Mebendazol

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Mebendazol é um derivadodos benzimidazois, que actua interferindo com o metabolismo de hidratos de carbono e inibição da polimerização de microtúbulos.
Usos comuns
Mebendazol está indicado no tratamento de infestações simples ou mistas.
Tipo
pequena molécula
História
O Mebendazol ou MBZ é uma droga benzimidazola desenvolvida pela Janssen Pharmaceutica e comercializada nos EUA como apenas um medicamento genérico, de acordo com o Orange Book FDA.
Indicações
Tratamento de parasitoses causadas por: Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Enterobius vermicularis (oxiúros), Ancylostoma duodenale, Necator americanus, Echinococcus granulosus e Echinococcus multilocularis (hidatidose).

Os fármacos anti-helmínticos são altamente eficazes no tratamento das infeções causadas por céstodos, nemátodos e tremátodos sendo, contudo, obrigatória a associação de medidas de higiene individual, do agregado familiar e da própria comunidade, nas zonas endémicas, capazes de quebrar o ciclo de autoinfeção.
Classificação CFT
01.04.01     Anti-helmínticos
Mecanismo De Ação
O mebendazol atua localmente no lúmen intestinal interferindo com a formação de tubulina na célula do parasita.

O mebendazol liga-se especificamente à tubulina e causa alterações degenerativas ultraestruturais no intestino.

Como resultado, a absorção de glucose, bem como as funções digestivas normais do parasita são interrompidas levando a um processo de autólise.


Não existem evidências sobre a eficácia de mebendazol no tratamento da cisticercose.



Posologia Orientativa
Enterobíase: 1 comprimido ou 1 colher-medida (5 ml) de suspensão numa dose única, para crianças e adultos.

Uma vez que a reinfestação é frequente, recomenda-se repetir o tratamento após 2 a 4 semanas.


Ascaridíase, ancilostomíase, tricocefalíase e infestações mistas: 1 comprimido, ou 1 colher-medida (5 ml) de suspensão de manhã e à noite durante 3 dias, tanto para crianças como para adultos.


Estrongiloidíase:
Adultos: Embora se tenham obtido resultados favoráveis com a posologia anterior, sugere-se uma dose de 2 comprimidos ou 2 colheres-medida (10 ml) de suspensão de manhã e à noite, durante 3 dias, para aumentar a percentagem de cura.

Mesmo com doses elevadas os efeitos secundários são raros.


Crianças: 1 comprimido ou 1 colher-medida (5 ml) de suspensão de manhã e à noite durante 3 dias.


O tratamento não requer dieta nem a utilização de laxantes.



Administração
Via oral.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao mebendazol.

Gravidez.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
O mebendazol é geralmente bem tolerado, no entanto, os doentes muito infestados, quando tratados, podem manifestar diarreia, vómitos e/ou dores abdominais.


Outros efeitos secundários referidos foram sonolência, comichão, dores de cabeça e vertigem.


Pode também ocorrer aumento das enzimas hepáticas (SGOT, SGPT, fosfatase alcalina) e alterações da função renal.


Foram também referidas alterações no sangue como eosinofilia (aumento de eosinófilos), diminuição da hemoglobina e leucopénia (diminuição dos glóbulos brancos).


Ocorreram casos raros de crises convulsivas associadas à administração de mebendazol, em particular em doentes com antecedentes pessoais de epilepsia.



Advertências
Gravidez
Gravidez:Evitar por toxicidade em estudos animais. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:Quantidade muito reduzida no leite para ser perigosa mas o produtor recomenda evitar.
Precauções Gerais
Convulsões em crianças, incluindo em bebés com idade inferior a 1 ano, foram
reportadas muito raramente na experiência pós-comercialização com Mebendazol.

Este medicamento só deve ser administrado a crianças com idade inferior a 1 ano, se a infestação interferir significativamente com a situação nutricional e o seu desenvolvimento físico.


Os resultados de um estudo de caso-controlo, que investigou o aparecimento de casos de síndrome de Stevens-Johnson/necrólise epidérmica tóxica (SJS/NET), sugeriu uma possível relação entre o SJS/NET e a utilização concomitante de mebendazol e metronidazol.

Não se conhecem mais dados que sugiram esta interação farmacológica.

Por conseguinte, a utilização concomitante de mebendazol e de metronidazol deve ser evitada.



Cuidados com a Dieta
A presença de alimentos no tracto digestivo não influencia a acção do medicamento, pelo que não é necessário qualquer tipo de dieta.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.


Não conservar acima de 25°C.

Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Ascaris lumbricoides, Necator americanus, Ancylostoma duodenale, Trichuris trichiura, Enterobius vermicularis e outros helmintos. Também demonstra atividade em doses elevadas contra Echinococcus granulosus (hidatidose) e Echinococcus multilocularis.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Mebendazol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea com cimetidina pode inibir o metabolismo hepático do mebendazol, resultando num aumento das concentrações plasmáticas deste fármaco, particularmente durante tratamentos prolongados. Neste último caso, recomenda-se a determinação das concentrações plasmáticas, a fim de permitir ajustes posológicos.

Mebendazol + Metronidazol

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de mebendazol e metronidazol deve ser evitada.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Não administrar durante a gravidez e amamentação.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017