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Enxaquecas: doença afeta cerca de dois milhões de pessoas em Portugal

A enxaqueca afeta aproximadamente dois milhões de pessoas em Portugal e, apesar do impacto que pode ter na vida quotidiana, continua a ser frequentemente subdiagnosticada e banalizada.

Enxaquecas: doença afeta cerca de dois milhões de pessoas em Portugal

De acordo com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), trata-se de uma cefaleia primária caracterizada por episódios de dor intensa, alternados com períodos sem sintomas. A doença é considerada a principal causa de incapacidade entre os 15 e os 49 anos e pode interferir nas relações familiares e sociais, nas atividades de lazer, nas tarefas domésticas e no desempenho profissional.

Quando as crises se tornam mais frequentes ou intensas, podem ser mais difíceis de controlar e levar a um aumento do recurso a medicamentos para aliviar a dor. Sem uma estratégia preventiva adequada, este ciclo pode contribuir para a progressão e cronificação da doença.

Estima-se que cerca de 780 mil pessoas em Portugal tenham episódios de enxaqueca com incapacidade significativa. O alerta foi reforçado pela Lundbeck no âmbito do Dia Europeu de Ação contra a Enxaqueca, assinalado este sábado.

A doença afeta sobretudo as mulheres e pode manifestar-se através de uma dor de cabeça acompanhada por:

náuseas;

sensibilidade à luz ou ao som;

alterações visuais ou sensoriais.

Embora não tenha cura, a enxaqueca pode ser tratada e controlada. Um diagnóstico correto e o acompanhamento médico são fundamentais para reduzir a frequência e a intensidade das crises e limitar o seu impacto na vida diária.

Cerca de 40% das pessoas com dores de cabeça não têm acompanhamento médico

As dificuldades no diagnóstico e no acompanhamento também são evidentes em Portugal. Segundo um consenso nacional publicado em 2025, cerca de 40% das pessoas com cefaleias não têm acompanhamento médico. Entre as que recebem cuidados, mais de metade recorre ao setor privado.

O mesmo documento estima que aproximadamente 1,5 milhões de portugueses poderiam beneficiar de acompanhamento médico devido a dores de cabeça. Cerca de 90% destes casos poderiam, em princípio, ser acompanhados nos cuidados de saúde primários.

Impacto na vida profissional e pessoal

A enxaqueca também pode afetar a atividade profissional. Um estudo realizado com trabalhadores de empresas portuguesas identificou episódios de absentismo e uma redução significativa da capacidade de trabalho durante as crises.

Entre os trabalhadores com doenças relacionadas com cefaleias que afirmaram ter realizado menos de metade do trabalho previsto durante um episódio, 29% tinham enxaqueca.

A imprevisibilidade das crises pode dificultar a gestão das responsabilidades profissionais, das relações pessoais e de outras tarefas do dia a dia. As pessoas afetadas podem ainda sentir falta de energia, dificuldades emocionais e problemas relacionados com a saúde mental.

Uma doença com impacto mundial

A nível global, cerca de 1.300 milhões de pessoas vivem com enxaqueca. É uma das doenças neurológicas mais frequentes e uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo.

Para dar maior visibilidade ao impacto da doença, a Lundbeck promove a iniciativa “Migraine Doesn’t Wait”, que reúne histórias reais de pessoas com enxaqueca. Os testemunhos abordam o percurso até ao diagnóstico, as adaptações necessárias no quotidiano e as dificuldades sentidas nos contextos profissional e pessoal.

Promover o reconhecimento dos sintomas, facilitar o diagnóstico e assegurar o acompanhamento adequado são passos essenciais para ajudar quem vive com enxaqueca a controlar a doença e melhorar a sua qualidade de vida.

Fonte: Tupam Editores

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