SEXUALIDADE

Venda de pau-de-cabinda passou a ser ilegal na UE

O famoso afrodisíaco pau-de-cabinda, usado para tratar a disfunção eréctil, que até aqui podia ser adquirido em qualquer ervanária ou supermercado, passou a ser de venda proibida em todos os países da União Europeia (UE) desde esta terça-feira, 14 de maio. Os riscos para a saúde estão na base da decisão.

Venda de pau-de-cabinda passou a ser ilegal na UE

A UE reconheceu existir “a possibilidade de ocorrência de efeitos nocivos para a saúde associados à utilização do pau-de-cabinda” - a pedido de um estado-membro, a Alemanha - mas não conseguiu provar que estes de facto existissem.

Perante “uma incerteza científica” sobre a segurança do uso da planta, decidiu proibir a sua utilização na alimentação, lê-se no regulamento 2019/650 da Comissão Europeia do dia 24 de abril.

Em Portugal, os especialistas ouvidos pelo Diário de Notícias admitem que o consumo de pau-de-cabinda pode causar “graves problemas a pessoas hipertensas”.

De acordo com o urologista Nuno Monteiro Pereira, apesar de serem comercializados em Portugal dois medicamentos que continham a molécula da planta, estes foram descontinuados, uma vez que as pessoas preferiam a planta.

“O pau-de-cabinda dá resultado - e os portugueses conhecem bem a planta devido à nossa ligação a Angola”, refere em entrevista ao DN.

Até esta terça-feira, o pau-de-cabinda podia ser adquirido em cápsulas, ampolas com doses definidas ou em chá.

Para os especialistas, o grande problema do uso de pau-de-cabinda é a sua utilização em chás, uma vez que “a dose não é controlada”.

“O médico até pode dizer que só pode beber uma chávena ou só usar uma colher de chá da planta, mas, depois, os homens querem ter uma maior reação e, em vez de uma colher de chá, usam duas ou três, o que pode levar a crises hipertensivas graves”, descreve o urologista.
Sem pau-de-cabinda resta o famoso comprimido azul, ainda que este atue de forma diferente da planta. O certo é que com a notícia da sua proibição, os pedidos de compra online aumentaram nos últimos dias.

Fonte: Diário de Notícias

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