ALIMENTAÇÃO

Uvas são um superalimento que modula o microbioma intestinal

As uvas modulam o microbioma intestinal, o metaboloma e a expressão génica e estão associadas a benefícios para a saúde, o que lhes confere um lugar de destaque na família dos superalimentos, sugere um estudo levado a cabo na Faculdade de Farmácia e Ciências da Saúde da Western New England University, nos Estados Unidos.

Uvas são um superalimento que modula o microbioma intestinal


No estudo, publicado no Journal of Agriculture and Food Chemistry, John M. Pezzuto, explorou o conceito de “superalimentos” e revelou que as uvas frescas conquistaram um lugar de destaque entre eles, apresentando uma série de evidências para apoiar a sua perspetiva sobre o tema.

Os superalimentos convencionais costumam fazer parte da dieta mediterrânea e são tipicamente ricos em compostos vegetais naturais benéficos para a saúde.

Pezzuto apresentou os argumentos científicos a favor das uvas, referindo que as uvas frescas são subvalorizadas na área e a maior parte das vezes não são incluídas na menção de outros alimentos semelhantes, como é o caso dos frutas vermelhos.

No entanto, as uvas são uma fonte natural de mais de 1.600 compostos, incluindo antioxidantes e outros polifenois, como flavonoides, antocianidinas, catequinas, ácidos fenólicos, resveratrol e outros. Os polifenois são a razão dos benefícios das uvas para a saúde, graças à sua atividade antioxidante e influência nos processos celulares. É a uva inteira e a matriz única desses compostos que criam os efeitos biológicos, não um único componente.

O papel das uvas na saúde cardiovascular está bem estabelecido, incluindo a promoção do relaxamento dos vasos sanguíneos e da circulação saudável, bem como a modulação dos níveis de colesterol.

Mas os ensaios clínicos também mostram que as uvas contribuem para a saúde do cérebro (ajudando a manter um metabolismo cerebral saudável e impactos benéficos na cognição), para a saúde da pele (maior resistência à radiação UV e danos ao ADN nas células da pele) e saúde intestinal (modulando o microbioma intestinal e aumentando a diversidade intestinal) e ainda para a saúde ocular (impacto na retina através do aumento da densidade óptica do pigmento macular).

No campo da nutrigenómica, o consumo de uvas demonstrou alterar positivamente a expressão génica em sistemas corporais relevantes. Pezzuto sugere que essas atividades ao nível genético são provavelmente a força motriz por trás dos benefícios das uvas para a saúde.

O investigador demonstrou que, de acordo com a ciência, as uvas são um superalimento e devem ser reconhecidas como tal. Assim, espera-se que o uso dessa nomenclatura em relação às uvas se torne uma prática comum.

Fonte: Tupam Editores

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