ALZHEIMER

Textura da retina pode ser biomarcador de Alzheimer

Cientistas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, desenvolveram um dispositivo de imagiologia capaz de medir a espessura e a textura das várias camadas da retina na parte de trás do olho e descobriram que este pode ser um biomarcador da doença de Alzheimer. O estudo foi publicado na revista Scientific Reports.

Textura da retina pode ser biomarcador de Alzheimer

 
De acordo com os investigadores, o equipamento poderia ser utilizado para detetar um biomarcador da doença de Alzheimer, oferecendo potencialmente um sistema de alerta precoce generalizado para a doença, visto que, atualmente, o diagnóstico da doença de Alzheimer só é feito depois de o doente começar a apresentar sintomas de declínio cognitivo.
 
Um dos potenciais biomarcadores de Alzheimer é a retina, que constitui uma extensão do cérebro e parte do sistema nervoso central. Cientistas já tinham mostrado anteriormente que a doença de Alzheimer pode provocar alterações estruturais na retina, podendo, por exemplo, fazer com que as camadas internas da retina fiquem mais finas.
 
Agora, os autores do estudo mostraram que a camada mais superficial dos neurónios na retina de um modelo de rato da doença de Alzheimer apresentou uma alteração na sua textura estrutural. Combinando os dados da textura com os dados sobre a espessura desta camada, os investigadores conseguiram criar uma nova medida.
 
A OCT é uma tomografia de coerência ótica e funciona através do envio de ondas de luz para os tecidos e medindo o tempo que levam a refletir. Embora seja uma técnica de imagiologia extremamente útil, tem limitações, e por este motivo os investigadores acharam que a criação desta nova medida seria útil para a imagiologia.
 
Os investigadores acrescentaram à ferramenta uma medida chamada interferometria de baixa coerência angular resolvida, que utiliza os ângulos da luz dispersa para recolher mais informações sobre a estrutura do tecido.
 
“Este aparelho pode ser utilizado para detetar sinais precoces de doenças neurodegenerativas, o que pode ajudar muitos doentes a receberem tratamentos de intervenção mais cedo”, afirmou Adam Wax, um dos autores do estudo.

Fonte: Science Daily

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