adultos, sendo geralmente diagnosticada entre os 20 e os 40 anos de idade, com sintomas que incluem visão dupla, fraqueza muscular, rigidez e espasmos musculares, formigueiro ou dormência, falta de coordenação motora, incontinência urinária e tonturas.

A doença provoca inflamação e uma resposta imunitária que ataca o sistema nervoso central. Não existe uma causa única identificada nem cura, embora os fatores de risco previamente identificados incluam o tabagismo, a obesidade na adolescência e os baixos níveis de vitamina D. As mulheres são mais propensas a desenvolver EM do que os homens.

Embora não exista cura para a doença, tratamentos como as injeções de esteroides podem oferecer alívio e retardar a sua progressão a longo prazo.

Fonte: Tupam Editores

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