Fluvoxamina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução
O que é
A Fluvoxamina é um antidepressivo que funciona farmacologicamente como um inibidor da recaptação da serotonina.

Embora seja da mesma classe que outros fármacos ISRS, é mais frequentemente usada para tratar o transtorno obsessivo-compulsivo.

A Fluvoxamina tem sido usado na prática clínica desde 1983 e tem uma base de dados de ensaios clínicos composta por cerca de 35.000 pacientes.

Foi lançado nos EUA em dezembro de 1994 e no Japão em junho de 1999.

A partir do final de 1995, mais de 10 milhões de pacientes em todo o mundo têm sido tratados com Fluvoxamina.
Usos comuns
A Fluvoxamina é usada para tratar o transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

Pertence a um grupo de medicamentos conhecidos como inibidores da recaptação da serotonina (SSRIs). Pensa-se que estes medicamentos atuam, aumentando a atividade de uma substância química chamada serotonina no cérebro.

A Fluvoxamina está disponível apenas sob prescrição médica.

Uma vez que um medicamento foi aprovado para comercialização para um determinado uso, a experiência pode demostrar que também pode ser útil para outros problemas médicos.

Embora estas utilizações não estejam incluídas na bula do produto, a Fluvoxamina é utilizada em certos doentes com as seguintes condições médicas: depressão; transtornos alimentares; distúrbios de pânico; fobias sociais.
Tipo
pequena molécula
História
A Fluvoxamina foi desenvolvida pela Kali-Duphar, parte da Solvay Pharmaceuticals, Bélgica, agora Abbott Laboratories, e introduzida como Floxyfral na Suíça em 1983 e pela Solvay, na Alemanha Ocidental, no mesmo ano.

Foi aprovada pela FDA em 5 Dez, 1994 e introduzida como Luvox nos EUA. Na Índia, está disponível, entre várias outras marcas, como Uvox da Abbott. Foi um dos primeiros antidepressivos ISRS a ser lançado e é prescrito para pacientes com depressão maior em muitos países.

Foi o primeiro SSRI, um fármaco não-TCA aprovado pela FDA dos EUA, especificamente para o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). No final de 1995, mais de dez milhões de doentes em todo o mundo havia sido tratada com Fluvoxamina. A Fluvoxamina foi o primeiro SSRI a ser registrado para o tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo em crianças pelo FDA em 1997.

No Japão, a Fluvoxamina foi o primeiro SSRI a ser aprovado para o tratamento da depressão em 1999 e foi, mais tarde, em 2005, a primeira droga a ser aprovada para o tratamento de transtorno de ansiedade. A Fluvoxamina foi o primeiro SSRI aprovado para uso clínico no Reino Unido.

Em 1999, a Fluvoxamina ficou sob grande escrutínio público depois que se descobriu que Eric Harris, um dos dois atiradores adolescentes envolvidos no massacre Columbine High School, tomou o medicamento após a mudança de sertralina (Zoloft). Imediatamente muitos dedos foram apontados para a Fluvoxamina e para o seu fabricante a Solvay Pharmaceuticals.

Em 2007, a Solvay reintroduziu o Luvox no mercado dos EUA, que agora é fabricado em Palo Alto, Califórnia, pela Jazz Pharmaceuticals, Inc.
Em 28 de fevereiro de 2008, a FDA aprovou uma formulação de libertação controlada de Fluvoxamina para a Solvay Pharmaceuticals, comercializado como Luvox CR.
Indicações
Episódio depressivo major;
Perturbação obsessivo-compulsiva (POC).
Classificação CFT

2.9.3 : Antidepressores

Mecanismo De Ação
O mecanismo exato de ação da Fluvoxamina não foi totalmente determinada, mas parece estar relacionado com a sua inibição da CNS captação neuronal de serotonina.

A Fluvoxamina bloqueia a recaptação de serotonina na bomba de recaptação da serotonina da membrana neuronal, aumentando a ação da serotonina no autorecetores 5HT1A.

Estudos in vitro sugerem que a Fluvoxamina é mais potente do que a clomipramina, fluoxetina e desipramina como inibidor da recaptação da serotonina.

Os estudos também demonstraram que a Fluvoxamina não tem praticamente nenhuma afinidade para os recetores α1- ou α2-adrenérgicos os recetores β-adrenérgicos, muscarínicos, dopaminérgicos D2, recetores H1 da histamina, o GABA-benzodiazepina, opiáceos, ou recetores 5-HT 1, recetores de 5-HT2.
Posologia Orientativa
Depressão: A dose inicial recomendada é de 50 ou 100 mg.

A dose eficaz habitual é de 100 mg por dia e deve ser ajustada à resposta individual do doente.

Têm sido administradas doses diárias até 300 mg.

Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC): A dose inicial recomendada é de 50 mg por dia durante 3-4 dias.

A dosagem eficaz situa-se habitualmente entre 100 e 300 mg por dia.
Administração
Administrada numa toma única à noite.

As dosagens superiores a 150 mg devem ser administradas em doses divididas.

Os comprimidos de Fluvoxamina devem ser deglutidos com água e sem mastigar
Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa.

A Fluvoxamina está contraindicada em combinação com inibidores da monoamino-oxidase (IMAO).
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Semelhantes às da fluoxetina, evitar a interrupção brusca do tratamento; há casos descritos de galactorreia.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Ver Antidepressores inibidores da recaptação da serotonina. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:Evitar; Ver Antidepressores (inibidores selectivos da recaptação de serotonina).
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Ver Antidepressores.
Insuf. Renal
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Iniciar terapêutica com doses mais baixas na IR moderada a grave.
Condução
Condução
Condução:Pode alterar a capacidade de condução.
Precauções Gerais
Os doentes que sofram de insuficiência hepática ou renal devem iniciar o tratamento com uma dose reduzida de Fluvoxamina e serem cuidadosamente monitorizados.

Reações de privação observadas durante a descontinuação do tratamento com ISRS: A descontinuação abrupta do tratamento deve ser evitada. Quando o tratamento com Fluvoxamina for descontinuado a dose deve ser gradualmente diminuída durante um período de pelo menos uma a duas semanas, de forma a reduzir o risco de reações de privação.

Se no decurso de uma diminuição da dose ou da descontinuação do tratamento ocorrerem sintomas de intolerância, deverá ser avaliada a necessidade de retomar a dose anteriormente prescrita.
Subsequentemente, o Médico poderá continuar com a redução da dose mas de forma mais gradual.

Podem ocorrer reações de privação na sequência da interrupção do tratamento, tais como tonturas, parestesias (formigueiro das extremidades), cefaleias, náuseas e ansiedade.
Cuidados com a Dieta
Se consome habitualmente elevadas quantidades de bebidas contendo cafeína, ou costuma ter reações adversas à cafeína (tremor, palpitações, naúsea, intranquilidade, insónia), deve reduzir a sua ingestão durante o tratamento com Fluvoxamina.
A ingestão de álcool deve ser evitada durante o tratamento com Fluvoxamina.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar. Tome a dose esquecida logo que possível e retome o intervalo habitual entre as doses.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Não conservar acima de 25ºC.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Anticoagulantes orais

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Em doentes recebendo anticoagulantes orais e fluvoxamina pode aumentar o risco de hemorragias e esses doentes devem ser cuidadosamente monitorizados.
Não recomendado/Evitar

Fluvoxamina + Álcool

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Tal como com outros fármacos psicotrópicos, os doentes devem ser advertidos para evitar a ingestão de álcool durante o tratamento com fluvoxamina.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clozapina + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de fármacos que se sabe inibirem a actividade de algumas isoenzimas do citocromo P450 pode aumentar os níveis de clozapina e a dose de clozapina pode ter de ser reduzida para evitar efeitos indesejáveis. Isto é mais importante para os inibidores do CYP1A2 tais como a cafeína e inibidores selectivos da recaptação de serotonina, fluvoxamina e paroxetina (mais controverso). Substâncias inibidores do CYP1A2 (p.ex. Fluvoxamina, cafeína, ciprofloxacina): A utilização concomitante pode aumentar os níveis de clozapina. Potencial para aumentar os efeitos secundários. Deverá ser tida precaução após paragem na toma de medicamentos inibidores do CYP1A2 uma vez que irá ocorrer uma diminuição nos níveis de clozapina.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dienogest + Fluvoxamina

Observações: Com base em estudos de inibição in vitro, é pouco provável uma interacção clinicamente relevante do dienogest com o metabolismo mediado pelas enzimas do citocromo P450 de outros medicamentos. Nota: A informação de prescrição da medicação concomitante deverá ser consultada para identificar potenciais interações.
Interações: Inibidores conhecidos da CYP3A4 como os antifúngicos do grupo dos azóis (por ex., cetoconazol, itraconazol, fluconazol), cimetidina, verapamil, macrólidos (por ex., eritromicina, claritromicina e roxitromicina), diltiazem, inibidores das proteases (por ex., ritonavir, saquinavir, indinavir, nelfinavir), antidepressores (por ex., nefazodona, fluvoxamina, fluoxetina) e o sumo de toranja poderão aumentar os níveis plasmáticos de progestagénios e resultar em efeitos indesejáveis. Num estudo que investigou o efeito dos inibidores da CYP3A4 (cetoconazol, eritromicina) sobre a associação de valerato de estradiol/dienogest, os níveis plasmáticos de dienogest no estado estacionário foram aumentados. A administração concomitante com o forte inibidor cetoconazol resultou num aumento de 186% da AUC 0-24 h de dienogest no estado estacionário. Quando co-administrada com o moderado inibidor eritromicina, a AUC 0-24 h de dienogest no estado estacionário foi aumentada em 62%. Desconhece-se qual a relevância clínica destas interações.
Não recomendado/Evitar

Loxapina + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Potencial para outros medicamentos afetarem a loxapina: Se possível, deve ser evitada a utilização con comitante de inibidores de CYP1A2 (por exemplo, fluvoxamina, ciprofloxacina, enoxacina, propranolol e refecoxib).
Não recomendado/Evitar

Hipericão + Fluvoxamina

Observações: Além disto, os pacientes devem estar informados que interacções com outros medicamentos não podem ser excluídas e devem ser tidas em consideração durante a toma de Hipericão.
Interações: Devido ao possível risco de efeitos indesejáveis do tipo síndrome serotoninérgico (interacções farmacodinâmicas), o uso de Hipericão não é aconselhado em associação com: - Os psicotrópicos, em particular os medicamentos serotoninérgicos, IERS (inibidores específicos da recaptação da serotonina), citalopram, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina e sertralina e os antidepressivos tricíclicos. - Os triptanos (sumatriptano, naratriptano, rizatriptano e zolmitriptano).
Usar com precaução

Triazolam + Fluvoxamina

Observações: Podem ocorrer interações farmacocinéticas quando o triazolam é administrado com fármacos que interferem com o seu metabolismo. Compostos inibidores de determinadas enzimas hepáticas (particularmente o citocromo P4503A4) podem aumentar a concentração de triazolam e provocar um aumento da sua atividade. Dados de estudos clínicos com triazolam, estudos in vitro com triazolam e estudos clínicos com fármacos metabolizados de modo semelhante ao triazolam fornecem provas de vários graus de interação e várias interações possíveis entre o triazolam e outros fármacos.
Interações: Recomenda-se precaução quando o triazolam é coadministrado com a isoniazida, fluvoxamina, sertralina, paroxetina, diltiazem e verapamilo.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os ISRS’s que são inibidores de CYP2D6, tais como a fluoxetina, paroxetina ou sertralina e de outros incluindo o CYP1A2 e CYP2C19 (por exemplo, fluvoxamina) também podem aumentar as concentrações plasmáticas de clomipramina, com os efeitos adversos correspondentes. Os níveis séricos de clomipramina no estado estacionário aumentaram em 4 vezes com a co-administração de fluvoxamina (a N-desmetilclomipramina aumentou 2 vezes).
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Maprotilina + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Os inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS) que são inibidores da CYP2D6, tais como a fluoxetina, fluvoxamina (também um inibidor da CYP3A4, CYP2C19, CYP2C9 e CYP1A2) paroxetina, sertralina ou citalopram, pode resultar em níveis plasmáticos aumentados de maprotilina, com os correspondentes efeitos adversos. Dada a semi-vida prolongada da fluoxetina e fluvoxamina, este efeito poderá ser prolongado. Pode, assim, ser necessário proceder a ajustes posológicos.
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Teofilina + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: A depuração da teofilina poderá ser retardada e/ou a sua concentração plasmática poderá ser aumentada – com risco acrescido de sobredosagem e efeitos adversos – em casos de administração simultânea das substâncias seguintes: - Contracetivos orais, - Antibióticos macrólidos (especialmente eritromicina e troleandomicina), - Quinolonas (inibidores da girase, especialmente ciprofloxacina, enoxacina e pefloxacina - Imipenem, especialmente efeitos secundários do SNC, tal como convulsões. - Isoniazida, - Tiabendazol, - Bloqueadores dos canais de cálcio (ex. verapamil ou diltiazem), - Propranolol, - Metilxantina, - Propafenona, - Ticlopidina, - Cimetidina, ranitidina, - Alopurinol, febuxostate, - Fluvoxamina, - Alfa-interferão e peginterferão alfa-2, - Zafirlucaste, - Vacinas da gripe, - Etintidina, - Idrocilamida e - Zileuton Nestes casos poderá ser necessária uma redução da dose. Quando a teofilina é administrada simultaneamente com a ciprofloxacina e com a enoxacina, a dose de teofilina deve ser reduzida para no máximo 60% e 30% da dose recomendada, respetivamente. Outras quinolonas (ex: peploxacina ou ácido pipemidico) podem também potenciar a ação de medicamentos contendo teofilina. Consequentemente, recomenda-se fortemente o controlo frequente das concentrações de teofilina durante a terapêutica concomitante com quinolonas.
Usar com precaução

Escitalopram + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Influência de outros medicamentos na farmacocinética do escitalopram: O metabolismo do escitalopram é mediado principalmente pela CYP2C19. A CYP3A4 e a CYP2D6 também podem contribuir para o metabolismo embora num menor grau. O metabolismo do metabolito principal S-DCT (escitalopram desmetilado) parece ser parcialmente catalisado pela CYP2D6. A co-administração de escitalopram com 30 mg de omeprazol uma vez por dia (um inibidor da CYP2C19) resultou num aumento moderado (aproximadamente 50%) das concentrações plasmáticas de escitalopram. A co-administração de escitalopram com 400 mg de cimetidina duas vezes por dia (inibidor enzimático geral moderadamente potente) resultou num aumento moderado (aproximadamente 70%) das concentrações plasmáticas de escitalopram. Portanto, devem tomar-se precauções durante a sua utilização concomitante com inibidores da CYP2C19 (p. ex., omeprazol, esomeprazol, fluvoxamina, lansoprazol, ticlopidina) ou com cimetidina. Pode ser necessária uma diminuição da dose de escitalopram baseada na monitorização de efeitos secundários durante o tratamento concomitante.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Fluvoxamina

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da carbamazepina: - Fluvoxamina
Usar com precaução

Citalopram + Fluvoxamina

Observações: Interações farmacocinéticas: A biotransformação do citalopram para desmetilcitalopram é mediada pelas isoenzimas do sistema citocromo P450 CYP2C19 (aproximadamente 38%), CYP3A4 (aproximadamente 31%) e CYP2D6 (aproximadamente 31%). O facto do citalopram ser metabolizado por mais de um CYP significa que a inibição da sua biotransformação é menos provável, uma vez que a inibição de uma enzima pode ser compensada por outra. Consequentemente, a administração concomitante de citalopram com outros medicamentos na prática clínica tem uma probabilidade muito baixa de originar interações farmacocinéticas medicamentosas.
Interações: Influência com outros medicamentos na farmacocinética do citalopram: Omeprazol e outros inibidores do CYP2C19: A administração concomitante de escitalopram (o enantiómero ativo do citalopram) com 30 mg de omeprazol uma vez por dia (um inibidor da CYP2C19) resultou num aumento moderado (aproximadamente 50%) das concentrações plasmáticas de escitalopram. Assim, deverá ser tomada precaução quando utilizado concomitantemente com inibidores da CYP2C19 (p.ex. omeprazol, esomeprazol, fluvoxamina, lansoprazol, ticlopidina). Poderá ser necessária uma redução da dose de citalopram com base na monitorização dos efeitos indesejáveis durante o tratamento concomitante.
Usar com precaução

Frovatriptano + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: TOMAR PRECAUÇÕES NO USO CONCOMITANTE DE: Inibidores selectivos da recaptação da serotonina (citalopram, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, sertralina). Risco potencial de hipertensão, de vasoconstrição coronária ou de síndrome serotoninérgica. A adesão rigorosa à dose recomendada é um factor essencial para a prevenção destes efeitos. Fluvoxamina: A fluvoxamina é um potente inibidor do citocromo CYP1A2 e está demonstrado que aumenta os níveis sanguíneos de frovatriptano em 27-49%.
Sem significado Clínico

Ibrutinib + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores fracos do CYP3A4: Simulações que utilizam condições de jejum clinicamente relevantes sugerem que inibidores fracos do CYP3A4, tais como a azitromicina e a fluvoxamina, podem aumentar a AUC de ibrutinib em < 2 vezes. Não é necessário qualquer ajuste de dose na associação com inibidores fracos. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quanto a toxicidade e as orientações para modificação da dose devem ser seguidas, conforme necessárias. Em oito indivíduos saudáveis, a administração concomitante de sumo de toranja, contendo inibidores do CYP3A4, aumentou a exposição (Cmax e AUC) de ibrutinib em aproximadamente 4 e 2 vezes, respetivamente. Toranja e laranjas de Sevilha devem ser evitadas durante o tratamento com Ibrutinib, uma vez que este contém inibidores moderados do CYP3A4.
Usar com precaução

Pomalidomida + Fluvoxamina

Observações: Não se prevê que a pomalidomida cause interações medicamentosas farmacocinéticas clinicamente relevantes devido à inibição ou indução da isoenzima P450 ou inibição de transportadores quando coadministrada com substratos destas enzimas ou transportadores.
Interações: Se forem coadministrados inibidores potentes da CYP1A2 (por ex., ciprofloxacina, enoxacina e fluvoxamina) com a pomalidomida, os doentes devem ser frequentemente monitorizados quanto à ocorrência de reações adversas. A coadministração da fluvoxamina, inibidor potente da CYP1A2, com a pomalidomida na presença do cetoconazol, aumentou a exposição à pomalidomida em 104% com um intervalo de confiança de 90% [88% a 122%] em comparação com pomalidomida mais cetoconazol.
Usar com precaução

Olanzapina + Fluvoxamina

Observações: Só foram efectuados estudos de interacção em adultos. Interações potenciais que afectam a olanzapina: Dado que a olanzapina é metabolizada pela CYP1A2, as substâncias que podem induzir ou inibir dum modo específico esta isoenzima podem afectar a farmacocinética da olanzapina.
Interações: Inibição da CYP1A2: A fluvoxamina, um inibidor específico da CYP1A2, demonstrou inibir significativamente o metabolismo da olanzapina. O aumento médio da Cmáx da olanzapina após administração de fluvoxamina foi de 54% em mulheres não fumadoras e 77% em homens fumadores. O aumento médio da AUC da olanzapina foi de 52% e 108% respectivamente. Deverá ser considerada uma dose inicial mais baixa em doentes que estejam a tomar fluvoxamina ou quaisquer outros inibidores da CYP1A2, tal como ciprofloxacina. Se for iniciado um tratamento com um inibidor da CYP1A2, deverá considerar-se uma diminuição da dose de olanzapina.
Não recomendado/Evitar

Safinamida + Fluvoxamina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações medicamentosas farmacodinâmicas in vivo e in vitro: Antidepressivos: A utilização concomitante de Safinamida e fluoxetina ou fluvoxamina deve ser evitada. Esta precaução baseia-se na ocorrência de reações adversas graves (por ex., síndrome da serotonina), embora raras, aquando da coadministração de ISRS e dextrometorfano com inibidores da MAO. Se necessário, a utilização concomitante destes medicamentos deve ser efetuada com a dose eficaz mais baixa. Deverá ser ponderado um período de suspensão do tratamento correspondente a semividas do ISRS utilizado anteriormente antes do início do tratamento com Safinamida. Foram notificadas reações adversas graves com a utilização concomitante de inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), inibidores da recaptação da serotonina e da noradrenalina (IRSN), antidepressivos tricíclicos/tetracíclicos e inibidores da MAO. Tendo em consideração a atividade inibitória seletiva e reversível da MAO-B exercida pela safinamida, poderão ser administrados antidepressivos mas nas doses mínimas necessárias.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Agomelatina + Fluvoxamina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: A agomelatina é metabolizada pelo citocromo P450 1 A2 (CYP1A2) (90%) e pelo CYP2C9/19 (10%). Os medicamentos que interagem com estas isoenzimas podem diminuir ou aumentar a biodisponibilidade da agomelatina. A fluvoxamina, um inibidor potente do CYP1A2 e inibidor moderado do CYP2C9 inibe fortemente o metabolismo da agomelatina, resultando num aumento de 60 vezes (intervalo 12-412) da exposição à agomelatina. Consequentemente, a co-administração de Agomelatina com inibidores potentes do CYP1A2 (por exemplo fluvoxamina, ciprofloxacina) é contraindicada.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Riluzol + Fluvoxamina

Observações: Não se realizaram estudos clínicos para avaliar as interações de riluzol com outros medicamentos.
Interações: Estudos in vitro com preparados de microssomas hepáticos humanos sugerem que o CYP1A2 é o isoenzima principal envolvido no metabolismo oxidativo inicial do riluzol. Inibidores do Citocromo CYP1A2 (p.ex. cafeína, diclofenac, diazepam, nicergolina, clomipramina, imipramina, fluvoxamina, fenacetina, teofilina, amitriptilina, e quinolonas) podem em princípio diminuir a taxa de eliminação do riluzol.
Usar com precaução

Fluindiona + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Associações que requerem precauções de utilização: Antidepressivos inibidores selectivos da recaptação da serotonina (citalopram, escitalopram, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, sertralina): Efeito aumentado de anticoagulantes orais e risco de hemorragia. Monitorização mais frequente do INR. Ajustar a dosagem de anticoagulante oral durante a vida da associação e após a sua interrupção.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Diazepam + Fluvoxamina

Observações: O metabolismo oxidativo de diazepam, que leva à formação de N-desmetildiazepam, de 3-hidroxiazepam (temazepam) e de oxazepam, é mediado pelas isoenzimas CYP2C19 e CYP3A do citocromo P450. Como demonstrado por estudo in vitro, a reacção de hidroxilação é executada principalmente pela isoforma CYP3A, enquanto que a N-desmetilação é mediada por ambas a CYP3A e CYP2C19. Resultados de estudos in vivo em humanos voluntários confirmaram as observações in vitro. Consequentemente, substratos que sejam moduladores de CYP3A e/ou de CYP2C19 podem potencialmente alterar a farmacocinética de diazepam.
Interações: Fármacos como cimetidina, cetoconazol, fluvoxamina, fluoxetina e omeprazol, que são inibidores CYP3A ou CYP2C19 podem originar uma sedação aumentada e prolongada.
Usar com precaução

Cinacalcet + Fluvoxamina

Observações: Cinacalcet é metabolizado em parte pela enzima CYP3A4. Dados in vitro indicam que o cinacalcet é em parte metabolizado pela CYP1A2. Cinacalcet é um potente inibidor da CYP2D6.
Interações: O efeito de inibidores da CYP1A2 (ex: fluvoxamina, ciprofloxacina) nos valores plasmáticos do cinacalcet não está estudado. O ajuste de dose pode ser necessário num doente que inicia ou interrompe um tratamento concomitante com potentes inibidores da CYP1A2.
Não recomendado/Evitar

Furazolidona + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Não se recomenda a utilização de furazolidona com qualquer um dos seguintes medicamentos. - Amitriptilina - Apraclonidina - Atomoxetina - Benzefetamina - Brimonidina - Bupropiona - Carbamazepina - Carbidopa - Carbinoxamina - Citalopram - Clomipramina - Ciclobenzaprina - Cipro-heptadina - Desipramina - Desvenlafaxina - Dexmetilfenidato - Dextroanfetamina - Anfepramona (Dietilpropiona) - Doxilamina - Entacapona - Escitalopram - Femoxetina - Fluoxetina - Fluvoxamina - Guanedrel - Guanetidina - Hidroxitriptofano - Imipramina - Isocarboxazida - Levodopa - Levacetilmetadol - Levomilnacipran - Maprotilina - Mazindol - Metadona - Metanfetamina - Metildopa - Metilfenidato - Milnaciprano - Mirtazapina - Nefazodona - Nefopam - Nortriptilina - Opipramol - Paroxetina - Fendimetrazina - Fenmetrazina - Fentermina - Fenilalanina - Pseudoefedrina - Reserpina - Safinamida - Selegilina - Sertralina - Sibutramina - Sumatriptano - Tapentadol - Tetrabenazina - Tranilcipromina - Trazodona - Trimipramina - Triptofano - Venlafaxina - Vilazodona - Vortioxetina - Zimeldina
Usar com precaução

Haloperidol + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Haloperidol é metabolizado por várias vias, incluindo glucoronidação e através do complexo enzimático citocromo P450 (em particular CYP 3A4 ou CYP 2D6). A inibição, por outro fármaco, de uma destas vias de metabolização ou a diminuição da atividade enzimática CYP 2D6 pode resultar num aumento da concentração de haloperidol e num maior risco de ocorrência de acontecimentos adversos, incluindo prolongamento do intervalo QT. Em estudos de farmacocinética, foi descrito um aumento ligeiro a moderado de haloperidol, quando administrado concomitantemente com fármacos caracterizados como substratos ou inibidores do CYP3A4 ou isoenzimas CYP2D6, tais como itraconazol, nefazodona, buspirona, venlafaxina, alprazolam, fluvoxamina, quinidina, fluoxetina, sertralina, clorpromazina, e prometazina. Uma diminuição da atividade enzimática CYP2D6 pode resultar num aumento das concentrações de haloperidol. Foi observado um aumento de QTc quando haloperidol foi administrado com uma associação de fármacos inibidores metabólicos, especificamente o cetoconazol (400 mg/dia) e paroxetina (20 mg/dia). Poderá ser necessário reduzir a dose de haloperidol. Aconselha-se precaução quando administrado em combinação com outros medicamentos que, reconhecidamente, possam causar desequilíbrio eletrolítico.
Consultar informação actualizada

Atovaquona + Proguanilo + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: O proguanilo é principalmente metabolizado pelo CYP2C19. No entanto, as potenciais interações farmacocinéticas com outros substratos, inibidores (por ex.: moclobemida, fluvoxamina) ou indutores (por ex.: artemisinina, carbamazepina) de CYP2C19 são desconhecidos.
Usar com precaução

Eliglustato + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Em MF, deve proceder-se com cuidado relativamente aos inibidores fracos da CYP3A (por exemplo, amlodipina, cilostazol, fluvoxamina, goldenseal (Hydrastis Canadensis), isoniazida, ranitidina, ranolazina).
Usar com precaução

Propranolol + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Associações a utilizar com precaução, com as quais pode ser necessário ajuste posológico: Fluvoxamina: A fluvoxamina inibe o metabolismo oxidativo e aumenta as concentrações plasmáticas de propranolol, podendo causar bradicardia grave.
Não recomendado/Evitar

Clopidogrel + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Outras terapêuticas concomitantes: Uma vez que o clopidogrel é metabolizado no seu metabolito activo em parte pelo CYP2C19, o uso de medicamentos que inibem a actividade desta enzima têm um resultado esperado de redução dos níveis do metabolito activo do clopidogrel e uma redução na eficácia clínica. O uso concomitante de medicamentos que inibem o CYP2C19 deve ser desencorajado. Os fármacos que inibem o CYP2C19 incluem omeprazol e esomeprazol, fluvoxamina, fluoxetina, moclobemida, voriconazol, fluconazol, ticlopidina, ciprofloxacina, cimetidina, carbamazepina, oxcarbazepina e cloranfenicol.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloropromazina + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: A administração de cloropromazina com inibidores do CYP1A2, nomeadamente inibidores potentes (como por exemplo a ciprofloxacina, enoxacina, fluvoxamina, clinafloxacina, idrocilamida, oltipraz, ácido pipemídico, rofecoxib, etintidina, zafirlucaste) ou inibidores moderados (como por exemplo metoxsaleno, mexiletina, contracetivos orais, fenilpropanolamina, tiabendazol, vemurafenib, zileuton) aumentam as concentrações plasmáticas da cloropromazina. Por esse motivo, os doentes podem ter reações adversas dose-dependentes.
Usar com precaução

Alprazolam + Fluvoxamina

Observações: As interações farmacocinéticas podem ocorrer quando o alprazolam é administrado concomitantemente com compostos que inibem a enzima hepática CYP3A4, aumentando os níveis plasmáticos de alprazolam.
Interações: Nefazodona, fluvoxamina e cimetidina: É necessário ter cuidado ao usar estes compostos (inibidores do CYP3A4) e alprazolam ao mesmo tempo, sendo que deve ser ponderada uma possível redução da dose de alprazolam. O tratamento com fluvoxamina prolonga a semivida do alprazolam de 20 horas para 34 horas e duplica a concentração de alprazolam no plasma. Quando utilizados em conjunto, é recomendada metade da dose de alprazolam.
Contraindicado

Pirfenidona + Fluvoxamina

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Num estudo de Fase 1, a administração concomitante de Pirfenidona e fluvoxamina (um forte inibidor da CYP1A2 com efeitos inibidores noutras isoenzimas CYP [CYP2C9, 2C19 e 2D6]) resultou num aumento de 4 vezes da exposição à pirfenidona em não-fumadores. Pirfenidona é contraindicado em doentes com o uso concomitante de fluvoxamina. A fluvoxamina deve ser interrompida antes do início da terapêutica com Pirfenidona e evitada durante a terapêutica com Pirfenidona, devido a uma depuração reduzida da pirfenidona.
Contraindicado

Tizanidina + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores CYP: A administração concomitante de agentes conhecidos por inibirem a actividade do CYP1A2 pode aumentar os níveis plasmáticos de tizanidina. A utilização concomitante de tizanidina com fluvoxamina ou ciprofloxacina, ambos inibidores do CYP1A2 no Homem, está contra-indicado por resultar num aumento da AUC de 33 vezes e 10 vezes respectivamente. Pode ser verificada hipotensão prolongada e clinicamente significativa juntamente com sonolência, tonturas e diminuição da performance psicomotora.
Não recomendado/Evitar

Zolpidem + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: A coadministração de fluvoxamina pode aumentar os níveis de zolpidem no sangue, a utilização simultânea não está recomendada.
Não recomendado/Evitar

Duloxetina + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores do CYP1A2: Uma vez que o CYP1A2 está envolvido no metabolismo da duloxetina, o uso concomitante de duloxetina com inibidores potentes do CYP1A2 pode resultar num aumento das concentrações da duloxetina. A fluvoxamina (100 mg uma vez por dia), um potente inibidor do CYP1A2, diminuiu a depuração plasmática aparente da duloxetina em cerca de 77% e aumentou 6 vezes a AUC 0-t. Assim, não se deve administrar Duloxetina em combinação com inibidores potentes do CYP1A2, tais como a fluvoxamina.
Não recomendado/Evitar

Rasagilina + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de rasagilina e fluoxetina ou fluvoxamina deve ser evitado.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Roflumilaste + Fluvoxamina

Observações: Os estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
Interações: Um passo importante do metabolismo de roflumilaste é a N - oxidação de roflumilaste a N -óxido roflumilaste pelo citocromo (CYP) 3A4 e CYP1A2. Roflumilaste e N- óxido roflumilaste têm atividade inibitória intrínseca da fosfodiesterase 4 (PDE4). Portanto, após administração de roflumilaste, a inibição de PDE4 total é considerada como o efeito combinado de roflumilaste e N-óxido roflumilaste. Estudos de interação com o inibidor de CYP1A2 /3A4 enoxacina e os inibidores de CYP 1A2/2C19/3A4 cimetidina e fluvoxamina provocaram o aumento da atividade inibitória de PDE4 total de 25%, 47% e 59% respetivamente. A dose testada de fluvoxamina foi de 50 mg. A combinação de roflumilaste com estas substâncias ativas pode conduzir a um aumento de exposição e intolerabilidade persistente. Neste caso, deverá ser reavaliado o tratamento com roflumilaste.
Usar com precaução

Lítio + Fluvoxamina

Observações: n.d.
Interações: - Carbamazepina pode conduzir a vertigens, sonolência, confusão e sintomas cerebelosos, tais como ataxia. - Metildopa. - Derivados triptânicos e/ou antidepressivos serotoninérgicos, tais como SSRIs (ex. fluoxetina e fluvoxamina) podem provocar o sindroma serotoninérgico*, o que requer descontinuação imediata do tratamento. * Síndrome serotoninérgico: O síndrome serotoninérgico é uma reacção farmacológica adversa potencialmente fatal ao medicamento, provocada por um excesso de serotonina (ex. por sobredosagem ou por utilização concomitante com outros medicamentos serotoninérgicos) e que pode exigir hospitalização ou mesmo provocar morte. Os sintomas podem ser: - alterações ao estado mental (agitação, confusão, hipomania, eventualmente coma); - alterações neuromusculares (mioclonias, tremores, hiperreflexia, rigidez, acatisia); - hiperatividade autonómica (hipo ou hipertensão, taquicardia, calafrios, hipertermia, sudação); - sintomas gastrointestinais (diarreia) O respeito escrupuloso das doses recomendadas é um fator essencial para prevenir a ocorrência deste síndrome.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brivaracetam + Fluvoxamina

Observações: Os estudos de interação formais foram realizados apenas em adultos.
Interações: Efeitos de outros fármacos sobre a farmacocinética do brivaracetam: Os dados dos estudos in vitro sugerem que o brivaracetam tem um potencial de interação reduzido. A principal via de eliminação do brivaracetam é através da hidrólise CYP-independente. Uma segunda via de eliminação envolve a hidroxilação mediada pelo CYP2C19. As concentrações plasmáticas de brivaracetam podem aumentar quando coadministrado com inibidores potentes do CYP2C19 (por exemplo, Fluconazol, fluvoxamina) mas o risco de uma interação mediada pelo CYP2C19 é considerada reduzida.
Usar com precaução

Clopidogrel + Ácido acetilsalicílico + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Outras terapêuticas concomitantes com clopidogrel: Uma vez que o clopidogrel é metabolizado no seu metabolito ativo em parte pelo CYP2C19, o uso de medicamentos que inibem a atividade desta enzima têm um resultado esperado de redução dos níveis do metabolito ativo do clopidogrel. A relevância clínica desta interação é incerta. Como precaução o uso concomitante de inibidores fortes ou moderados do CYP2C19 deve ser desencorajado. Os medicamentos que inibem o CYP2C19 incluem omeprazol e esomeprazol, fluvoxamina, fluoxetina, moclobemida, voriconazol, fluconazol, ticlopidina, ciprofloxacina, cimetidina, carbamazepina, oxcarbazepina e cloranfenicol.
Usar com precaução

Tasimelteom + Fluvoxamina

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Recomenda-se precaução ao administrar o tasimelteom em associação com a fluvoxamina ou outros inibidores potentes da CYP1A2, como a ciprofloxacina e a enoxacina, devido a um aumento potencialmente significativo da exposição ao tasimelteom e ao risco mais elevado de reações adversas: a AUC0-inf e a Cmax do tasimelteom aumentaram 7 vezes e 2 vezes, respetivamente, quando o medicamento foi administrado de forma concomitante com fluvoxamina 50 mg (após 6 dias de fluvoxamina 50 mg/dia).
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Eltrombopag + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Efeito de outros medicamentos no eltrombopag: Inibidores e indutores do CYP1A2 e CYP2C8: O eltrombopag é metabolizado através de várias vias incluindo o CYP1A2, CYP2C8, UGT1A1, e UGT1A3. É pouco provável que os medicamentos que inibem ou induzem uma única enzima afetem significativamente as concentrações plasmáticas de eltrombopag; enquanto os medicamentos que inibem ou induzem múltiplas enzimas têm o potencial para aumentar (por ex. fluvoxamina) ou diminuir (por ex. rifampicina) as concentrações de eltrombopag.
Não recomendado/Evitar

Reboxetina + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Estudos in vitro de metabolismo indicaram que a reboxetina é principalmente metabolizada pela isoenzima CYP3A4 do citocromo P450; a reboxetina não é metabolizada pela CYP2D6. Por conseguinte, espera-se que inibidores potentes da CYP3A4 (cetoconazol, nefazodona, eritromicina e fluvoxamina) aumentem a concentração plasmática de reboxetina. Num estudo realizado em voluntários saudáveis, o cetoconazol, um potente inibidor da CYP3A4, aumentou a concentração plasmática dos enantiómeros da reboxetina, em aproximadamente 50%. A inibição da eliminação é uma importante preocupação devido à margem terapêutica estreita da reboxetina. Por conseguinte, a reboxetina não deve ser administrada em conjunto com medicamentos que inibam a CYP3A4, tais como fármacos antifúngicos do grupo azol, antibióticos macrólidos, como a eritromicina ou a fluvoxamina.
Usar com precaução

Asenapina + Fluvoxamina

Observações: A asenapina é principalmente eliminada através de glucuronidação direta pelo UGT1A4 e metabolismo oxidativo pelas isoenzimas do citocromo P450 (predominantemente do CYP1A2). Devido às suas propriedades antagonistas α1-adrenérgicas com potencial para induzir hipotensão ortostática), Asenapina pode potenciar os efeitos de certos antihipertensores. Os estudos in vitro indicam que a asenapina é um inibidor fraco do CYP2D6.
Interações: Foram estudados os potenciais efeitos dos inibidores e de um indutor de várias destas vias enzimáticas sobre a farmacocinética da asenapina, especificamente a fluvoxamina (inibidor do CYP1A2), paroxetina (inibidor do CYP2D6), imipramina (inibidor do CYP1A2/2C19/3A4), cimetidina (inibidor do CYP3A4/2D6/1A2), carbamazepina (indutor do CYP3A4/1A2) e valproato (inibidor do UGT). Com exceção da fluvoxamina, nenhuma das interações medicamentosas resultou em alterações clinicamente relevantes na farmacocinética da asenapina. A administração concomitante de uma dose única de 5 mg de asenapina e 25 mg de fluvoxamina duas vez por dia resultou num aumento de 29% da AUC da asenapina. É esperado que a dose terapêutica total de fluvoxamina produza um aumento maior nas concentrações plasmáticas de asenapina. Consequentemente, a administração concomitante de asenapina e fluvoxamina deve ser abordada com precaução.
Usar com precaução

Erlotinib + Fluvoxamina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Erlotinib e outros substratos do CYP: O erlotinib, in vitro, é um inibidor potente do CYP1A1, e um inibidor moderado do CYP3A4 e do CYP2C8, bem como um forte inibidor da glucuronidação por UGT1A1. Desconhece-se a relevância fisiológica da forte inibição do CYP1A1 devido à muito limitada expressão do CYP1A1 nos tecidos humanos. Quando o erlotinib foi administrado em simultâneo com ciprofloxacina, um inibidor moderado do CYP1A2, a exposição ao erlotinib [AUC] aumentou significativamente em 39% enquanto que não houve alteração estatisticamente significativa da concentração máxima (Cmax). Da mesma forma, a exposição ao metabolito ativo aumentou em cerca de 60% e 48% para a AUC e Cmax, respetivamente. A relevância clínica deste aumento não foi estabelecida. Quando a ciprofloxacina ou inibidores potentes do CYP1A2 (por ex. fluvoxamina) são associados com erlotinib, deve ter-se precaução. Caso se observem reações adversas relacionadas com erlotinib, a dose de erlotinib pode ser reduzida. O pré-tratamento ou a coadministração de Erlotinib não alterou a clearance de substratos prototípicos do CYP3A4, midazolam e eritromicina, mas parece ter originado uma diminuição da biodisponibilidade oral do midazolam até 24%. Noutro ensaio clínico, o erlotinib revelou não afetar os parâmetros farmacocinéticos do paclitaxel, substrato do CYP3A4/2C8, administrado concomitantemente. Desta forma, são improváveis interações significativas na clearance de outros substratos do CYP3A4.
Não recomendado/Evitar

Melatonina + Fluvoxamina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Interações farmacocinéticas: Observou-se que a melatonina induz o CYP3A in vitro em concentrações supraterapêuticas. Desconhece-se a relevância clínica desta observação. Caso a indução ocorra, esta pode dar origem a concentrações plasmáticas reduzidas de medicamentos administrados concomitantemente. A melatonina não induz as enzimas CYP1A in vitro a concentrações supraterapêuticas. Assim, as interações entre a melatonina e outras substâncias ativas em consequência do efeito da melatonina sobre as enzimas CYP1A não deverão ser significativas. O metabolismo da melatonina é principalmente mediado pelas enzimas CYP1A. Por este motivo, é possível que se registem interações entre a melatonina e outras substâncias ativas em consequência do seu efeito sobre as enzimas CYP1A.
Interações: Deverá agir-se com precaução no caso de doentes a tomar fluvoxamina, pois esta aumenta os níveis de melatonina (AUC 17 vezes superior e C max sérica 12 vezes superior), por inibição do seu metabolismo pelas isoenzimas CYP1A2 e CYP2C19 do citocromo hepático P450 (CYP). Esta combinação deve ser evitada.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metadona + Fluvoxamina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas: Inibidores da enzima CYP3A4: A metadona é um substrato do CYP3A4. Por inibição de CYP3A4 a depuração da metadona é reduzida. A administração concomitante de inibidores do CYP3A4 (por exemplo, canabinóides, claritromicina, delavirdina, eritromicina, ciprofloxacina, fluconazol, sumo de toranja, cimetidina, itraconazol, cetoconazol, fluoxetina, fluvoxamina, nefazodona e telitromicina) pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas da metadona. Verificou-se um aumento de 40-100% da relação entre os níveis séricos e a dose de metadona com o tratamento concomitante com fluvoxamina. Se estes medicamentos forem prescritos a doentes em tratamento de manutenção com metadona, deve-se estar consciente do risco de sobredosagem.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antidepressores (tricíclicos) + Fluvoxamina

Observações: Inibição da recaptação de aminas nos neurónios adrenérgicos pós-ganglionares. Efeitos antimuscarínicos aditivos com fármacos antimuscarínicos. Indução do metabolismo. Susceptíveis à inibição do metabolismo pelo CYP2D6 e outras enzimas CYP450.
Interações: Inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS): a fluoxetina e paroxetina inibem o CYP 2D6 e reduzem o metabolismo de antidepressores metabolizados por esta enzima. O citalopram, sertralina e fluvoxamina são inibidores fracos do CYP3A4 e podem inibir o metabolismo de antidepressores metabolizados por estas enzimas - Fluvoxamina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexlansoprazol + Fluvoxamina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Foi demonstrado que o CYP2C19 e o CYP3A4 estão envolvidos no metabolismo do dexlansoprazol. O dexlansoprazol pode interferir com a absorção de medicamentos para os quais o pH gástrico é crítico em termos de biodisponibilidade. Estudos in vitro demonstraram que não é provável que Dexlansoprazol iniba as isoformas do CYP 1A1, 1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2D6, 2E1 ou 3A4. Assim sendo, não são de esperar interações clinicamente relevantes com fármacos metabolizados por estas enzimas do CYP. Medicamentos transportados pela glicoproteína P: Observou-se que o lansoprazol inibe a proteína transportadora, P-gp in vitro. Podem esperar-se efeitos semelhantes com o dexlansoprazol. A relevância clínica deste facto é desconhecida.
Interações: Os inibidores do CYP2C19 (como a fluvoxamina) aumentariam muito provavelmente a exposição sistémica do dexlansoprazol.
Consultar informação actualizada

Bendamustina + Fluvoxamina

Observações: Não foram realizados estudos de interacção in vivo. Qualquer tratamento que reduza a capacidade de desempenho do doente ou afecte o funcionamento da medula óssea pode aumentar a toxicidade de Bendamustina. O metabolismo da bendamustina envolve a isoenzima 1A2 do citocromo P450 (CYP).
Interações: Existe a possibilidade de interacção com inibidores da CYP1A2, como a fluvoxamina, ciprofloxacina, aciclovir e cimetidina.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fluvoxamina + Varfarina

Observações: n.d.
Interações: CYP2C: Varfarina: Quando administrada com fluvoxamina, as concentrações plasmáticas de varfarina foram significativamente aumentadas e os tempos de protrombina prolongados. As isoenzimas do citocromo P450 envolvidas no metabolismo da varfarina incluem 2C9, 2C19, 2C8, 2C18, 1A2 e 3A4. O 2C9 é provavelmente a forma principal humana do citocromo P450 hepático que modula a atividade anticoagulante in vivo da varfarina.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Inibidores da bomba de protões (IBP) + Fluvoxamina

Observações: A redução da acidez gástrica pode alterar a absorção de fármacos para os quais a acidez gástrica afecta a biodisponibilidade; Todos são metabolizados pelo cit. P450, incluindo o CYP2C19 e o CYP3A4; São raras as interacções clinicamente significativas.
Interações: Aumentam a concentração plasmática de: - Fluvoxamina
Não recomendado/Evitar

Fluvoxamina + Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)

Observações: n.d.
Interações: A fluvoxamina não deve ser usada em combinação com inibidores da MAO.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Outros medicamentos

Observações: n.d.
Interações: A fluvoxamina é um potente inibidor do CYP1A2, e em menor extensão de CYP2C e CYP3A4. Fármacos amplamente metabolizados por essas isoenzimas são eliminados mais lentamente e poderão ter níveis plasmáticos mais elevados quando administrados concomitantemente com fluvoxamina. Isto é particularmente relevante para fármacos com uma estreita margem terapêutica. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomenda-se o ajustamento da dose desses fármacos. A fluvoxamina tem efeitos inibidores marginais sobre CYP2D6 e parece não afetar o metabolismo não-oxidativo ou a excreção renal.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Clomipramina

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Tem-se referido um aumento dos níveis plasmáticos previamente estabilizados dos antidepressivos tricíclicos (por ex..: clomipramina, imipramina e amitriptilina) e neurolépticos (por ex.: clozapina e olanzapina) amplamente metabolizados através do citocromo P450 1 A 2, quando usados em conjunto com a fluvoxamina. Uma redução da dose desses fármacos deve ser considerada se se iniciar tratamento com fluvoxamina.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Imipramina

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Tem-se referido um aumento dos níveis plasmáticos previamente estabilizados dos antidepressivos tricíclicos (por ex..: clomipramina, imipramina e amitriptilina) e neurolépticos (por ex.: clozapina e olanzapina) amplamente metabolizados através do citocromo P450 1 A 2, quando usados em conjunto com a fluvoxamina. Uma redução da dose desses fármacos deve ser considerada se se iniciar tratamento com fluvoxamina.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Amitriptilina

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Tem-se referido um aumento dos níveis plasmáticos previamente estabilizados dos antidepressivos tricíclicos (por ex..: clomipramina, imipramina e amitriptilina) e neurolépticos (por ex.: clozapina e olanzapina) amplamente metabolizados através do citocromo P450 1 A 2, quando usados em conjunto com a fluvoxamina. Uma redução da dose desses fármacos deve ser considerada se se iniciar tratamento com fluvoxamina.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Neurolépticos

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Tem-se referido um aumento dos níveis plasmáticos previamente estabilizados dos antidepressivos tricíclicos (por ex..: clomipramina, imipramina e amitriptilina) e neurolépticos (por ex.: clozapina e olanzapina) amplamente metabolizados através do citocromo P450 1 A 2, quando usados em conjunto com a fluvoxamina. Uma redução da dose desses fármacos deve ser considerada se se iniciar tratamento com fluvoxamina.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Clozapina

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Tem-se referido um aumento dos níveis plasmáticos previamente estabilizados dos antidepressivos tricíclicos (por ex..: clomipramina, imipramina e amitriptilina) e neurolépticos (por ex.: clozapina e olanzapina) amplamente metabolizados através do citocromo P450 1 A 2, quando usados em conjunto com a fluvoxamina. Uma redução da dose desses fármacos deve ser considerada se se iniciar tratamento com fluvoxamina.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Olanzapina

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Tem-se referido um aumento dos níveis plasmáticos previamente estabilizados dos antidepressivos tricíclicos (por ex..: clomipramina, imipramina e amitriptilina) e neurolépticos (por ex.: clozapina e olanzapina) amplamente metabolizados através do citocromo P450 1 A 2, quando usados em conjunto com a fluvoxamina. Uma redução da dose desses fármacos deve ser considerada se se iniciar tratamento com fluvoxamina.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Tacrina

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Doentes a quem se administra concomitantemente fluvoxamina e drogas com margem terapêutica estreita metabolizadas pelo CYP1A2 (tais como tacrina, teofilina, metadona e mexiletina) devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomenda-se o ajustamento da dose dessas drogas.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Teofilina

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Doentes a quem se administra concomitantemente fluvoxamina e drogas com margem terapêutica estreita metabolizadas pelo CYP1A2 (tais como tacrina, teofilina, metadona e mexiletina) devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomenda-se o ajustamento da dose dessas drogas.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Metadona

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Doentes a quem se administra concomitantemente fluvoxamina e drogas com margem terapêutica estreita metabolizadas pelo CYP1A2 (tais como tacrina, teofilina, metadona e mexiletina) devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomenda-se o ajustamento da dose dessas drogas.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Mexiletina

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Doentes a quem se administra concomitantemente fluvoxamina e drogas com margem terapêutica estreita metabolizadas pelo CYP1A2 (tais como tacrina, teofilina, metadona e mexiletina) devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomenda-se o ajustamento da dose dessas drogas.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Tioridazina

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Foram relatados casos isolados de toxicidade cardíaca quando a fluvoxamina foi usada em combinação com tioridazina.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Propranolol

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Uma vez que estão aumentadas as concentrações plasmáticas de propranolol administrado concomitantemente com fluvoxamina, pode ser necessário reduzir a dose de propranolol.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Cafeína

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Assim, doentes que consomem elevadas quantidades de bebidas contendo cafeína deverão reduzir a sua ingestão quando em tratamento com fluvoxamina e se observarem efeitos adversos à cafeína (tremor, palpitações, náusea, intranquilidade, insónia).
Usar com precaução

Fluvoxamina + Ropinirol

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Como as concentrações plasmáticas de ropinirol podem estar aumentadas em combinação com fluvoxamina, aumentando assim o risco de sobredosagem, pode ser requerida vigilância e redução da posologia de ropinirol durante o tratamento com fluvoxamina e após a sua retirada.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Fenitoína

Observações: n.d.
Interações: CYP2C: Doentes recebendo administração concomitante de fluvoxamina e drogas com estreita margem terapêutica metabolizadas pelo CYP2C (tal como a fenitoína) devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomenda-se ajustamento da dose dessas drogas. Varfarina: Quando administrada com fluvoxamina, as concentrações plasmáticas de varfarina foram significativamente aumentadas e os tempos de protrombina prolongados. As isoenzimas do citocromo P450 envolvidas no metabolismo da varfarina incluem 2C9, 2C19, 2C8, 2C18, 1A2 e 3A4. O 2C9 é provavelmente a forma principal humana do citocromo P450 hepático que modula a atividade anticoagulante in vivo da varfarina.
Não recomendado/Evitar

Fluvoxamina + Astemizol

Observações: n.d.
Interações: CYP3A4: Terfenadina, astemizol, cisaprida: A fluvoxamina não deve ser administrada concomitantemente com terfenadina, astemizol ou cisaprida dado que as concentrações plasmáticas podem estar aumentadas, resultando num risco acrescido de prolongamento do intervalo QT/Torsades de Pointes. Devido à ausência de experiência clínica, recomenda-se especial atenção na situação de pós-enfarte do miocárdio.
Não recomendado/Evitar

Fluvoxamina + Cisaprida

Observações: n.d.
Interações: CYP3A4: Terfenadina, astemizol, cisaprida: A fluvoxamina não deve ser administrada concomitantemente com terfenadina, astemizol ou cisaprida dado que as concentrações plasmáticas podem estar aumentadas, resultando num risco acrescido de prolongamento do intervalo QT/Torsades de Pointes. Devido à ausência de experiência clínica, recomenda-se especial atenção na situação de pós-enfarte do miocárdio.
Consultar informação actualizada

Ropinirol + Fluvoxamina

Observações: O ropinirol é metabolizado principalmente pelo isoenzima CYP1A2 do citocromo P450. O tabagismo é conhecido por induzir o metabolismo pela CYP1A2, consequentemente se os doentes deixarem de ou começarem a fumar durante o tratamento com ropinirol, poderá ser necessário um ajuste da dose.
Interações: Nos doentes que já se encontram a efetuar tratamento com ropinirol, poderá ser necessário ajustar a dose de ropinirol quando são introduzidos ou retirados medicamentos conhecidos por inibirem a CYP1A2, p. ex. ciprofloxacina, enoxacina ou fluvoxamina.
Não recomendado/Evitar

Fluvoxamina + Terfenadina

Observações: n.d.
Interações: CYP3A4: Terfenadina, astemizol, cisaprida: A fluvoxamina não deve ser administrada concomitantemente com terfenadina, astemizol ou cisaprida dado que as concentrações plasmáticas podem estar aumentadas, resultando num risco acrescido de prolongamento do intervalo QT/Torsades de Pointes. Devido à ausência de experiência clínica, recomenda-se especial atenção na situação de pós-enfarte do miocárdio.
Usar com precaução

Letermovir + Fluvoxamina

Observações: Informação geral sobre as diferenças na exposição entre os diferentes regimes de tratamento com letermovir - A exposição plasmática esperada de letermovir difere consoante o regime terapêutico utilizado. Desta forma, as consequências clínicas das interações medicamentosas do letermovir vão depender do regime de letermovir utilizado, e se o letermovir está ou não associado à ciclosporina. - A associação de ciclosporina e letermovir pode levar a efeitos potenciados ou adicionais dos medicamentos concomitantes quando comparado com letermovir isoladamente.
Interações: Inibidores da gp-P/BCRP Resultados in vitro indicam que letermovir é um substrato da gp-P/BCRP. Não se antecipa que a alteração da concentração plasmática de letermovir, devido à inibição da gp-P/BCRP, seja clinicamente relevante. Contudo, aconselha-se precaução se forem adicionados inibidores gp-P/BCRP à associação de letermovir com ciclosporina. - Exemplos de inibidores da gp-P/BCRP incluem claritromicina, eritromicina, azitromicina, itraconazol, cetoconazol, verapamilo, quinidina, fluvoxamina, ranolazina e alguns dos inibidores da protease do VIH.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: CYP3A4: Doentes com administração concomitante de fluvoxamina e fármacos metabolizados pelo CYP3A4 com uma margem terapêutica estreita (tais como carbamazepina e ciclosporina) devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomenda-se um ajuste da dose.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Ciclosporina

Observações: n.d.
Interações: CYP3A4: Doentes com administração concomitante de fluvoxamina e fármacos metabolizados pelo CYP3A4 com uma margem terapêutica estreita (tais como carbamazepina e ciclosporina) devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomenda-se um ajuste da dose.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de lítio + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Antidepressivos serotoninérgicos, tais como SSRIs (ex. fluoxetina e fluvoxamina) podem provocar o sindroma serotoninérgico*, o que requer descontinuação imediata do tratamento. * Síndrome serotoninérgico: O síndrome serotoninérgico é uma reacção farmacológica adversa potencialmente fatal ao medicamento, provocada por um excesso de serotonina (ex. por sobredosagem ou por utilização concomitante com outros medicamentos serotoninérgicos) e que pode exigir hospitalização ou mesmo provocar morte. Os sintomas podem ser: - alterações ao estado mental (agitação, confusão, hipomania, eventualmente coma); - alterações neuromusculares (mioclonias, tremores, hiperreflexia, rigidez, acatisia); - hiperatividade autonómica (hipo ou hipertensão, taquicardia, calafrios, hipertermia, sudação); - sintomas gastrointestinais (diarreia) O respeito escrupuloso das doses recomendadas é um fator essencial para prevenir a ocorrência deste síndrome.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Benzodiazepinas

Observações: n.d.
Interações: CYP3A4: Os níveis plasmáticos de benzodiazepinas metabolizadas por via oxidativa (tais como triazolam, midazolam, alprazolam e diazepam) é provável que aumentem quando administrados concomitantemente com fluvoxamina. A dosagem destas benzodiazepinas deve ser reduzida durante a administração concomitante com fluvoxamina.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Alprazolam

Observações: n.d.
Interações: CYP3A4: Os níveis plasmáticos de benzodiazepinas metabolizadas por via oxidativa (tais como triazolam, midazolam, alprazolam e diazepam) é provável que aumentem quando administrados concomitantemente com fluvoxamina. A dosagem destas benzodiazepinas deve ser reduzida durante a administração concomitante com fluvoxamina.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cisaprida + Fluvoxamina

Observações: Susceptível à inibição do metabolismo por inibidores do CYP3A4. Concentrações séricas elevadas de cisaprida podem ser causa de arritmias ventriculares
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da cisaprida, com possível arritmia ventricular: Inibidores selectivos da recaptação de serotonina (ISRS): a fluvoxamina inibe o CYP3A4 e, provavelmente, reduz o metabolismo de cisaprida; possível arritmia ventricular - Fluvoxamina
Usar com precaução

Fluvoxamina + Diazepam

Observações: n.d.
Interações: CYP3A4: Os níveis plasmáticos de benzodiazepinas metabolizadas por via oxidativa (tais como triazolam, midazolam, alprazolam e diazepam) é provável que aumentem quando administrados concomitantemente com fluvoxamina. A dosagem destas benzodiazepinas deve ser reduzida durante a administração concomitante com fluvoxamina.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Midazolam

Observações: n.d.
Interações: CYP3A4: Os níveis plasmáticos de benzodiazepinas metabolizadas por via oxidativa (tais como triazolam, midazolam, alprazolam e diazepam) é provável que aumentem quando administrados concomitantemente com fluvoxamina. A dosagem destas benzodiazepinas deve ser reduzida durante a administração concomitante com fluvoxamina.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Triazolam

Observações: n.d.
Interações: CYP3A4: Os níveis plasmáticos de benzodiazepinas metabolizadas por via oxidativa (tais como triazolam, midazolam, alprazolam e diazepam) é provável que aumentem quando administrados concomitantemente com fluvoxamina. A dosagem destas benzodiazepinas deve ser reduzida durante a administração concomitante com fluvoxamina.
Sem efeito descrito

Anagrelida + Fluvoxamina

Observações: Foram conduzidos estudos farmacocinéticos e/ou farmacodinâmicos limitados para investigar possíveis interações entre o anagrelida e outros medicamentos. Só foram realizados estudos de interação em adultos.
Interações: Anagrelida é principalmente metabolizado pelo CYP1A2. Sabe-se que o CYP1A2 é inibido por vários medicamentos, incluindo a fluvoxamina e enoxacina, e os referidos medicamentos poderão, teoricamente, influenciar de forma adversa a depuração do anagrelida. Estudos de interação in vivo efetuados em seres humanos demonstraram que a digoxina e a varfarina não afetam as propriedades farmacocinéticas do anagrelida.
Sem efeito descrito

Fluvoxamina + Digoxina

Observações: n.d.
Interações: Glucuronidação: A fluvoxamina não influencia as concentrações plasmáticas de digoxina.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lansoprazol + Fluvoxamina

Observações: O lansoprazol pode interferir com a absorção de medicamentos para os quais o pH gástrico é crítico em termos de biodisponibilidade. O lansoprazol pode aumentar as concentrações plasmáticas de medicamentos metabolizados através do CYP3A4. Aconselha-se cuidado ao combinar o lansoprazol com fármacos metabolizados por esta enzima e que tenham uma janela terapêutica estreita. Observou-se que o lansoprazol inibe a proteína de transporte, glicoproteína P (P-gp) in vitro. A relevância clínica deste facto é desconhecida.
Interações: Quando o lansoprazol é combinado com o inibidor do CYP2C19 fluvoxamina pode considerar-se uma redução da dose. As concentrações plasmáticas do lansoprazol aumentam até 4 vezes.
Não recomendado/Evitar

Ropivacaína + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: O citocromo P450 (CYP) 1A2 está envolvido na formação da 3-hidroxi-ropivacaína, o metabolito “major”. In vivo a eliminação plasmática da ropivacaína foi reduzida em 77% com a coadministração de fluvoxamina, um potente inibidor seletivo do CYP1A2. Assim, inibidores potentes do CYP1A2, tais como a fluvoxamina ou enoxacina, administrados concomitantemente durante administração prolongada de ropivacaína, podem interagir com este. A administração prolongada de ropivacaína deve ser evitada em doentes em tratamento concomitante com potentes inibidores do CYP1A2.
Sem efeito descrito

Fluvoxamina + Atenolol

Observações: n.d.
Interações: Excreção renal: A fluvoxamina não influencia as concentrações plasmáticas de atenolol.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fluvoxamina + Hipericão (Erva de S. João)

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Os efeitos serotoninérgicos da fluvoxamina podem ser potenciados quando usada em combinação com outros serotoninérgicos (incluindo triptanos, ISRS’s e preparações à base de erva de S. João ou Hipericão).
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fluvoxamina + Triptanos

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Os efeitos serotoninérgicos da fluvoxamina podem ser potenciados quando usada em combinação com outros serotoninérgicos (incluindo triptanos, ISRS’s e preparações à base de erva de S. João ou Hipericão).
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fluvoxamina + Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) (SSRIs)

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Os efeitos serotoninérgicos da fluvoxamina podem ser potenciados quando usada em combinação com outros serotoninérgicos (incluindo triptanos, ISRS’s e preparações à base de erva de S. João ou Hipericão).
Usar com precaução

Fluvoxamina + Lítio

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: A fluvoxamina tem sido usada em combinação com lítio no tratamento de doentes com depressão grave resistente aos fármacos. Contudo, o lítio (e possivelmente o triptofano) potencia os efeitos serotoninérgicos da fluvoxamina. A combinação deve ser usada com precaução em doentes com depressão grave resistente aos fármacos.
Usar com precaução

Fluvoxamina + Triptófano

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: A fluvoxamina tem sido usada em combinação com lítio no tratamento de doentes com depressão grave resistente aos fármacos. Contudo, o lítio (e possivelmente o triptofano) potencia os efeitos serotoninérgicos da fluvoxamina. A combinação deve ser usada com precaução em doentes com depressão grave resistente aos fármacos.
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Fluvoxamina
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Não deve ser utilizada durante o período de amamentação.

Durante o tratamento com Fluvoxamina pode ocorrer alguma sonolência, pelo que se recomenda precaução até que tenha sido avaliada a forma como o medicamento afecta o paciente.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 31 de Outubro de 2019