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Risco de AVC antes dos 50 é maior em utilizadores de e-cigarros

Se é daqueles que trocou o cigarro normal pelo eletrónico pensando que seria uma alternativa “mais saudável”, saiba que o seu coração continua em risco.
Um estudo realizado pela Escola de Medicina Icahn, em Mount Sinai, nos Estados Unidos, permitiu concluir que os fumadores de cigarros eletrónicos (e-cigarros) tiveram o seu primeiro AVC com uma idade média de 48 anos, ou seja, 11 anos antes dos fumadores de cigarros tradicionais.

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Os cientistas detetaram que entre os utilizadores dos e-cigarros, as ocorrências de AVC aconteciam, em média, aos 48 anos, ao passo que entre os consumidores de tabaco tradicional o problema tendia a dar-se por volta dos 59. Já quem faz uso das duas opções apresenta um risco mais elevado de sofrer um AVC aos 50 anos.

A conclusão advém da análise de dados de 79.825 adultos com historial de derrame adeptos de cigarros tradicionais, eletrónicos ou ambos. Entre os voluntários 7.756 (9,72%) consumiam cigarros eletrónicos; 48.625 (60,91%) fumavam cigarros comuns, e 23.4444 (39,37%) utilizavam as duas formas de tabaco.

De acordo com os cientistas, o AVC é definitivamente mais preponderante entre os fumadores de cigarros tradicionais do que entre os utilizadores de e-cigarros, ou pessoas que utilizavam ambos: 6,75% em comparação a 1,09% e 3,72%, respetivamente. Todavia, quem opta pelos cigarros eletrónicos tem um risco 15% superior de sofrer um AVC cerca de 10 anos antes.

Sem o fumo característico do cigarro convencional, por não funcionar a partir da combustão de substâncias, os cigarros eletrónicos chegaram ao mercado como uma opção “mais saudável” ao consumo de nicotina e até como um aliado para aqueles que querem deixar de fumar.
É importante referir, no entanto, que a segurança dos cigarros eletrónicos não foi comprovada, logo não devem ser considerados como alternativa ao tabagismo tradicional.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) chama a atenção destes utilizadores pois, ao invés de inalarem o fumo proveniente da queima do tabaco - que por sua vez expele milhares de substâncias tóxicas dentro do organismo -, os utilizadores dos e-cigarros inalam o vapor contido no líquido desses dispositivos, que funcionam através de uma bateria de lítio. A mistura de químicos cria novos compostos tóxicos para o organismo.

Ainda se desconhecem os efeitos do uso recorrente deste tipo de dispositivos a longo prazo, mas uma coisa é certa, não são uma opção mais saudável do que os cigarros tradicionais e os riscos para o coração são semelhantes.

Fonte: Tupam Editores

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