PREVENÇÃO

Depois dos 60 anos número de passos diários recomendado muda

A prática de atividades físicas como caminhar pode “fazer a diferença” na saúde das pessoas com doenças reumáticas, pois alivia a dor, a fadiga e a rigidez, ajuda a reduzir a carga sobre as articulações afetadas, fortalece os músculos e melhora o humor.

Depois dos 60 anos número de passos diários recomendado muda


A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda qualquer tipo de exercício para reduzir o comportamento sedentário, reconhecendo que as pessoas que fazem caminhadas regularmente tendem a apresentar melhores resultados de saúde em comparação com aquelas que levam uma vida sedentária.

De acordo com a Dra. Raquel Almodóvar, membro do projeto Reumafit, promovido pela Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER), embora caminhar a um ritmo mais acelerado possa oferecer um ligeiro benefício adicional, o que é importante é o número total de passos acumulados ao longo do dia ou da semana.

Importa referir que o número ideal, que permite alcançar a maioria dos efeitos benéficos, é de cerca de 10.000 passos por dia para as pessoas com menos de 60 anos e cerca de 8.000 para aquelas com mais de 60 anos.

No âmbito do projeto Reumafit, foi desenvolvido um documento focado nos benefícios da caminhada para as pessoas com doenças reumáticas autoimunes sistémicas, como lúpus eritematoso sistémico, esclerose sistémica ou esclerodermia, miopatias inflamatórias, síndrome de Sjögren, vasculite e artrite inflamatória.
Estas doenças representam um desafio significativo devido à sua associação com a cronicidade, dor, rigidez, fadiga e até mesmo incapacidade funcional.

O objetivo do documento é reduzir o comportamento sedentário nestes doentes, incentivando-os a caminhar, pois é a atividade física mais acessível, segura e fácil de integrar na rotina diária. Introduzir qualquer atividade física na vida diária dos doentes irá reduzir as suas limitações nas atividades diárias e melhorar o seu prognóstico e qualidade de vida.

Segundo a especialista, embora os tratamentos farmacológicos tenham avançado significativamente, é essencial complementá-los com estratégias não farmacológicas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos doentes.
Caminhar proporciona inúmeros benefícios a nível físico, mental e psicológico, diminui o risco de desenvolvimento de um grande número de doenças e melhora a “evolução” da maioria das patologias crónicas.

Fonte: Tupam Editores

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