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Espaços verdes previnem asma e rinite alérgica em crianças

Cientistas do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluíram que a exposição de crianças a espaços verdes protege contra o desenvolvimento de asma e rinite alérgica.

Espaços verdes previnem asma e rinite alérgica em crianças

 
Em declarações à Lusa, João Rufo, investigador do ISPUP avançou que o estudo visava perceber se os espaços verdes eram “fatores protetores ou agravantes” do desenvolvimento, na infância, de doenças respiratórias como a asma e rinite alérgica.
 
Para tal, a equipa de investigadores analisou o ambiente em redor das habitações de 1 050 crianças da cidade do Porto, pertencentes ao grupo Geração XXI, tendo por base os espaços verdes existentes nas proximidades das casas dos participantes.
 
Segundo João Rufo, desde o início do estudo “foi percetível que havia um fator protetor na proximidade aos espaços verdes”, nomeadamente, daqueles que se situavam 100 metros em redor das habitações das crianças.
 
“O fator de proteção foi de cerca de 60 por cento, ou seja, as crianças que, ao nascimento, tinham a 100 metros das suas habitações espaços verdes desenvolveram, aos sete anos, menos rinite alérgica e asma do que as restantes crianças”, revelou.
 
Paralelamente à avaliação da exposição aos espaços verdes, a equipa de investigadores criou um “índice de riqueza de espécies” na cidade do Porto, tendo por base quatro tipologias de animais: anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
 
Com base neste índice, os investigadores concluíram que as crianças que, ao nascimento, estavam mais expostas a um número de espécies animais nas imediações das suas casas, no futuro apresentavam, aos sete anos, maior probabilidade de desenvolver doença, nomeadamente, “2,35 vezes superior”.
 
“Estudos que tinham sido publicados na Alemanha e Holanda (…) mostraram que a exposição a animais durante os primeiros anos de vida era benéfica. Mas, estes estudos focaram-se em crianças que viviam em zonas mais rurais. As espécies que estamos a falar em meio urbano são diferentes, são pombos, ratazanas”, sublinhou o investigador.
 
O investigador adiantou que a equipa pretende agora aprofundar os resultados obtidos, nomeadamente, no que concerne à exposição a riquezas de espécies, por forma a poder, posteriormente, auxiliar as autoridades locais a implementar “políticas urbanas mais direcionadas”.

Fonte: Lusa

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