CANCRO

“Sweet October Project” quer acabar com estigma do cancro da mama

O Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil (IPO de Coimbra) vai ter patente, até ao dia 6 de novembro, a exposição de fotografia intitulada “Sweet October”.

“Sweet October Project” quer acabar com estigma do cancro da mama

De acordo com o IPO de Coimbra, no conjunto fotográfico do “Sweet October Project” estão retratadas 15 pessoas que partilham o mesmo diagnóstico – cancro da mama.
Este projeto, segundo a autora, Ana Bee, é “uma reflexão de empatia sobre as marcas de uma batalha, sendo uma evolução do Sweet December Project @sweetdecemberproject, lançado em dezembro de 2017, no Instagram”.

“Este conjunto de autorretratos serviu como catarse para ultrapassar medos e ansiedades decorrentes do diagnóstico oncológico, ajudando a aceitar todas as alterações que este imputou à minha vida. Estender este projeto a outros doentes oncológicos em particular e ao público em geral decorreu do dever cívico que sentia para com todas as pessoas que como eu sofriam em silêncio”, acrescenta.

A fotografia é uma ferramenta muito poderosa de comunicação que nos permite atuar sobre o observador de uma forma ativa, pois estimula a sua condição humana ao ver retratado de uma forma crua e sem preconceitos a vida de alguém, vida essa que nos catapulta de volta para as nossas vidas direta ou indiretamente e nos faz questionar “E Se Fosse Comigo?”.

“Pretende-se retirar o estigma associado a esta doença, fazendo com que as fotografias comuniquem ao mundo a realidade de um doente oncológico. O conjunto de fotografias espelha igualmente a aceitação dos dias em que só conseguimos ver a escuridão à nossa volta. Escuridão essa que nos absorve a energia ao ponto de nos anular enquanto seres vivos, mas cabe a cada um de nós optar por ascender através da luz da esperança que brilha dentro de todos nós e equilibrar a nossa vida ao aceitar que a escuridão existe, mas podemos optar por virar o nosso olhar para o lado iluminado da vida, o lado mais leve e deixar a sombra para trás”, explica Ana Bee.

A par das fotografias está associado um exercício de empatia escrito por um artista português convidado. Este movimento de empatia, iniciado pelos 15 artistas (Alice Vieira; António Bizarro; Dirty Coal Train – Beatriz Rodrigues e Ricardo Ramos; Joana Barrios; João Gil; Jorge Palma; José Cid; Legendary Tigerman – Paulo Furtado; Lena d’Água; Moonspell – Fernando Ribeiro; Olavo Bilac; Rita Redshoes; Samuel Úria; Suzi Silva; Virgem Suta – Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo) deu o mote para o público em geral seguir os seus exemplos.

A exposição vai ficar patente no átrio do Edifício de Ambulatório do IPO de Coimbra, com acesso reservado, “respeitando-se, deste modo, as condições de segurança recomendadas pela Direção-Geral da Saúde”, assegura o IPO de Coimbra.

Fonte: IPO de Coimbra

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