VÍRUS

COVID-19: grávidas correm o mesmo risco que população em geral

Apesar de ainda não ser possível avaliar verdadeiramente os riscos, o Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica (NEMO) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) emitiu algumas recomendações relativas ao risco de infeção pelo COVID-19 em grávidas.

COVID-19: grávidas correm o mesmo risco que população em geral

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“Não obstante o número de casos de infeção COVID-19 em grávidas não ser elevado”, o Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica refere que devemos partir do pressuposto de que este grupo corre os mesmos riscos que a população geral, pelo que as grávidas devem cumprir as medidas de redução de contágio como o isolamento social e a etiqueta respiratória. Sabe-se que as alterações imunológicas da gravidez podem predispor para infeções respiratórias, aumentando a morbilidade materna.

Quanto à transmissão vertical, a SPMI revela que ainda pouco se sabe sobre esta possibilidade de contágio, mas sublinha que esta “parece ser reduzida”.

Segundo a Sociedade, também “não há evidência de que o vírus passe o leite materno e os benefícios da amamentação superam qualquer risco potencial de transmissão da COVID-19 pelo leite materno”.

Em todo o caso, adverte: “as mães que amamentam devem tomar todas as possíveis precauções para evitar transmissão como lavagem de mãos frequente e usando uma máscara facial, durante a amamentação”.

Não há evidência de que após o parto, uma mulher com COVID-19 deva ser separada do seu filho. “O impacto da separação parece ser mais prejudicial do que o risco de infeção”, indica o comunicado da sociedade médica.

Quanto a ida aos serviços de urgência, o NEMO da SPMI é perentório: “as grávidas devem evitar dirigir-se aos centros hospitalares exceto se estritamente necessário. Para tal, devem os internistas que realizam consultas de Medicina Obstétrica efetuar teleconsulta em vez de consulta presencial. Preferencialmente, as grávidas devem ter uma via de contacto direto com o internista assistente, nomeadamente endereço de e-mail”.

“As grávidas deverão ser instruídas sobre os sinais de alarme da eventual agudização da sua patologia de base, e dos motivos que as levem a contactar a linha SNS 24 ou o INEM”, acrescenta.

Por outro lado, chama-se a atenção para a adoção de medidas que reduzam o risco de infeção: lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos; usar um desinfetante para as mãos à base de álcool, como álcool em gel; evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas; evitar contato próximo com pessoas doentes; cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e deitar no lixo; limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

“As máscaras cirúrgicas são essenciais para as pessoas doentes e recomendadas nas regiões mais afetadas, mas não garantem uma proteção de 100 por cento contra a epidemia”, reafirma a especialidade.

Segundo o Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica, estas recomendações não devem sobrepor-se a novas recomendações que a tutela venha a emitir. “As doentes devem cumprir rigorosamente as recomendações da tutela para controlo da disseminação comunitária”, conclui.

Fonte: Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica (NEMO)

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