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Onda de calor: serviços de saúde emitem recomendações à população

O Ministério da Saúde garante que o país está preparado para responder à onda de calor, com o Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde já em execução em todo o território. A estratégia reforça a colaboração com os municípios para proteger os grupos mais vulneráveis e reduzir os impactos do calor extremo na saúde, apelando também à adoção de medidas preventivas pela população, sobretudo para idosos, crianças, grávidas, pessoas com doenças crónicas e trabalhadores expostos ao exterior.

Onda de calor: serviços de saúde emitem recomendações à população

Principais recomendações da Direção‑Geral da Saúde (DGS):

Beber água regularmente, pelo menos 1,5 litros por dia.

Evitar exposição solar entre as 11h00 e as 17h00.

Permanecer em locais frescos.

Reduzir o esforço físico nas horas de maior calor.

Usar roupa leve e de cor clara.

Acompanhar familiares, vizinhos e pessoas isoladas.

Contactar a Linha SNS 24 antes de recorrer aos serviços de urgência.

Mobilização e articulação local

A DGS disponibilizou um Guia para os Municípios sobre recomendações em onda de calor, elaborado em conjunto com a Associação Nacional de Municípios Portugueses, que complementa orientações para trabalhadores expostos a temperaturas elevadas. O Plano Nacional, publicado a 31 de março, está a ser executado pelos planos locais das Unidades Locais de Saúde, que articulam diretamente com autarquias, proteção civil, instituições sociais e outros parceiros para ativar respostas coordenadas conforme o nível de risco.

As medidas previstas incluem reforço da vigilância epidemiológica, monitorização diária, aumento da capacidade assistencial e dos cuidados de saúde primários, e articulação permanente entre DGS, Administração Central do SNS, Unidades Locais de Saúde, INEM, Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e restantes entidades do setor. Os planos locais reforçam a comunicação pública, o acompanhamento das pessoas vulneráveis e promovem a utilização da Linha SNS 24 como primeiro ponto de contacto.

As Unidades Locais de Saúde trabalham com autarquias, juntas de freguesia, proteção civil e instituições sociais para identificar e ativar, quando necessário, locais climatizados de abrigo temporário, assegurando a sua disponibilização e apoiando a deslocação de quem necessite. Está também prevista a verificação do funcionamento dos sistemas de climatização dos estabelecimentos de saúde.

Ana Povo apelou ao envolvimento das comunidades na proteção das pessoas mais vulneráveis: “É através destes gestos de proximidade e solidariedade que conseguimos proteger vidas. Nenhum plano de saúde será plenamente eficaz sem este compromisso coletivo.”

Fonte: Tupam Editores

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