RADIAÇÃO

Nova radioterapia para cancro cerebral preserva função cognitiva

Os pacientes com cancro cerebral normalmente não têm alternativa de tratamento a não ser submeterem-se à radioterapia. O problema é que, ao atingir todo o cérebro, a radioterapia para tratamento do cancro cerebral tem, provoca, como efeito colateral, danos nas funções cognitivas, incluindo memória e capacidade de verbalização.

Nova radioterapia para cancro cerebral preserva função cognitiva

“O hipocampo é uma parte do cérebro associada ao sistema límbico e às funções cognitivas que incluem a memória. Com base em décadas de estudos translacionais, sabemos que inclusive doses relativamente baixas de radiação na região do hipocampo contribuem para problemas cognitivos dos pacientes, como perda de memória”, explica Paul Brown, da Clínica Mayo, nos Estados Unidos.

A equipa de investigação liderada por Brown verificou, contudo, que uma terapia denominada “proteção do hipocampo” limita ou mesmo evita os danos cognitivos durante o tratamento com radioterapia em todo o cérebro.

A técnica de proteção do hipocampo é conhecida como radioterapia de intensidade modulada, ou IMRT (Intensity Modulated RadioTherapy).

Brown e os seus colegas compararam a radioterapia aplicada a todo o cérebro com e sem a proteção do hipocampo. Em ambas as vertentes do estudo, os pacientes receberam o medicamento memantina.

A radioterapia com proteção do hipocampo preservou melhor a função cognitiva dos pacientes, apresentando resultados semelhantes no controlo do cancro, em comparação com a radioterapia tradicional aplicada a todo o cérebro.

Também foi constatado que, embora a idade seja um fator de previsão independente da função neurocognitiva, o benefício neurocognitivo da proteção do hipocampo não apresentou diferenças por idade.

“Esse é um dos poucos ensaios clínicos sobre oncologia de radiação que teve origem no laboratório, sendo depois testado num ensaio de fase II e, por fim, com base em ensaios anteriores, testado num ensaio de fase III que demonstrou melhorias positivas”, explicou Brown.

Fonte: Fonte: Diário da Saúde

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