Idelalisib

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI/Medicamento sujeito a Monitorização Adicional
O que é
É um medicamento contra o cancro.
Atua bloqueando os efeitos de uma enzima envolvida na multiplicação e sobrevivência de glóbulos brancos chamados linfócitos.
Como esta enzima está hiperativada em certos glóbulos brancos cancerosos, através do seu bloqueio, Idelalisib mata e diminui o número de células cancerosas.
Usos comuns
Este medicamento pode ser utilizado para o tratamento de dois cancros diferentes:
Leucemia linfocítica crónica
A leucemia linfocítica crónica (LLC) é um cancro de um tipo de glóbulos brancos chamados linfócitos B. Nesta doença, os linfócitos multiplicam-se muito rapidamente e vivem durante demasiado tempo, de modo que existem demasiados destes linfócitos a circular no sangue.
Na LLC, este medicamento é utilizado em associação com outro medicamento, chamado rituximab, em doentes que têm certos fatores de alto risco ou em doentes cujo cancro voltou a aparecer após pelo menos um tratamento anterior.
Linfoma folicular
O linfoma folicular (LF) é um cancro de um tipo de glóbulos brancos chamados linfócitos B.
No linfoma folicular, os linfócitos B multiplicam-se muito rapidamente e vivem durante demasiado tempo, de modo que existem demasiados destes linfócitos nos gânglios linfáticos.
No LF, este medicamento é utilizado por si só em doentes cujo cancro não respondeu a tratamento com dois tratamentos anteriores contra o cancro.
Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
Este medicamento está indicado em associação com rituximab para o tratamento de doentes adultos com leucemia linfocítica crónica (LLC):
• que receberam pelo menos uma terapêutica anterior, ou
• como tratamento de primeira linha na presença de uma deleção em 17p ou uma mutação da TP53 em doentes que não são elegíveis para quimio-imunoterapia.
Este medicamento é indicado como monoterapia para o tratamento de doentes adultos com linfoma folicular (LF) que é refratário a duas linhas anteriores de tratamento.
Classificação CFT
16.01.09     Outros citotóxicos
Mecanismo De Ação
O idelalisib inibe a fosfatidilinositol 3-cinase p110δ (PI3Kδ), que está hiperativa em neoplasias malignas das células B e é essencial para as vias múltiplas de sinalização que estimulam a proliferação, sobrevivência, ecotaxis e retenção das células malignas nos tecidos linfoides e na medula óssea.
O idelalisib é um inibidor seletivo da ligação da adenosina-5’-trifosfato (ATP) ao domínio catalítico da PI3Kδ, resultando na inibição da fosforilação do segundo mensageiro lipídico essencial, o fosfatidilinositol, e na prevenção da fosforilação da Akt (proteína cinase B).
O idelalisib induz a apoptose e inibe a proliferação em linhagens celulares derivadas de células B malignas e em células tumorais primárias. Através da inibição da sinalização pelos recetores das quimiocinas CXCR4 e CXCR5, a qual é induzida respetivamente pelas quimiocinas CXCL12 e CXCL13, o idelalisib inibe a ecotaxis e a retenção das células B malignas no microambiente tumoral, incluindo os tecidos linfoides e a medula óssea
Posologia Orientativa
A dose recomendada é de 150 mg, tomada por via oral, duas vezes por dia.
O tratamento deve continuar até à progressão da doença ou toxicidade inaceitável.
Administração
O tratamento com este medicamento deve ser conduzido por um médico com experiência na utilização de terapêuticas anticancerígenas.

Engula o comprimido inteiro.
Não mastigue ou esmague o comprimido.
Fale com o seu médico se tiver problemas em engolir comprimidos.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Idelalisib.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Efeitos secundários muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas)
• diarreia/inflamação do intestino grosso
• erupção na pele
• diminuição do número de glóbulos brancos
• infeções
• febre
Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)
• inflamação dos pulmões.
As análises ao sangue também podem revelar:
• aumento dos níveis de enzimas do fígado ou gorduras no sangue.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não administrar durante a gravidez
Aleitamento
Aleitamento:A amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento.
Precauções Gerais
Informe o seu médico:
• se tem problemas de fígado.
• se tem quaisquer outros problemas de saúde.
Necessitará de fazer regularmente análises ao sangue antes e durante o tratamento com este medicamento.
Estas são para verificar se o seu fígado está a funcionar corretamente. Se necessário, o seu médico pode decidir parar o tratamento durante algum tempo para permitir que o seu fígado recupere, antes de começar novamente o tratamento na mesma dose ou numa dose mais baixa.

Este medicamento pode causar diarreia grave.
Ao primeiro sinal de diarreia informe imediatamente o seu médico.

Este medicamento pode causar inflamação dos pulmões.
Informe imediatamente o seu médico:
• se tem uma tosse recente ou agravamento da tosse
• se tem falta de ar ou dificuldade em respirar

Não administre este medicamento a crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade, porque o mesmo não foi estudado neste grupo etário.
Cuidados com a Dieta
O idelalisib pode ser tomado com ou sem alimentos.
Terapêutica Interrompida
Tome cuidado para não se esquecer de tomar uma dose.
No caso de se esquecer de tomar uma dose menos de 6 horas após a hora habitual, tome a dose esquecida imediatamente.
Depois tome a dose seguinte como é habitual.
No caso de se esquecer de tomar uma dose mais de 6 horas após a hora
habitual, tome a dose seguinte à hora habitual.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Idelalisib + Rifampicina

Observações: O idelalisib é metabolizado principalmente através da aldeído oxidase e, numa menor extensão, através da CYP3A e por glucuronidação (UGT1A4). O seu metabolito principal é o GS-563117, que não é farmacologicamente ativo. O idelalisib e o GS-563117 são substratos da P-gp e da BCRP. O metabolito principal de idelalisib, GS-563117, é um inibidor potente da CYP3A.
Interações: Um estudo clínico de interação medicamentosa verificou que a coadministração de uma dose única de 150 mg de idelalisib com rifampicina (um indutor potente da CYP3A) resultou numa diminuição de ~75% da AUCinf de idelalisib. A coadministração de deste medicamento com indutores moderados ou potentes da CYP3A como a rifampicina, fenitoína, hipericão ou carbamazepina deve ser evitada, dado que pode resultar numa diminuição da eficácia.

Idelalisib + Fenitoína

Observações: O idelalisib é metabolizado principalmente através da aldeído oxidase e, numa menor extensão, através da CYP3A e por glucuronidação (UGT1A4). O seu metabolito principal é o GS-563117, que não é farmacologicamente ativo. O idelalisib e o GS-563117 são substratos da P-gp e da BCRP. O metabolito principal de idelalisib, GS-563117, é um inibidor potente da CYP3A.
Interações: Um estudo clínico de interação medicamentosa verificou que a coadministração de uma dose única de 150 mg de idelalisib com rifampicina (um indutor potente da CYP3A) resultou numa diminuição de ~75% da AUCinf de idelalisib. A coadministração de deste medicamento com indutores moderados ou potentes da CYP3A como a rifampicina, fenitoína, hipericão ou carbamazepina deve ser evitada, dado que pode resultar numa diminuição da eficácia.

Idelalisib + Hipericão

Observações: O idelalisib é metabolizado principalmente através da aldeído oxidase e, numa menor extensão, através da CYP3A e por glucuronidação (UGT1A4). O seu metabolito principal é o GS-563117, que não é farmacologicamente ativo. O idelalisib e o GS-563117 são substratos da P-gp e da BCRP. O metabolito principal de idelalisib, GS-563117, é um inibidor potente da CYP3A.
Interações: Um estudo clínico de interação medicamentosa verificou que a coadministração de uma dose única de 150 mg de idelalisib com rifampicina (um indutor potente da CYP3A) resultou numa diminuição de ~75% da AUCinf de idelalisib. A coadministração de deste medicamento com indutores moderados ou potentes da CYP3A como a rifampicina, fenitoína, hipericão ou carbamazepina deve ser evitada, dado que pode resultar numa diminuição da eficácia.

Idelalisib + Carbamazepina

Observações: O idelalisib é metabolizado principalmente através da aldeído oxidase e, numa menor extensão, através da CYP3A e por glucuronidação (UGT1A4). O seu metabolito principal é o GS-563117, que não é farmacologicamente ativo. O idelalisib e o GS-563117 são substratos da P-gp e da BCRP. O metabolito principal de idelalisib, GS-563117, é um inibidor potente da CYP3A.
Interações: Um estudo clínico de interação medicamentosa verificou que a coadministração de uma dose única de 150 mg de idelalisib com rifampicina (um indutor potente da CYP3A) resultou numa diminuição de ~75% da AUCinf de idelalisib. A coadministração de deste medicamento com indutores moderados ou potentes da CYP3A como a rifampicina, fenitoína, hipericão ou carbamazepina deve ser evitada, dado que pode resultar numa diminuição da eficácia.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Idelalisib + Cetoconazol

Observações: O idelalisib é metabolizado principalmente através da aldeído oxidase e, numa menor extensão, através da CYP3A e por glucuronidação (UGT1A4). O seu metabolito principal é o GS-563117, que não é farmacologicamente ativo. O idelalisib e o GS-563117 são substratos da P-gp e da BCRP. O metabolito principal de idelalisib, GS-563117, é um inibidor potente da CYP3A.
Interações: Um estudo clínico de interação medicamentosa verificou que a coadministração de uma dose única de 400 mg de idelalisib com 400 mg uma vez por dia de cetoconazol (um inibidor potente da CYP3A, P-gp e BCRP) resultou num aumento de 26% da Cmax e num aumento de 79% da AUCinf de idelalisib. Não se considera necessário um ajuste posológico inicial de idelalisib quando este é administrado com inibidores da CYP3A/P-gp, mas recomenda-se uma intensificação da monitorização das reações adversas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Idelalisib + Midazolam

Observações: O idelalisib é metabolizado principalmente através da aldeído oxidase e, numa menor extensão, através da CYP3A e por glucuronidação (UGT1A4). O seu metabolito principal é o GS-563117, que não é farmacologicamente ativo. O idelalisib e o GS-563117 são substratos da P-gp e da BCRP. O metabolito principal de idelalisib, GS-563117, é um inibidor potente da CYP3A.
Interações: Um estudo clínico de interação medicamentosa verificou que a coadministração de idelalisib com midazolam (um substrato sensível à CYP3A) resultou num aumento de ~140% da Cmax e num aumento de ~440% da AUCinf do midazolam devido à inibição da CYP3A pelo GS-563117. A coadministração de idelalisib com substratos da CYP3A pode aumentar as suas exposições sistémicas e aumentar ou prolongar a sua atividade terapêutica e reações adversas. A inibição da CYP3A4 foi irreversível in vitro e, portanto, prevê-se que o retorno à atividade enzimática normal demore vários dias após interrupção da administração de idelalisib.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Não é recomendado durante a gravidez e em mulheres com potencial para engravidar que não utilizam métodos contracetivos.

A amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento.


Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017