PEDIATRIA

Icterícia neonatal: conheça as causas e o tratamento

A icterícia é um dos problemas mais comuns nos recém-nascidos, sendo caracterizada pela coloração amarelada da pele, da superfície branca dos olhos e mucosa. Habitualmente é devida à imaturidade fisiológica do recém-nascido, mas também pode significar doença, pelo que os pais devem sempre informar o pediatra do bebé.

Icterícia neonatal: conheça as causas e o tratamento

GRAVIDEZ E MATERNIDADE

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Durante a gravidez, a bilirrubina atravessa a placenta e é excretada pela mãe. Após o nascimento o recém-nascido tem de ativar os seus próprios sistemas excretores. Quando tal não acontece, em consequência da sua imaturidade hepática, aparece a icterícia fisiológica, ou de desenvolvimento, entre o terceiro e o quinto dia de vida. A icterícia fisiológica regride habitualmente até aos 15 dias de vida da criança.

Outra causa frequente de icterícia neste período é a incompatibilidade de sangue entre a mãe e o recém-nascido. Os pais estão familiarizados com os diversos tipos de sangue, bem como com o factor RH. Entre os sangues da mãe e filho também podem surgir incompatibilidades que condicionam maior, e mais precoce, destruição dos glóbulos vermelhos provocando a icterícia.

Existem ainda outras causas raras de icterícia no período neonatal que, geralmente, estão associadas a doenças importantes que convém diagnosticar.

O exame físico do recém-nascido deve ser feito sob luz natural. Sendo visível em alguns bebés, a icterícia só é corretamente diagnosticada mediante realização de exames auxiliares de diagnóstico e de análises laboratoriais (hemoglobina, hematócrito, doseamento da bilirrubina, entre outros).

No que diz respeito ao tratamento da icterícia convém esclarecer que esta pode ser classificada em vários níveis, desde leve a acentuada. Se a icterícia for leve, o bebé consegue expulsar o excesso da bilirrubina sozinho em 5 a 7 dias.

No caso de existirem valores excessivos de bilirrubina no sangue o tratamento é a fototerapia. É um tratamento em que toda a superfície corporal do bebé, com exceção dos olhos, é exposta a uma luz fluorescente especial cujas características fazem baixar a bilirrubina no sangue e, por conseguinte, a icterícia.

Uma vez que a bilirrubina é expulsa pela urina e fezes, o bebé deve ser bem hidratado durante o tratamento. Assim, o número de vezes que o bebé é alimentado é controlado para garantir que este recebe a quantidade de líquidos necessária.

Na maioria dos casos, a icterícia neonatal é benigna. Contudo, os níveis elevados de bilirrubina podem tornar-se extremamente tóxicos para o sistema nervoso central do recém-nascido ou ser um sinal clínico de doença hepática ou sistémica graves com necessidade de avaliação médica. Na presença de sintomas os pais devem sempre consultar um pediatra.

Fonte: Tupam Editores

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