ALERGIAS

Alerta para impacto da alergia ao leite de vaca na saúde dos bebés

Na Semana Mundial da Alergia, que decorre de 13 a 19 de junho, a Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP) chama a atenção para a problemática da alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) e o seu impacto na saúde dos bebés e crianças.

Alerta para impacto da alergia ao leite de vaca na saúde dos bebés
EM CASO DE ALERGIA NÃO COMA QUEIJO

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EM CASO DE ALERGIA NÃO COMA QUEIJO

A diversidade e incompreensão dos sintomas faz com que o diagnóstico demore em média quatro meses, o que compromete o crescimento e desenvolvimento neurocognitivo e afeta a saúde dos bebés e o bem-estar e a harmonia das famílias.

Em Portugal, cerca de três por cento dos bebés têm alergia às proteínas do leite de vaca, sendo que, destes, cerca de dez por cento têm a forma mais grave da doença e os restantes 90 por cento uma forma mais leve ou moderada. Os sintomas são diversos, como choro constante, vómitos, diarreia, eczema e por vezes cansaço, o que dificulta o diagnóstico e compromete a saúde do bebé.

A APLV surge quando o sistema imunológico do bebé rejeita as proteínas do leite, provocando sintomas mais ou menos graves, como os anteriormente referidos. Pode ser inicialmente confundida com cólicas, tanto pelos pais como pelos médicos.

No entanto os sintomas da alergia ultrapassam os problemas intestinais. A principal consequência para as crianças com APLV é a malnutrição progressiva com implicações no crescimento e no desenvolvimento neurocognitivo, podendo levar a dificuldade respiratória, não esquecendo o risco de morte, por anafilaxia.

Em Portugal só as fórmulas indicadas para a alergia severa ou grave são comparticipadas, o que sobrecarrega o orçamento familiar das crianças com alergia às proteínas do leite de vaca menos severas.

“Promover a equidade entre os diferentes tipos de pacientes que sofrem de APLV é essencial. É, por isso, importante estender a comparticipação do estado de forma a tornar o tratamento mais adequado a todos os doentes, tanto das fórmulas extensivamente hidrolisadas como das elementares”, sendo este um dos objetivos da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica que, através da Semana Mundial da Alergia, tenta chamar a atenção para esta importante questão.

“Na vertente da alergia respiratória, também as vacinas anti-alérgicas, único tratamento que altera a história natural da doença alérgica, deveriam ser comparticipadas como já aconteceu no passado”, defende a sociedade médica.

Fonte: SPAP

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