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Candidaturas à bolsa de investigação sobre LMC até 21 de dezembro

O prazo de candidaturas à bolsa de investigação sobre Leucemia Mieloide Crónica (LMC), promovida pela Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e pela Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH), em parceria com a Novartis, vai encerrar a 21 de dezembro.

Candidaturas à bolsa de investigação sobre LMC até 21 de dezembro

MEDICINA E MEDICAMENTOS

CÉLULAS ESTAMINAIS, O INÍCIO DE UM NOVO PARADIGMA TERAPÊUTICO


Esta bolsa, com duração de 18 meses, vai distinguir o melhor projeto com 15 mil euros. Podem candidatar-se ainda todos os projetos subscritos por investigadores nacionais ou estrangeiros a trabalhar em instituições portuguesas e com formação profissional e/ou académica superior. Valorizam-se os projetos de caráter multidisciplinar e de colaboração e parceria entre várias instituições, nomeadamente com associações de doentes.

A história da LMC sofreu importantes mudanças nas últimas décadas com a introdução de novas opções terapêuticas. É cada vez maior o número de pessoas que vive com LMC, no entanto, tem aumentado igualmente a esperança média de vida dos doentes. Na verdade, os desafios da doença passam hoje pelo impacto na sua qualidade de vida.

Foi neste contexto que foi criada a Bolsa de Investigação em LMC. Acredita-se que possa ser um importante contributo para o conhecimento sobre o impacto da LMC na vida dos doentes, de forma a identificar necessidades concretas que possam estar na base do desenvolvimento de soluções que melhorem a qualidade de vida das pessoas com este diagnóstico.

O regulamento pode ser consultado no site oficial da APCL e as candidaturas podem ser enviadas para o email bolsas@apcl.pt, até às 24 horas do 21 de dezembro.

A apresentação do projeto vencedor será realizada pelos investigadores proponentes do mesmo em cerimónia pública especialmente designada para o efeito, no dia 8 de fevereiro de 2022, em local e hora a definir.

A LMC é uma doença tumoral da medula óssea em que as células estaminais, já mais diferenciadas, os mieloblastos, se multiplicam e amadurecem de forma autónoma. Esta alteração conduz ao aparecimento de um elevado número de glóbulos brancos (leucócitos), particularmente os neutrófilos, na medula e no sangue periférico.

Por ano, surgem cerca de 1-1,5 novos casos de LMC por 100.000 habitantes. Em Portugal estima-se que surjam cerca de 100-150 novos casos por ano. Esta patologia, que representa cerca de 15% do total de todas as leucemias, é ligeiramente mais frequente no sexo masculino e, apesar de poder aparecer em qualquer idade, é mais frequentemente diagnosticada entre os 50-60 anos de idade.

Fonte: Tupam Editores

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