OCEANÁRIO DE LISBOA

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OCEANÁRIO DE LISBOA

  Tupam Editores

Promover o conhecimento dos oceanos, e sensibilizar os cidadãos para a importância da preservação do património natural, através da alteração dos seus comportamentos, é a missão do Oceanário de Lisboa – um grandioso aquário que nos dá a fabulosa sensação de imersão no mar!

Foi em 1998, no âmbito da última exposição mundial do séc. XX, sob a temática “Os Oceanos, um Património para o Futuro”, que o Oceanário de Lisboa iniciou a sua atividade. Hoje é uma instituição de referência nacional e internacional que recebe anualmente cerca de um milhão de curiosos que percorrem deslumbrados as suas exposições, tornando-o num dos equipamentos culturais mais visitados de Portugal.

Oceanário de lisboa à noite

O número total de visitantes não deixa dúvidas! Nos últimos 20 anos, mais de 23 milhões de pessoas visitaram o Oceanário, considerado pelo público por duas vezes, em 2015 e 2017, o “melhor aquário do mundo”. As principais nacionalidades têm variado ao longo do tempo, mas são mais de 180 todos os anos. O destaque, no entanto, vai para os portugueses, franceses, brasileiros, britânicos, espanhóis e italianos.

A instituição, situada no Parque das Nações, integra três edifícios: o Edifício dos Oceanos (onde se localiza a exposição permanente); o Edifício do Mar (onde se localiza a exposição temporária, o auditório e um restaurante), e o Edifício de Apoio (onde estão localizados os serviços de apoio como os escritórios, as lojas, as salas do Programa de Educação, os concessionários e a Segurança, entre outros).

Numa área total de 20.000 metros quadrados, e em cerca de 7.500.000 litros de água salgada estão representados quatro dos cinco oceanos (a exceção é o Oceano Ártico), que acolhem cerca de oito mil animais e plantas de mais de 500 espécies diferentes.

Para garantir que todos os animais são mantidos em condições de excelência e que os visitantes experienciam algo único, o Oceanário conta diariamente com a colaboração de mais de 150 pessoas das mais diversas profissões – desde biólogos a engenheiros, seguranças a educadores, marketeers, responsáveis pela limpeza das instalações entre muitos outros profissionais.

Todos eles trabalham diariamente com o propósito de dar a conhecer o Oceanário de Lisboa no seu esplendor, e para que os visitantes vivam uma aventura excecional de imersão no planeta Oceano, que se sintam no meio da Natureza, em contacto direto com o mundo marinho e que, quando partam, levem um sorriso e a consciência sobre o seu papel na conservação dos oceanos.

Ainda que a conservação dos oceanos seja uma responsabilidade de todos, os profissionais do Oceanário levam o assunto muito a sério.

O Oceanário é pioneiro na reprodução de várias espécies, partilha espécies com uma rede internacional de instituições similares, contribuindo para a conservação da biodiversidade marinha. Colabora, desenvolve ou coordena estudos de conservação in situ, ex situ ou sorta situ, na componente da medicina da conservação.

Uge de pintas azuis

Dedica-se à conservação ex situ ao participar em diversos projetos de conservação a nível europeu. É responsável pelo programa de reprodução da espécie Taeniura lymma (uge-de-pintas-azuis) e coordenador do programa europeu de monitorização da população europeia de Sphyrna lewini (tubarão-martelo).

Participa, também, em programas de reprodução de outras espécies, como tubarões, cavalos-marinhos e aves marinhas como os pinguins-de-Magalhães.

Colabora ainda nos programas de reprodução de espécies marinhas da EAZA (Associação Europeia de Zoos e Aquários, que têm como objetivo a gestão de populações de espécies em aquários públicos europeus.

Para além de proporcionar ao público um acesso privilegiado ao mundo marinho, o Oceanário é um canal ímpar para comunicar temas que afetam esse meio. Constitui um espaço excecional para envolver os cidadãos na alteração dos seus comportamentos face ao meio ambiente, e promove uma experiência singular através das suas exposições.

As exposições do Oceanário
“Um Planeta, Um Oceano” é o tema da exposição permanente do Oceanário. Esta exposição celebra a vida na Terra evocando a complexidade da diversidade que habita o Oceano Global e o papel vital que este desempenha no equilíbrio do planeta.

A visita desenrola-se em dois níveis, terrestre e subaquático, o que permite revelar a dinâmica da vida costeira e, desta forma, sensibilizar para a fragilidade deste ecossistema. Ao mesmo tempo, pretende proporcionar uma experiência de imersão, dando a conhecer as espécies que habitam abaixo daquilo que normalmente se observa, criando sempre a ilusão que se está perante um só oceano.

Quatro corpos de água diferentes representam os oceanos Atlântico Norte, Antártico, Pacífico Temperado e Índico Tropical, onde se podem observar aves, anfíbios, mamíferos, peixes, invertebrados, plantas e algas.

Quanto a “estrelas”, para além das estrelas-do-mar, as espécies que chamam mais a atenção do público são o peixe-lua, pela forma única do seu corpo, as lontras marinhas, os pinguins e – como não podia deixar de ser –, os tubarões.

No que diz respeito à exposição temporária, o Oceanário tem o privilégio de ter patente uma exposição única no mundo, denominada “Florestas Submersas by Takashi Amano”.

Florestas submersas em exposicao

A última obra do mestre Takashi Amano, que partiu em agosto de 2015 é, sem dúvida, um espaço de beleza ímpar, que leva os visitantes a viver uma experiência inimaginável, cujos cheiros e sons da floresta, estimulam os sentidos.

É através de um deslumbrante aquário que o mais famoso aquascaper apresenta ao público as florestas tropicais – que são dos habitats mais ricos e diversos da Terra.

Este aquário recria o equilíbrio da natureza, os seus ciclos de vida e transformação. Takashi inspirou-se na natureza e na estética tradicional japonesa wabi-sabi, que revela três realidades: Nada dura, Nada está acabado e Nada é perfeito.

Takashi dizia: “consigo replicar o caos da Natureza que transmite paz ao ser humano”, e isso sente-se nesta exposição, que conta também com uma banda sonora original criada pelo músico e compositor Rodrigo Leão.

A interpretação artística do mestre Amano destes fabulosos ecossistemas oferece aos visitantes uma experiência de contemplação, relaxamento, quietude e simplicidade.

Mas, para além das exposições, a atividade do Oceanário fora de portas também merece atenção, pois tem vindo a aumentar exponencialmente tanto no âmbito educativo como em projetos de conservação in situ financiados pela instituição.

Educar as gerações para preservar o ambiente

Educar as gerações é uma forma de preservar o ambiente e as espécies. O Programa Educativo do Oceanário de Lisboa é, sem dúvida, o maior programa de educação ambiental do país.

Escolas no oceanário

Muito diversificado, abrange crianças e adultos e aborda temas que vão desde a biologia à literatura, à matemática ou à ciência. Atualmente o programa até vai às escolas, com a “Plasticologia Marinha”, e tem embaixadores como Francisco Lufinha – kitesurfer recordista mundial –, que desenvolve o Lufinha School Tour.

O Programa dispõe de 25 atividades para escolas dirigidas a alunos do pré-escolar ao secundário, com uma abordagem multidisciplinar.

Desde o início do ano os alunos do secundário dispoem de uma nova atividade: o “Lineu online” – o programa explora uma rede social partilhada com figuras como Vasco da Gama, Darwin, Cousteau, Wegener, Lineu, Rei D. Carlos e Padre António Vieira, que ajuda os alunos a decidir o que devem e podem fazer para salvar o oceano.

Para além disso, o Oceanário inclui na sua oferta outras atividades dirigidas a públicos diversos e de todas as idades, como as “Festas de Aniversário”, “Férias debaixo de água”, “O mar é para todas as idades”, para grupos seniores, o “Dormindo com tubarões”, o “Fado miudinho” ou o “Concerto para bebés”, para crianças e famílias. Todas estas atividades constituem uma oportunidade única para aprender mais sobre o oceano, através de uma experiência que promove o contacto direto com o meio marinho.

Oceanário e festas de aniversário

Mas o projeto mais ambicioso do Oceanário de Lisboa é o Vaivém oceanário. O Vaivém oceanário foi a primeira experiência educativa do oceanário fora de portas. Viaja por Portugal desde 2005 e já visitou mais de 204 municípios de todos os distritos do país, incluindo regiões autónomas, levando a missão do Oceanário de Lisboa a mais de 245 mil participantes – o balanço é super positivo.

Se ainda nunca foi ao Oceanário não perca mais tempo, o fim-de-semana está à porta. Será uma aventura inesquecível!
Se já foi, faça uma nova visita pois, acredite ou não, por muitas vezes que lá vá, os 8000 animais e plantas e as cerca de 500 espécies encarregar-se-ão de fazer com que cada “viagem” seja diferente, e sempre surpreendente!

ARTIGO

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
26 de Setembro de 2018

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ANIMAL

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