PANDEMIA

Variante Ómicron é mais contagiosa mas não é mais violenta

Às variantes Beta (detetada pela primeira vez na África do Sul), Gama (Brasil) e Delta (Índia), que já estavam classificadas como variantes de preocupação – o nível mais alto de alerta –, junta-se agora a Omicron (B.1.1.529).

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Para compreender melhor a nova variante e saber se ela é mais transmissível, mais perigosa e mais resistente às vacinas serão necessárias várias semanas para se proceder a testes laboratoriais e desenvolver o estudo da nova variante. Para já as provas preliminares sugerem um maior risco de reinfeção com esta variante, em comparação com as já mencionadas, que também são de preocupação.

Do ponto de vista genético, a Omicron tem um número de mutações elevado, cerca de trinta delas na proteína Spike, a chave de entrada do vírus no organismo. Com base na experiência de variantes anteriores, sabe-se que algumas dessas mutações podem representar um aumento na capacidade de transmissão e uma diminuição na eficiência das vacinas.

Segundo o virologista Pedro Simas, a resposta sanitária tem de ser adequada ao nível de vacinação em Portugal. Considera, no entanto, natural que estas variantes apareçam pois o vírus não deixa de evoluir geneticamente. Para o virologista, embora vários países tenham já vacinado a maioria da população, há muitos ainda em atraso neste processo. E mesmo quando o mundo estiver todo vacinado, o processo de aparecimento de variantes vai ser mais lento mas vão continuar a surgir ao longo dos anos, refere.

Por existirem já casos da Ómicron em diversos países, Pedro Simas conclui que esta variante é mais contagiosa, mas não é necessariamente mais violenta, o que não implica que as vacinas deixem de ser eficazes, que a nossa imunidade deixe de ser eficaz, e que se volte à estaca zero.

Para além dos estudos necessários sobre a nova variante, é preciso compreender se o contágio está a decorrer igualmente entre vacinados e não vacinados.

Na opinião de Pedro Simas embora seja expectável que a Omicron venha e tudo indica que possa dominar no resto do mundo, a nova variante não deverá ser um problema para os que estão vacinados e, em princípio, não irá ser um problema para os portugueses.

Fonte: Tupam Editores

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