Maioria das resoluções de Ano Novo falham até à primavera
Todos os meses de janeiro, milhões de pessoas tentam transformar a sua saúde com novos planos de treino ambiciosos, dietas mais rigorosas e grandes expetativas. No entanto, no início da primavera, a maioria das resoluções desaparece sob as pressões da vida: agendas cheias, cansaço, stress e a frustração de não ver resultados imediatos.

Um inquérito de 2023 da Forbes Health/One Poll revelou que a resolução de Ano Novo dura, em média, 3,74 meses. De acordo com Adam Annaccone, da Universidade do Texas em Arlington, o problema nem é a motivação. É antes a estratégia, especialmente quando se trata de criar consistência e hábitos duradouros.
Segundo o Dr. Annaccone, há que começar do zero e dar um passo de cada vez. Se a pessoa for sedentária e se tornar um pouco mais ativa, isso é positivo. Trata-se de mudar um comportamento. É incrível o que um pequeno passo pode fazer para ajudar a ter um estilo de vida um pouco melhor.
Para o professor de cinesiologia, a abordagem a seguir é composta por três pilares.
O primeiro é consistência em vez de complexidade. As mudanças sustentáveis exigem planeamento intencional. O especialista incentiva o estabelecimento de pequenos objetivos com rotinas que as pessoas já seguem. Os resultados levam tempo, mas monitorizar os hábitos proporciona uma gratificação instantânea.
Consistência é poder dizer que caminhou cinco dias naquela semana depois do pequeno-almoço. Não importa se em dois desses dias fez apenas cinco minutos de caminhada.
Proteger a energia (nutrição, hidratação, sono, stress) é o segundo pilar. As pessoas geralmente iniciam novos objetivos de saúde já com um “défice de energia”. A falta de sono, a alimentação irregular e o aumento do stress podem levar ao que chama de “crise energética”, e fazem com que se perca a paciência e a concentração.
Para ver resultados, há que garantir que se está a fazer o básico.
Por fim, deve dar-se prioridade à mobilidade e ao alongamento diariamente. Tanto uma como outra são essenciais para o bem-estar a longo prazo porque ajudam as pessoas a manter a consistência. À medida que se envelhece, os músculos tendem a perder elasticidade. Manter esta mobilidade e flexibilidade ajuda a manter o corpo a funcionar.
O especialista sugere escolher quatro ou cinco movimentos todas as manhãs – dois alongamentos para todo o corpo e alguns que visem zonas que estejam rígidas. O objetivo não é forçar a amplitude de movimento, mas sim mantê-la para que as atividades diárias se mantenham confortáveis.
Qualquer diminuição da mobilidade pode tornar-se uma desculpa para abandonar um plano de bem-estar.