VACINA

Vai ser testada vacina adesivo que pode dar imunidade por décadas

Uma farmacêutica de Oxfordshire, no Reino Unido, vai dar início brevemente aos ensaios clínicos de uma vacina de segunda geração contra a Covid-19. A vacina consiste num adesivo que se coloca na pele, com microagulhas, que vao injetar pequenas partículas de ouro cobertas de pedaços de proteínas do vírus.

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Para os que têm medo de agulhas a vacina já apresenta vantagens. Fácil de administrar, esta vacina usa células T para matar células infetadas e pode oferecer uma imunidade mais duradoura do que as vacinas atuais.

A Emergex foi criada em Abingdon em 2016 para desenvolver vacinas de células T (um dos componentes do sistema imunitário) - uma ideia do professor Thomas Rademacher, diretor executivo e professor emérito de medicina molecular da University College London.

Essas vacinas estimulam as células T para remover células infetadas do organismo rapidamente após a infeção, impedindo assim a replicação viral da doença. Enquanto os anticorpos produzidos pelas vacinas atuais da Covid-19 aderem ao vírus e impedem-no de infetar as células, as células T encontram e destroem as células infetadas.
As vacinas da Pfizer/Biontech ou da Astrazeneca também produzem uma resposta de células T, mas em menor grau.

A Emergex já recebeu a aprovação do regulador suíço de medicamentos para a realização de ensaios clínicos em humanos que têm início, em Lausanne, no dia 3 de janeiro de 2022. Numa primeira fase, participam 26 voluntários que vão receber uma dose mais alta e outra mais baixa desta vacina experimental contra a Covid-19. Os resultados provisórios dos testes são esperados para junho. A vacina, no entanto, poderá só estar no mercado em 2025.

Segundo Robin Cohen, diretor comercial da empresa, se se usar a analogia de um asteroide que atinge um planeta, o vírus é o asteroide: dispara contra um planeta, e um código viral, uma assinatura para esse vírus, é rapidamente exibido em toda a superfície. Essas assinaturas são lidas por células T como estranhas, e consequentemente as células T eliminam a célula antes que esta possa produzir novos vírus vivos.

As vacinas atuais para a Covid-19 provocam uma resposta de anticorpos que diminui ao longo do tempo, o que significa que as pessoas precisam de doses de reforço para manter a proteção contra o vírus. A vacina da Emergex funciona de forma diferente, matando células infetadas rapidamente. Isto significa que poderá oferecer uma imunidade mais duradoura - possivelmente por décadas - e também poderá ser mais eficaz no combate a mutações do vírus.

Fonte: Tupam Editores

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