PARASITOSE INTESTINAL E FATORES DE RISCO

PARASITOSE INTESTINAL E FATORES DE RISCO

DOENÇAS E TRATAMENTOS

  Tupam Editores

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As parasitoses intestinais, causadas por vermes helmínticos e protozoários, são doenças que estão intrinsecamente relacionadas com hábitos de higiene e alimentação saudável, particularmente nos casos em que os indivíduos infetados se movimentam em ambientes populacionais insalubres ou com saneamento precário, escolas, creches e abrigos.

Estudos recentes demonstram que as crianças em início da idade escolar são um alvo fácil da infeção parasitária, devido a hábitos de higiene e alimentação não condizentes com os padrões recomendados para a sua idade, saúde e desenvolvimento mental.

Entre a população pediátrica, as parasitoses intestinais ainda constituem um importante problema de saúde pública à escala mundial, principalmente em países em desenvolvimento, onde as crianças são infetadas com maior frequência, resultando em atraso físico  e mental após a infeção.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 270 milhões de crianças em idade pré-escolar e mais de 600 milhões em idade escolar vivem em áreas onde as doenças parasitárias são mais prevalentes, havendo necessidade de urgente intervenção de controle de doenças. Por outro lado, mais de 880 milhões de crianças necessitam de tratamento de infeções parasitárias, nomeadamente crianças em idade escolar, agricultores e moradores rurais que correm um alto risco de serem infetados por parasitose intestinal devido às precárias ou mesmo inexistentes condições de higiene.

A propagação de parasitas intestinais depende unicamente do estado de saneamento e do ambiente socioeconómico da comunidade, sendo a prevalência de infeções intestinais determinada por múltiplos fatores da nossa sociedade viva, como ocupação, condições de higiene, situação económica, instalações sanitárias domésticas e água potável, entre outros.

Em Portugal tem-se registado uma redução progressiva na prevalência das infeções parasitárias nas últimas décadas, sendo que de entre os parasitas com afetação digestiva restrita, o nemátodo intestinal Enterobius vermicularis e o protozoário Giardia duodenalis são alguns dos mais frequentemente observados em crianças.

A Enterobiose, também conhecida por oxiuríase, é uma parasitose intestinal causada pelo verme Enterobius vermicularis, vulgarmente designado por oxiúros, que se aloja habitualmente no intestino, sendo os humanos os seus únicos hospedeiros e que é caraterizado pela sua forma cilíndrica de cor branca, com um tamanho que pode variar entre os 2,5 e 12 milímetros de comprimento.

O ciclo de vida dos oxiúros começa pela deposição de ovos na região anal causando uma comichão caraterística muito incómoda e a transmissão de pessoa-a-pessoa ocorre por via fecal ou contacto direto ao coçar a área perianal e inadvertidamente levar a mão infetada à boca ou ainda, indiretamente, pelo manuseio de peças de vestuário, roupa de cama, superfícies, objetos ou ingestão de alimentos contaminados.

Geralmente a infeção não causa problemas graves e é muitas vezes assintomática, porém quando o prurido é intenso, pode provocar irritabilidade e inquietação, podendo levar ao desenvolvimento de escoriações com risco de infeção bacteriana secundária, devendo por isso ser evitado o coçar excessivo.

A infeção por Enterobius, ocorre em todo o mundo, afetando pessoas de todas as idades e níveis socioeconómicos, sendo o prurido noturno, sem outro sintoma associado, o mais sugestivo diagnóstico de enterobíase, especialmente em crianças. Um melhor diagnóstico pode ser obtido por observação direta procurando vermes móveis na região perianal após a pessoa adormecer, através do denominado “teste da fita”, que consiste na aplicação de uma fita adesiva transparente na área perianal logo pela manhã, antes de qualquer lavagem ou defecação.

O exame microscópico realizado em laboratório irá detetar ou não a presença de vermes ou ovos, diagnóstico que pode ser mais conclusivo quando repetido e alargado, fazendo igualmente a análise microscópica em amostras colhidas sob as unhas para localizar ovos.

O tratamento passa pela eliminação dos parasitas para alívio dos sintomas, a prevenção da reinfeção e a potencial transmissão. Em crianças com mais de 2 anos e em adultos, o tratamento de primeira linha é realizado com albendazol ou mebendazol em dose única oral, sendo o pirantel e o flubendazol outras opções possíveis.

A fim de prevenir reinfeções ou a transmissão a terceiros é essencial que se tomem medidas de higiene como, lavar as mãos depois de ir à casa-de-banho ou após uma muda de fraldas, bem como antes de cada refeição ou manipulação de alimentos, manter as unhas curtas e limpas e providenciando para que as crianças não roam as unhas, manter a região perianal seca e limpa, lavar o vestuário, toalhas e roupa de cama com água quente quando haja suspeitas de contaminação. Além disso, as pessoas infetadas devem tomar duche diariamente evitando águas potencialmente contaminadas em uma banheira.
Concluído com êxito o tratamento, a criança deverá regressar aos seus contactos anteriores a fim de restabelecer a autoconfiança e retomar as suas amizades.

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