CARDIOVASCULAR

Romãs reduzem inflamação e risco de problemas cardiovasculares

Um ensaio clínico conduzido por investigadores da Manchester Metropolitan University, do Queen’s Institute of Medical Research e da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, permitiu descobrir que o extrato de romã pode reduzir os marcadores inflamatórios e a pressão arterial em adultos mais velhos, tanto com peso normal como com excesso de peso. Isto porque é um composto rico em polifenois e tem um teor elevado de punicalagina, um poderoso antioxidante.

Romãs reduzem inflamação e risco de problemas cardiovasculares


No estudo, publicado na revista Nutrients, foram avaliados 86 adultos entre os 55 e os 70 anos, dos quais 76 concluíram o ensaio, divididos em dois grupos. Durante 12 semanas, um grupo recebeu cápsulas de placebo diariamente, enquanto o outro grupo recebeu cápsulas contendo extrato de romã de frutos cultivados em Alicante e Múrcia, Espanha, com um teor de 30% de punicalagina e 50% de polifenois.

Durante o ensaio clínico foram realizadas medições periódicas da pressão arterial, parâmetros antropométricos e análises ao sangue, para além da medição dos marcadores inflamatórios séricos, glicemia e níveis lipídicos.
Embora os participantes fossem inicialmente saudáveis e sem diagnósticos de patologias, o estudo indica que um número significativo apresentava níveis elevados de marcadores inflamatórios e de pressão arterial sistólica no início do estudo.

No que diz respeito aos resultados, apurou-se que o grupo que recebeu o extrato de romã apresentou uma diminuição da interleucina-6 (IL-6), um dos principais marcadores de inflamação crónica associada ao envelhecimento, na citocina inflamatória IL-1β, e na pressão arterial sistólica, uma redução de 5,22 milímetros de mercúrio (mmHg), uma descida clinicamente relevante associada a uma redução de aproximadamente 10% do risco de eventos cardiovasculares.

Observou-se ainda um claro efeito anti-inflamatório, com tendências positivas nos níveis de PCR e TNF-α, embora estes valores não tenham atingido significância estatística.
De acordo com Juan José Cervantes, especialista em medicina regenerativa, integrativa e antienvelhecimento, as descobertas indicam que a punicalagina é uma ferramenta muito interessante numa abordagem abrangente para o envelhecimento saudável.

A inflamação crónica de baixo grau, embora possa persistir durante meses ou anos sem manifestar sintomas, está associada à perda de função em muitos processos fisiológicos e patológicos e à deterioração progressiva dos tecidos e órgãos.
Está implicada ainda no desenvolvimento de doenças graves como a diabetes, problemas cardíacos, cancro, doenças autoimunes e declínio cognitivo, aumentando a morbilidade nos idosos e dificultando o envelhecimento saudável.

Segundo os investigadores são necessários mais estudos, a longo prazo, para abordar as limitações deste estudo, como a sobre-representação de participantes com peso normal.

Fonte: Tupam Editores

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