Ministros da Saúde da UE reúnem-se para debater surto de ébola
Os ministros da Saúde da União Europeia vão realizar na sexta-feira uma reunião extraordinária por videoconferência para debater medidas adicionais de preparação e coordenação face ao surto de ébola, anunciou esta segunda-feira a presidência rotativa do Conselho, ocupada por Chipre.

Segundo a presidência cipriota, o objetivo é analisar o recente surto na África Central e concertar ações entre os Estados‑membros. A sessão terá lugar às 14h00 (hora de Lisboa) e haverá um novo debate sobre o tema na reunião ordinária dos ministros de Saúde, marcada para 16 de junho, quando se deverá decidir uma ação coordenada.
Na semana passada, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças reforçou o apoio à República Democrática do Congo e ao Uganda, face ao agravamento do surto, embora mantenha que o risco para a população europeia é muito baixo.
Chipre afirmou que tem acompanhado atentamente a situação desde o início e ativou, em modo de monitorização, o Dispositivo Integrado de Resposta a Crises Políticas para facilitar a troca de informação sobre o ébola — uma medida de precaução que não equivale a uma ativação formal do mecanismo. Esse dispositivo serve para coordenar politicamente os Estados‑membros em crises como surtos ou outras emergências, permitindo partilha rápida de dados e avaliações conjuntas.
O ébola é uma doença viral grave, frequentemente fatal, transmitida sobretudo por contacto direto com fluidos corporais de infetados ou com materiais contaminados. Os surtos ocorrem maioritariamente em países da África Central e Ocidental, onde sistemas de saúde debilitados dificultam o controlo.
A Agência de Saúde Pública da União Africana reportou na quinta‑feira 246 óbitos suspeitos e 1.077 casos suspeitos na RDCongo, relativos à 17.ª epidemia de ébola no país desde a deteção do vírus em 1976.