PARASITAS

Parasita que vive em piscinas pode ser perigoso para a saúde humana

A criptosporidiose, ou criptosporidíase, é uma doença diarreica causada pelo parasita microscópico Cryptosporidium, frequentemente encontrado em piscinas, que pode ser perigosa para a saúde humana.

Parasita que vive em piscinas pode ser perigoso para a saúde humana

O alerta foi emitido nos Estados Unidos, onde as autoridades de saúde detetaram que o número de surtos registados de criptosporidíase têm aumentado fortemente - em média 13 por cento ao ano de 2009 a 2017.

“Internacionalmente, este é um dos patógenos mais importantes para estar no radar de todos”, advertiu Joseph Eisenberg, epidemiologista da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Basta apenas algumas dúzias de ovos do Cryptosporidium para que uma pessoa seja infetada - e uma pessoa infetada pode produzir milhões desses ovos microscópicos.

“A infeção é transmitida pela exposição à forma de ovo do parasita. O parasita reproduz-se dentro da pessoa infetada e é expelido pelas fezes, onde o ciclo recomeça”, acrescenta Vernon Carruthers, que está a estudar o atual surto do protozoário nas piscinas.

O protozoário geralmente entra no corpo humano quando as pessoas engolem a água da piscina. E os bebés que usam fraldas de natação são os principais responsáveis pela disseminação do parasita, dizem os pesquisadores.

Carruthers destaca que, uma vez na piscina, é difícil exterminar os ovos do Cryptosporidium: “eles podem viver por anos se não ficarem secos, ou se não existir um clima que chegue a temperaturas de congelamento da água. O frio pode matá-los, o cloro não”.

Além disso, o parasita é tão pequeno que passa facilmente através de filtros que foram originalmente projetados para filtrar parasitas maiores, como Giardia, acrescentou Eisenberg.

Para evitar a infeção pelo protozoário Cryptosporidium, os pesquisadores recomendam as práticas já divulgadas pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos: não deixe a criança nadar se estiver com diarreia, mesmo que já esteja em recuperação; levar as crianças à casa de banho de vez em quando e verificar as fraldas a cada hora e trocar as fraldas numa casa de banho ou área de troca de fraldas, não ao lado da piscina.

Embora a maioria dos surtos de criptosporidíase esteja associada às piscinas (35 por cento), 15 por cento estão ligados à exposição ao gado.

É recomendado que, numa situação de exposição a esses animais de criação, a pessoa troque de roupa e tome banho para remover qualquer sujidade ou bactéria que possa estar na pele.

Fonte: Diário da Saúde

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