ÁGUA

Cientistas exploram benefícios da natação em água fria

Dar um mergulho gelado num lago ou no mar é uma prática de bem-estar valorizada no país mais feliz do mundo. Na Finlândia, mais de 720.000 pessoas nadam regularmente em água fria, mergulhando voluntariamente em água com uma temperatura inferior a 15°C ou menos, em média, 2 a 3 vezes por semana.

Cientistas exploram benefícios da natação em água fria


Recentemente, um novo estudo publicado no European Journal of Marketing examinou como esta prática permite aos indivíduos transformar o desconforto inicial em momentos de calma e presença, sendo um antídoto surpreendentemente eficaz para a corrida desenfreada do mundo digital.

O objetivo da investigadora finlandesa Tatsiana Padhaiskaya, da Escola de Negócios da Universidade Aalto, era descobrir por que razão as pessoas, na sua grande maioria, descrevem essa experiência como terapêutica e reconfortante.

Aparentemente, nadar em água fria, incluindo em água gelada (abaixo dos 5°C), tem um efeito de abrandamento temporal que é especialmente fascinante no contexto deste mundo digital acelerado. Mesmo um mergulho de apenas alguns minutos ofereceu aos participantes benefícios para a saúde mental comparáveis, por exemplo, a duas horas de caminhada na floresta.

Várias técnicas corporais, como a respiração controlada e os movimentos lentos na água, ajudam as pessoas a gerir o stress e a alcançar a clareza mental. Segundo a especialista, são utilizadas técnicas mentais e físicas para lidar com a natureza extrema da experiência.
Mais importante ainda é o facto de as pessoas que nadam regularmente em água fria conseguirem recriar as mesmas sensações de calma e foco em situações stressantes no trabalho e na vida quotidiana.

Isto resulta numa forma de aprendizagem incorporada que oferece às pessoas resiliência e clareza mental mesmo quando estão fora de água. É uma prova de que talvez não seja necessária uma mudança radical de vida para as pessoas se sentirem melhor – pode-se aprender a abrandar dentro da rotina diária.

Para Padhaiskaya, as implicações do seu estudo vão além da compreensão dos benefícios de uma prática de bem-estar nórdica “peculiar”.
A natação em água fria tornou-se uma forma de compreender a desaceleração na vida moderna. A investigação revelou que a desaceleração temporal é uma competência aprendida que ajuda as pessoas a navegar num mundo cada vez mais acelerado.

Fonte: Tupam Editores

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