PROBIÓTICOS

Probióticos não devem ser utilizados como suplemento universal

Os probióticos estão entre os suplementos mais consumidos nos últimos anos, o que reflete uma crescente preocupação com a saúde e o bem-estar geral. No entanto, vários estudos realçam que os probióticos não devem ser utilizados como um suplemento universal, mas sim consumidos de acordo com a condição específica a tratar.

Probióticos não devem ser utilizados como suplemento universal


Segundo Natalia Durán, nutricionista especializada em microbiota intestinal e doenças autoimunes, a ciência apoia a toma de probióticos, mas não como um produto genérico para todos. Funcionam quando utilizados com um objetivo claro, mas podem ser ineficazes ou até contraproducentes se tomados sem aconselhamento.

O aumento do consumo destes produtos significa que muitas pessoas não experimentam melhorias reais ou até veem os seus sintomas digestivos agravarem-se, incluindo inchaço, gases, obstipação, diarreia, fadiga ou desconforto digestivo persistente.

Um dos maiores erros é que geralmente se utilizam fórmulas genéricas orientadas para o “bem-estar digestivo”, sem considerar se existe uma condição subjacente específica, como candidíase intestinal, sobrecrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO), síndrome do intestino irritável, disbiose ou processos autoimunes associados.
A especialista alerta que tomar probióticos sem um objetivo claro é como tomar antibióticos sem saber qual a infeção que se tem.

As evidências científicas revelam que os probióticos são particularmente recomendados durante e após tratamentos com antibióticos, especialmente Saccharomyces boulardii e Lactobacillus rhamnosus GG, uma vez que ajudam a preservar a microbiota intestinal contra o desequilíbrio causado pelos antibióticos.

As mulheres que sofrem frequentemente de infeções vaginais recorrentes devem tomar estirpes como Lactobacillus crispatus, Lactobacillus gasseri ou Lactobacillus jensenii. No equilíbrio natural da microbiota vaginal, estas estirpes atuam como uma primeira linha de defesa, produzindo ácido láctico e outros compostos antimicrobianos que dificultam a colonização por agentes patogénicos.

Mas estes suplementos são particularmente recomendados para pessoas que sofrem de problemas digestivos como obstipação ou diarreia. No caso da síndrome do intestino irritável, estirpes como a Bifidobacterium infantis demonstraram benefícios na redução da dor abdominal, do inchaço e das alterações dos hábitos intestinais.

A chave não é tomar probióticos indiscriminadamente, mas saber quais as estirpes de que se necessita de acordo com cada problema específico.

Fonte: Tupam Editores

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