Baricitinib

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI/Medicamento sujeito a Monitorização Adicional
O que é
Baricitinib pertence a um grupo de medicamentos designados por inibidores da Janus quinase, que ajudam a reduzir a inflamação.

Baricitinib é utilizado para tratar adultos com artrite reumatóide moderada a grave, uma doença inflamatória das articulações, se a terapêutica anterior não resultou suficientemente bem ou não foi tolerada. Baricitinib pode ser utilizado como único medicamento ou juntamente com outros medicamentos, como o metotrexato.

Baricitinib atua, reduzindo a atividade de uma enzima do organismo denominada “Janus quinase”, que está envolvida na inflamação. Ao reduzir a atividade desta enzima, Baricitinib ajuda a reduzir a dor, a rigidez e o inchaço das suas articulações, ajuda a reduzir o cansaço e ajuda a diminuir a progressão das lesões no osso e nas cartilagens das articulações. Estes efeitos podem ajudá-lo a realizar as suas atividades diárias normais e, assim, melhorar a qualidade de vida relacionada com a saúde dos doentes com artrite reumatóide.
Usos comuns
Baricitinib é indicado para tratamento da artrite reumatóide ativa moderada a grave em doentes adultos com resposta inadequada ou intolerância a um ou mais antirreumatismais modificadores da doença. Baricitinib pode ser usado em monoterapia ou em associação com metotrexato.
Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
Baricitinib é indicado para tratamento da artrite reumatóide ativa moderada a grave em doentes adultos com resposta inadequada ou intolerância a um ou mais antirreumatismais modificadores da doença. Baricitinib pode ser usado em monoterapia ou em associação com metotrexato.
Classificação CFT
16.03     IMUNOMODULADORES
Mecanismo De Ação
O baricitinib é um inibidor seletivo e reversível da Janus quinase (JAK)1 e JAK2. Em ensaios de enzimas isoladas, o baricitinib inibiu as atividades da JAK1, JAK2, Tirosina quinase 2 e JAK3 com valores IC50 de 5,9; 5,7; 53 e > 400 nM, respetivamente.

As Janus quinases (JAK) são enzimas que fazem a transdução dos sinais intracelulares dos recetores da superfície celular de várias citoquinas e fatores de crescimento envolvidos na hematopoiese, inflamação e função imunitária. Na via de sinalização intracelular, as JAK fosforilam e ativam transdutores de sinal e ativadores de transcrição (STAT), que ativam a expressão dos genes no interior da célula. O baricitinib modula estas vias de sinalização, inibindo parcialmente a atividade enzimática da JAK1 e JAK2, reduzindo assim a fosforilação e ativação dos STAT.
Posologia Orientativa
A dose recomendada de Baricitinib é de 4 mg uma vez por dia.

Para doentes com ≥ 75 anos de idade, a dose adequada é de 2 mg uma vez por dia, que pode também ser a mais apropriada para doentes com história de infeções crónicas ou recorrentes. Pode considerar-se também uma dose de 2 mg uma vez por dia para doentes que conseguiram manter o controlo da atividade da doença com a dose de 4 mg uma vez por dia e são elegíveis para redução da dose.
Administração
O tratamento deve ser iniciado por médicos experientes no diagnóstico e tratamento da artrite reumatóide.

Administração oral.

Baricitinib deve ser tomado uma vez por dia com ou sem alimentos e pode ser tomado a qualquer hora do dia.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Baricitinib.

Gravidez.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Infeção como a zona, que podem afetar até 1 em 10 pessoas:
Informe imediatamente o seu médico ou procure ajuda médica, se tiver os seguintes sintomas, que podem ser sinais de zona (herpes zoster):
- Erupção cutânea dolorosa com bolhas e febre

Efeitos secundários muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas):
- infeções da garganta e do nariz
- níveis altos de gordura no sangue (colesterol) revelados por uma análise ao sangue

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):
- aftas (herpes simplex)
- infeção que provoque dores de estômago ou diarreia (gastroenterite)
- infeção urinária
- número elevado de plaquetas (células envolvidas na coagulação do sangue), revelado por uma análise ao sangue
- sentir indisposição no estômago (náusea)
- níveis elevados de enzimas hepáticas, revelados por uma análise ao sangue

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):
- número baixo de glóbulos brancos (neutrófilos), revelado por uma análise ao sangue
- aumento de uma enzima denominada creatina quinase, revelado por uma análise ao sangue
- níveis elevados de gordura no sangue (triglicéridos), revelados por uma análise ao sangue
- acne
- aumento de peso
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não utilizar durante a gravidez
Aleitamento
Aleitamento:ão utilizar durante a amamentação
Precauções Gerais
Infeções
Baricitinib está associado a uma taxa acrescida de infeções, tais como infeções do trato respiratório superior, em comparação com o placebo. Em doentes não previamente tratados, a terapêutica combinada com metotrexato resultou num aumento da frequência de infeções em comparação com a monoterapia com baricitinib. Os riscos e benefícios do tratamento com Baricitinib devem ser cuidadosamente avaliados antes do início do tratamento em doentes com infeções ativas, crónicas ou recorrentes. Se se desenvolver uma infeção, o doente deverá ser cuidadosamente monitorizado, e o tratamento com Baricitinib temporariamente interrompido, se o doente não responder ao tratamento padrão. O tratamento com Baricitinib só deverá ser retomado, depois da resolução da infeção.

Tuberculose
Deve ser feito o rastreio da tuberculose (TB) antes de os doentes iniciarem o tratamento com Baricitinib. Baricitinib não deve ser administrado a doentes com TB ativa. Deverá considerar-se terapêutica anti-TB antes de iniciar o tratamento com Baricitinib em doentes com TB latente previamente não tratada.

Anomalias hematológicas
Nos ensaios clínicos foram notificadas contagens absolutas de neutrófilos (ANC) < 1 x 109 células/l, contagens absolutas de linfócitos (ALC) < 0,5 x 109 células/l e hemoglobina < 8 g/dl em menos de 1% dos doentes. Se, durante o tratamento de rotina do doente, se observarem ANC < 1 x 109 células/l, ALC < 0,5 x 109 células/l ou hemoglobina < 8 g/dl, o tratamento com Baricitinib não deve ser iniciado, ou deve ser temporariamente interrompido.

O risco de linfocitose é maior em doentes idosos com artrite reumatóide. Foram notificados casos raros de doenças linfoproliferativas.

Reativação viral
Nos estudos clínicos foi notificada reativação viral, incluindo casos de reativação do vírus herpes (por exemplo, herpes zoster, herpes simplex). Herpes zoester foi notificado com maior frequência em doentes com ≥ 65 anos de idade anteriormente tratados com fármacos antireumatismais modificadores da doença (DMARDs) biológicos e convencionais. Se um doente desenvolver herpes zoster, o tratamento com Baricitinib deverá ser temporariamente interrompido até à resolução do episódio.

Antes de iniciar o tratamento com Baricitinib, deverá fazer-se o rastreio de hepatite viral, de acordo com as orientações clínicas. Os doentes com evidência de hepatite B ou C ativa foram excluídos dos ensaios clínicos. Os doentes positivos para anticorpos do vírus da hepatite C, mas negativos para o ARN do vírus da hepatite C foram autorizados a participar. Os doentes com anticorpos de superfície da hepatite B e anticorpos anti-nucleares da hepatite B, sem anticorpos contra o antígeno de superfície da hepatite B, também foram autorizados a participar; estes doentes devem ser monitorizados relativamente à expressão do ADN do vírus da hepatite B (VHB). Se a presença de DNA-VHB for detetada, deverá ser consultado um especialista em doenças hepáticas para determinar se se justifica a interrupção do tratamento.

Vacinação
Não há dados disponíveis sobre a resposta à vacinação com vacinas vivas ou inativadas em doentes tratados com baricitinib. Não se recomenda a utilização de vacinas vivas atenuadas durante, ou imediatamente antes, do tratamento com Baricitinib. Deverão ser seguidas as orientações terapêuticas internacionais sobre a vacinação de doentes com artrite reumatóide, se se considerar a vacinação contra a varicela zoster antes do tratamento com Baricitinib.

Lípidos
Foram notificadas elevações dos parâmetros dos lípidos no sangue, dependentes da dose, em doentes tratados com baricitinib em comparação com placebo. Elevações do colesterol LDL diminuíram para os níveis anteriores ao tratamento em resposta à terapêutica com estatinas. Recomenda-se a avaliação dos parâmetros lipídicos aproximadamente 12 semanas depois do início do tratamento com Baricitinib. Depois disso, os doentes devem ser tratados de acordo com as orientações clínicas internacionais para a hiperlipidemia. O efeito destas elevações dos parâmetros lipídicos sobre a morbilidade e mortalidade cardiovascular não foi determinado.

Elevação das transaminases hepáticas
Nos ensaios clínicos, foram notificadas elevações da alanina transaminase (ALT) e da aspartato transaminase (AST) para ≥ 5 e ≥ 10 x o limite superior do normal (LSN) em menos de 1 % dos doentes. Em doentes sem tratamento prévio, a terapêutica combinada com metotrexato resultou numa frequência acrescida de elevações das transaminases hepáticas em comparação com a monoterapia com baricitinib. Se se observarem elevações da ALT ou AST durante o tratamento, ou se suspeitar de doença hepática induzida pelo fármaco, o tratamento com Baricitinib deve ser temporariamente interrompido até que o diagnóstico seja excluído.

Neoplasias malignas
O risco de neoplasias malignas, incluindo linfoma, é maior em doentes com artrite reumatóide. Os medicamentos imunomoduladores podem aumentar o risco de neoplasias malignas, incluindo linfoma. Os dados clínicos disponíveis são insuficientes para avaliar a incidência potencial de neoplasias malignas após a exposição ao baricitinib. Estão em curso avaliações da segurança a longo prazo.

Medicamentos imunossupressores
Não se recomenda a associação com DMARDs biológicos ou outros inibidores da Janus quinase (JAK), pois não se pode excluir o risco de um efeito aditivo de imunossupressão. Os dados sobre a utilização de baricitinib com imunossupressores potentes (por exemplo, azatioprina, tacrolimus, ciclosporina) são limitados, recomendando-se precaução aquando da utilização destas associações.
Cuidados com a Dieta
Pode ser tomado com alimentos.
Terapêutica Interrompida
Caso se tenha esquecido de tomar Baricitinib
- Se se esqueceu de tomar este medicamento, tome-o assim que se lembrar
- Se se esqueceu de o tomar durante um dia inteiro, omita a dose de que se esqueceu e tome uma dose única no dia seguinte, como habitualmente.
- Não tome uma dose a dobrar para compensar um comprimido que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Este medicamento não necessita de condições especiais de conservação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Baricitinib + Imunossupressores

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos imunossupressores: A associação com DMARDs biológicos ou outros inibidores da JAK não foi estudada. A utilização de baricitinib com medicamentos imunossupressores potentes, como azatioprina, tacrolimus ou ciclosporina foi limitada nos estudos clínicos de baricitinb, não sendo possível excluir o risco de um efeito aditivo de imunossupressão.

Baricitinib + Azatioprina

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos imunossupressores: A associação com DMARDs biológicos ou outros inibidores da JAK não foi estudada. A utilização de baricitinib com medicamentos imunossupressores potentes, como azatioprina, tacrolimus ou ciclosporina foi limitada nos estudos clínicos de baricitinb, não sendo possível excluir o risco de um efeito aditivo de imunossupressão.

Baricitinib + Tacrolímus

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos imunossupressores: A associação com DMARDs biológicos ou outros inibidores da JAK não foi estudada. A utilização de baricitinib com medicamentos imunossupressores potentes, como azatioprina, tacrolimus ou ciclosporina foi limitada nos estudos clínicos de baricitinb, não sendo possível excluir o risco de um efeito aditivo de imunossupressão.

Baricitinib + Ciclosporina

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos imunossupressores: A associação com DMARDs biológicos ou outros inibidores da JAK não foi estudada. A utilização de baricitinib com medicamentos imunossupressores potentes, como azatioprina, tacrolimus ou ciclosporina foi limitada nos estudos clínicos de baricitinb, não sendo possível excluir o risco de um efeito aditivo de imunossupressão. Transportadores In vitro, o baricitinib é um substrato do transportador aniónico orgânico-3 (OAT3), da P-glicoproteína (Pgp), da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do transportador de extrusão de múltiplos fármacos e toxinas (MATE)2-K. Num estudo de farmacologia clínica, a administração de probenecida (um inibidor do OAT3 com forte potencial de inibição) resultou num aumento aproximadamente para o dobro da AUC(0-∞), sem alterações da tmax ou Cmax do baricitinib. Consequentemente, a dose recomendada para doentes em tratamento com inibidores do OAT3 com forte potencial de inibição, como o probenecida, é de 2 mg uma vez por dia. Não foi realizado qualquer estudo de farmacologia clínica com inibidores do OAT3 com menor potencial de inibição. O pró-fármaco leflunomida converte-se rapidamente em teriflunomida, que é um inibidor fraco do OAT3, podendo por isso provocar um aumento da exposição ao baricitinib. Uma vez que não foram realizados estudos dedicados de interação, recomenda-se precaução quando leflunomida ou teriflunomida forem administradas concomitantemente com baricitinib. A administração concomitante dos inibidores do OAT3 ibuprofeno e diclofenac pode levar a um aumento da exposição ao baricitinib. No entanto, o seu potencial de inibição do OAT3 é inferior comparativamente ao da probenecida, pelo que não é expectável qualquer interação clinicamente relevante. A administração concomitante de baricitinib e ciclosporina (inibidor de Pgp/BCRP) ou metotrexato (substrato de vários transportadores, incluindo OATP1B1, OAT1, OAT3, BCRP, MRP2, MRP3 e MRP4) não apresentou quaisquer efeitos clinicamente significativos sobre a exposição ao baricitinib.

Baricitinib + Probenecida

Observações: N.D.
Interações: Transportadores In vitro, o baricitinib é um substrato do transportador aniónico orgânico-3 (OAT3), da P-glicoproteína (Pgp), da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do transportador de extrusão de múltiplos fármacos e toxinas (MATE)2-K. Num estudo de farmacologia clínica, a administração de probenecida (um inibidor do OAT3 com forte potencial de inibição) resultou num aumento aproximadamente para o dobro da AUC(0-∞), sem alterações da tmax ou Cmax do baricitinib. Consequentemente, a dose recomendada para doentes em tratamento com inibidores do OAT3 com forte potencial de inibição, como o probenecida, é de 2 mg uma vez por dia. Não foi realizado qualquer estudo de farmacologia clínica com inibidores do OAT3 com menor potencial de inibição. O pró-fármaco leflunomida converte-se rapidamente em teriflunomida, que é um inibidor fraco do OAT3, podendo por isso provocar um aumento da exposição ao baricitinib. Uma vez que não foram realizados estudos dedicados de interação, recomenda-se precaução quando leflunomida ou teriflunomida forem administradas concomitantemente com baricitinib. A administração concomitante dos inibidores do OAT3 ibuprofeno e diclofenac pode levar a um aumento da exposição ao baricitinib. No entanto, o seu potencial de inibição do OAT3 é inferior comparativamente ao da probenecida, pelo que não é expectável qualquer interação clinicamente relevante. A administração concomitante de baricitinib e ciclosporina (inibidor de Pgp/BCRP) ou metotrexato (substrato de vários transportadores, incluindo OATP1B1, OAT1, OAT3, BCRP, MRP2, MRP3 e MRP4) não apresentou quaisquer efeitos clinicamente significativos sobre a exposição ao baricitinib.

Baricitinib + Leflunomida

Observações: N.D.
Interações: Transportadores In vitro, o baricitinib é um substrato do transportador aniónico orgânico-3 (OAT3), da P-glicoproteína (Pgp), da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do transportador de extrusão de múltiplos fármacos e toxinas (MATE)2-K. Num estudo de farmacologia clínica, a administração de probenecida (um inibidor do OAT3 com forte potencial de inibição) resultou num aumento aproximadamente para o dobro da AUC(0-∞), sem alterações da tmax ou Cmax do baricitinib. Consequentemente, a dose recomendada para doentes em tratamento com inibidores do OAT3 com forte potencial de inibição, como o probenecida, é de 2 mg uma vez por dia. Não foi realizado qualquer estudo de farmacologia clínica com inibidores do OAT3 com menor potencial de inibição. O pró-fármaco leflunomida converte-se rapidamente em teriflunomida, que é um inibidor fraco do OAT3, podendo por isso provocar um aumento da exposição ao baricitinib. Uma vez que não foram realizados estudos dedicados de interação, recomenda-se precaução quando leflunomida ou teriflunomida forem administradas concomitantemente com baricitinib. A administração concomitante dos inibidores do OAT3 ibuprofeno e diclofenac pode levar a um aumento da exposição ao baricitinib. No entanto, o seu potencial de inibição do OAT3 é inferior comparativamente ao da probenecida, pelo que não é expectável qualquer interação clinicamente relevante. A administração concomitante de baricitinib e ciclosporina (inibidor de Pgp/BCRP) ou metotrexato (substrato de vários transportadores, incluindo OATP1B1, OAT1, OAT3, BCRP, MRP2, MRP3 e MRP4) não apresentou quaisquer efeitos clinicamente significativos sobre a exposição ao baricitinib.

Baricitinib + Teriflunomida

Observações: N.D.
Interações: Transportadores In vitro, o baricitinib é um substrato do transportador aniónico orgânico-3 (OAT3), da P-glicoproteína (Pgp), da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do transportador de extrusão de múltiplos fármacos e toxinas (MATE)2-K. Num estudo de farmacologia clínica, a administração de probenecida (um inibidor do OAT3 com forte potencial de inibição) resultou num aumento aproximadamente para o dobro da AUC(0-∞), sem alterações da tmax ou Cmax do baricitinib. Consequentemente, a dose recomendada para doentes em tratamento com inibidores do OAT3 com forte potencial de inibição, como o probenecida, é de 2 mg uma vez por dia. Não foi realizado qualquer estudo de farmacologia clínica com inibidores do OAT3 com menor potencial de inibição. O pró-fármaco leflunomida converte-se rapidamente em teriflunomida, que é um inibidor fraco do OAT3, podendo por isso provocar um aumento da exposição ao baricitinib. Uma vez que não foram realizados estudos dedicados de interação, recomenda-se precaução quando leflunomida ou teriflunomida forem administradas concomitantemente com baricitinib. A administração concomitante dos inibidores do OAT3 ibuprofeno e diclofenac pode levar a um aumento da exposição ao baricitinib. No entanto, o seu potencial de inibição do OAT3 é inferior comparativamente ao da probenecida, pelo que não é expectável qualquer interação clinicamente relevante. A administração concomitante de baricitinib e ciclosporina (inibidor de Pgp/BCRP) ou metotrexato (substrato de vários transportadores, incluindo OATP1B1, OAT1, OAT3, BCRP, MRP2, MRP3 e MRP4) não apresentou quaisquer efeitos clinicamente significativos sobre a exposição ao baricitinib.

Baricitinib + Cetoconazol

Observações: N.D.
Interações: Enzimas do citocromo P450 In vitro, baricitinib é uma enzima do substrato do citocromo P450 (CYP)3A4, embora menos de 10% da dose seja metabolizada através de oxidação. Em estudos de farmacologia clínica, a co-administração de baricitinib com cetoconazol (forte inibidor do CYP3A) não resultou em qualquer efeito clinicamente significativo sobre a PK de baricitinib. A co-administração de baricitinib com fluconazol (inibidor moderado do CYP3A/CYP2C19/CYP2C9) ou rifampicina (forte indutor do CYP3A) não causou quaisquer alterações clinicamente significativas da exposição ao baricitinib.

Baricitinib + Fluconazol

Observações: N.D.
Interações: Enzimas do citocromo P450 In vitro, baricitinib é uma enzima do substrato do citocromo P450 (CYP)3A4, embora menos de 10% da dose seja metabolizada através de oxidação. Em estudos de farmacologia clínica, a co-administração de baricitinib com cetoconazol (forte inibidor do CYP3A) não resultou em qualquer efeito clinicamente significativo sobre a PK de baricitinib. A co-administração de baricitinib com fluconazol (inibidor moderado do CYP3A/CYP2C19/CYP2C9) ou rifampicina (forte indutor do CYP3A) não causou quaisquer alterações clinicamente significativas da exposição ao baricitinib.

Baricitinib + Rifampicina

Observações: N.D.
Interações: Enzimas do citocromo P450 In vitro, baricitinib é uma enzima do substrato do citocromo P450 (CYP)3A4, embora menos de 10% da dose seja metabolizada através de oxidação. Em estudos de farmacologia clínica, a co-administração de baricitinib com cetoconazol (forte inibidor do CYP3A) não resultou em qualquer efeito clinicamente significativo sobre a PK de baricitinib. A co-administração de baricitinib com fluconazol (inibidor moderado do CYP3A/CYP2C19/CYP2C9) ou rifampicina (forte indutor do CYP3A) não causou quaisquer alterações clinicamente significativas da exposição ao baricitinib.

Baricitinib + Omeprazol

Observações: N.D.
Interações: Agentes modificadores do pH gástrico A elevação do pH gástrico com omeprazol não teve qualquer efeito clinicamente significativo sobre a exposição ao baricitinib.

Baricitinib + Digoxina

Observações: N.D.
Interações: Transportadores In vitro, baricitinib inibiu o OAT1, OAT3, o transportador aniónico orgânico (OCT) 1, OCT2, OATP1B3, BCRP e MATE1 e MATE2-K. É improvável a existência de alterações clinicamente significativas da PK de medicamentos que sejam substratos destes transportadores, com exceção dos substratos do OCT1. Não se pode descartar a possibilidade de baricitinib ser um inibidor clinicamente relevante do OCT1. No entanto, não existem atualmente substratos do OCT1 seletivos conhecidos, em relação aos quais possam prever-se interações clinicamente significativas. Em estudos de farmacologia clínica, não houve quaisquer efeitos clinicamente significativos na exposição ao baricitinib, quando baricitinib foi co-administrado com digoxina (substrato Pgp) ou metotrexato (substrato de vários transportadores).

Baricitinib + Metotrexato

Observações: N.D.
Interações: Transportadores In vitro, baricitinib inibiu o OAT1, OAT3, o transportador aniónico orgânico (OCT) 1, OCT2, OATP1B3, BCRP e MATE1 e MATE2-K. É improvável a existência de alterações clinicamente significativas da PK de medicamentos que sejam substratos destes transportadores, com exceção dos substratos do OCT1. Não se pode descartar a possibilidade de baricitinib ser um inibidor clinicamente relevante do OCT1. No entanto, não existem atualmente substratos do OCT1 seletivos conhecidos, em relação aos quais possam prever-se interações clinicamente significativas. Em estudos de farmacologia clínica, não houve quaisquer efeitos clinicamente significativos na exposição ao baricitinib, quando baricitinib foi co-administrado com digoxina (substrato Pgp) ou metotrexato (substrato de vários transportadores).

Baricitinib + Citocromo P450

Observações: N.D.
Interações: Enzimas do citocromo P450 Em estudos de farmacologia clínica, a administração concomitante de baricitinib com os substratos do CYP3A sinvastatina, etinilestradiol ou levonorgestrel não originou quaisquer alterações clinicamente significativas na PK destes medicamentos.

Baricitinib + Sinvastatina

Observações: N.D.
Interações: Enzimas do citocromo P450 Em estudos de farmacologia clínica, a administração concomitante de baricitinib com os substratos do CYP3A sinvastatina, etinilestradiol ou levonorgestrel não originou quaisquer alterações clinicamente significativas na PK destes medicamentos.

Baricitinib + Etinilestradiol

Observações: N.D.
Interações: Enzimas do citocromo P450 Em estudos de farmacologia clínica, a administração concomitante de baricitinib com os substratos do CYP3A sinvastatina, etinilestradiol ou levonorgestrel não originou quaisquer alterações clinicamente significativas na PK destes medicamentos.

Baricitinib + Levonorgestrel

Observações: N.D.
Interações: Enzimas do citocromo P450 Em estudos de farmacologia clínica, a administração concomitante de baricitinib com os substratos do CYP3A sinvastatina, etinilestradiol ou levonorgestrel não originou quaisquer alterações clinicamente significativas na PK destes medicamentos.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

Não utilizar durante a gravidez e amamentação.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017