AVC

Células estaminais em terapia cardíaca

A propósito da celebração do Dia Mundial do AVC que se assinala a 29 de outubro de 2021, a Crioestaminal vem a público divulgar o caso de uma vítima de AVC que recupera mobilidade após tratamento com células estaminais do cordão umbilical.

Células estaminais em terapia cardíaca
CÉLULAS ESTAMINAIS, O INÍCIO DE UM NOVO PARADIGMA TERAPÊUTICO

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CÉLULAS ESTAMINAIS, O INÍCIO DE UM NOVO PARADIGMA TERAPÊUTICO


Para a recuperação de mobilidade em vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), a terapia com células estaminais do cordão umbilical, tem vindo a mostrar significativo potencial para complementar as estratégias de reabilitação física usadas atualmente.

Recorde-se que a mortalidade por AVC em Portugal é superior à verificada nos restantes países da Europa Ocidental e os resultados relativos aos anos vividos com incapacidade e anos perdidos, são igualmente considerados insatisfatórios.

Atualmente, embora as abordagens terapêuticas disponíveis para o tratamento do AVC ajudem a conter os danos neurológicos e minimizar as sequelas provocadas pela doença, ainda não atuam de forma a promover a regeneração das zonas afetadas.

É por isso no sentido de dar resposta a esta limitação, que a terapia com células estaminais tem merecido a atenção de especialistas em todo o mundo, como uma abordagem com potencial para promover a reparação da lesão cerebral resultante de um AVC e por essa via complementar as estratégias até agora utilizadas na recuperação destes doentes, conforme esclarece Bruna Moreira, investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal.

Acrescenta ainda, que vários estudos têm evidenciado essa capacidade das células estaminais mesenquimais, bem como já foi demonstrado tratar-se de uma terapêutica segura.

O caso reportado, refere-se a um doente de 55 anos que estava incapaz de andar, tinha paralisia do lado esquerdo do corpo, nos membros superior e inferior, e apresentava dificuldades na fala, devido a um AVC isquémico, classificado como moderado a grave.

O tratamento experimental, que consistiu na administração de duas infusões intravenosas de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical, com 8 dias de intervalo, foi conjugado com terapia de reabilitação, durante 4 meses. O progresso do doente foi acompanhado durante 2 anos e meio após o tratamento experimental.

Um mês após o primeiro tratamento, o doente recuperou da paralisia facial e do braço esquerdo e, após 8 semanas, recuperou da paralisia na perna esquerda, tornando-se capaz de andar com apoio. Nas semanas que se seguiram, foi reavendo a destreza e o controlo dos movimentos e passou a realizar tarefas de complexidade crescente. Já às 65 semanas, regressou à sua atividade profissional, como médico veterinário.

A TAC realizada no final do período de acompanhamento revelou que as dimensões da lesão neurológica tinham diminuído significativamente. Além dos resultados positivos, não foram observadas ou reportadas quaisquer reações adversas ao tratamento com células estaminais do cordão umbilical, que foi considerado seguro.

Fonte: Tupam Editores

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