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Asma grave ligada a aumento da mortalidade

As pessoas com asma grave têm quase o dobro do risco de morte prematura em comparação com outros doentes com asma, de acordo com o estudo publicado no European Respiratory Journal.

Asma grave ligada a aumento da mortalidade


Estima-se que a asma grave afete 3% a 8% de todos os doentes com asma. Este grupo é caracterizado por exacerbações frequentes, necessidade de internamento hospitalar e múltiplas comorbilidades.

O estudo, realizado no âmbito da colaboração de investigação nórdica NORDSTAR, incluiu 118.810 doentes com asma ligeira a moderada e 11.881 doentes com asma grave, e mostrou que o risco de morte é significativamente mais elevado neste grupo de doentes.
O aumento do risco foi impulsionado principalmente pelas mortes relacionadas com problemas respiratórios, com o uso de corticosteroides orais e a inflamação do tipo 2 como fatores de risco de mortalidade contribuintes.

Durante a investigação, os investigadores compararam as pessoas com asma grave àquelas com doença ligeira ou moderada e acompanharam-nas até 20 anos. Os resultados revelaram que 34% dos doentes com asma grave morreram durante o período de seguimento, em comparação com 20% no outro grupo.

De acordo com Apostolos Bossios, investigador do Instituto de Medicina Ambiental do Instituto Karolinska, na Suécia, o trabalho demonstra claramente que a asma grave é uma doença séria. Mas o aumento do risco não se aplicou apenas às mortes diretamente relacionadas com a asma.

Outras doenças, como o cancro e as doenças cardiovasculares, também foram causas mais comuns de morte entre as pessoas com asma grave. Por outro lado, as mortes que podiam estar diretamente relacionadas com crises de asma foram relativamente pouco frequentes.
A equipa verificou que as comorbilidades e as exacerbações recorrentes são provavelmente os principais fatores de risco, e não as próprias crises de asma.

Fonte: Tupam Editores

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