ALIMENTAÇÃO

Aprovado corante azul à base de gardénia para uso na alimentação

A FDA aprovou mais um corante natural para utilização em alimentos. O novo corante é o azul-gardénia e é extraído do fruto da gardénia, uma planta perene em flor. O aditivo corante foi aprovado para utilização em bebidas desportivas, água não gaseificada aromatizada ou melhorada, bebidas de fruta, chás prontos a beber, rebuçados e doces.

Aprovado corante azul à base de gardénia para uso na alimentação


O fruto da gardénia já é usado há muito tempo na medicina tradicional chinesa. O corante é produzido a partir da extração de um composto chamado genipina do fruto da gardénia triturado, que é combinado com proteína de soja.

Esta nova cor faz parte de um esforço maior para eliminar gradualmente os corantes artificiais, que têm levantado preocupações nos últimos anos.
Robert F. Kennedy Jr., Secretário de Saúde dos EUA, alerta para o facto de as crianças serem expostas diariamente a produtos químicos sintéticos em alimentos que não servem para nada e que ameaçam a sua saúde, e esta aprovação do azul-gardénia pela FDA mostra que finalmente se está a colocar as crianças em primeiro lugar.

Com a aprovação deste corante azul, a FDA dispõe de quatro corantes alimentares na lista de aprovados. Em maio, a agência havia aprovado três corantes derivados de fontes naturais – o extrato de galdieria blue, um corante azul derivado da alga vermelha unicelular Galdieria sulphuraria; o fosfato de cálcio, um pó branco; e o extrato de flor de ervilha borboleta, um corante azul que pode ser utilizado para obter uma gama de tonalidades, incluindo azuis brilhantes, púrpura intenso e verdes naturais.

Ao expandir a quantidade de corantes disponíveis derivados de fontes naturais, os fabricantes de alimentos têm uma variedade de opções que facilitarão o fim do uso de corantes à base de petróleo. A agência ainda não aprovou nenhum novo corante vermelho, amarelo ou laranja para uso em alimentos.

Kennedy pediu às empresas americanas para deixarem de utilizar corantes alimentícios à base de petróleo até ao fim do próximo ano. Várias grandes empresas de alimentos e de bebidas anunciaram recentemente os planos para remover os corantes dos seus produtos.
Apesar de tudo, nem todos concordam que os corantes sintéticos são prejudiciais para a saúde.

Fonte: Tupam Editores

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