Artenimol + Piperaquina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento
O que é
Antimalárico.

O artenimol pode atingir concentrações elevadas no interior dos eritrócitos parasitados. Pensa-se que a sua ponte endoperóxida é essencial para a sua actividade antimalárica, causando a lesão por radicais livres nos sistemas membranares do parasita.

A piperaquina é uma bisquinolina e esta classe demonstrou uma boa actividade antimalárica in vitro contra as estirpes de Plasmodium resistentes à cloroquina A estrutura volumosa da bisquinolona pode ser importante para a actividade contra as estirpes resistentes à cloroquina.
Usos comuns
É utilizado para tratar a malária não complicada quando a utilização de um medicamento por via oral é apropriada.

A malária é causada por infecção por um parasita chamado Plasmodium, que se propaga através da picada de um mosquito infectado.

Existem tipos diferentes de parasitas Plasmodium.

Artenimol e Piperaquina mata o parasita Plasmodium falciparum.
Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
Tratamento da malária.
Classificação CFT

1.4.2 : Antimaláricos

Mecanismo De Acção
A DHA pode atingir concentrações elevadas no interior dos eritrócitos parasitados.

Pensa-se que a sua ponte endoperóxida é essencial para a sua actividade antimalárica, causando a lesão por radicais livres nos sistemas membranares do parasita incluindo:
– Inibição da cálcio-adenosina trifosfatases (ATPase) do retículo sarcoplásmico-endoplásmico do P. falciparum.

– Interferência a nível do transporte mitocondrial de electrões.

– Interferência a nível das proteínas de transporte do parasita.

– Disrupção da função mitocondrial do parasita.

O mecanismo de acção exacto da piperaquina é desconhecido mas reflecte, provavelmente, o da cloroquina, um análogo estrutural próximo.

A cloroquina liga-se ao heme tóxico (derivado da hemoglobina do doente) no interior do parasita da malária, impedindo a sua desintoxicação através de uma etapa de polimerização.

A piperaquina é uma bisquinolina e esta classe demonstrou uma boa actividade antimalárica in vitro contra as estirpes de Plasmodium resistentes à cloroquina.

A estrutura volumosa da bisquinolona pode ser importante para a actividade contra as estirpes resistentes à cloroquina e poderá actuar através dos seguintes mecanismos:
– Inibição dos transportadores que causam o efluxo de cloroquina do vacúolo alimentar do parasita.

– Inibição da via de digestão do heme no vacúolo alimentar do parasita.

Foi notificada resistência à piperaquina (quando utilizada como monoterapia).
Posologia Orientativa
Conforme prescrição médica.
Administração
Via oral.
Contra-Indicações
Hipersensibilidade às substâncias activas.
Malária grave de acordo com a definição da OMS.
Antecedentes familiares de morte súbita ou de prolongamento congénito do intervalo QTc.
Prolongamento congénito do intervalo QTc ou qualquer patologia clínica conhecida por prolongar o intervalo QTc.
Antecedentes de arritmias cardíacas sintomáticas, com bradicardia clinicamente relevante.
Doenças cardíacas que predisponham para arritmia tais como hipertensão grave, hipertrofia ventricular esquerda (incluindo cardiomiopatia hipertrófica) ou insuficiência cardíaca congestiva associada a uma diminuição da fracção de ejecção ventricular esquerda.
Perturbações electrolíticas, particularmente hipocaliemia, hipocalcemia ou hipomagnesemia.
A tomar medicamentos que se sabe prolongarem o intervalo QTc. Estes medicamentos incluem (mas não estão limitados a):
• Antiarrítmicos (por ex., amiodarona, disopiramida, dofetilida, ibutilida, procainamida, quinidina, hidroquinidina, sotalol).
• Medicamentos neurolépticos (por ex., fenotiazinas, sertindol, sultoprida, cloropromazina, haloperidol, mesoridazina, pimozida ou tioridazina), antidepressivos.
• Certos medicamentos antimicrobianos incluindo medicamentos das seguintes classes:
− macrólidos (por ex., eritromicina, claritromicina),
− fluoroquinolonas (por ex., moxifloxacina, esparfloxacina),
− medicamentos antifúngicos imidazol e triazol
− e também pentamidina e saquinavir.
• Certos anti-histamínicos não sedativos (por ex., terfenadina, astemizol, mizolastina).
• Cisaprida, droperidol, domperidona, bepridilo, difemanil, probucol, levometadil, metadona, alcalóides da vinca, trióxido de arsénio.
- Recentemente tratados com medicamentos que se sabe prolongarem o intervalo QTc e que possam ainda estar a circular no início do tratamento com este medicamento (por ex., mefloquina, halofantrina, lumefantrina, cloroquina, quinina e outros medicamentos antimaláricos) tendo em conta a sua semi-vida de eliminação.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Pode ocorrer durante o tratamento com este medicamento e por alguns dias após a administração da última dose, um problema de coração, chamado prolongamento de QT.

Por vezes, pode ocorrer um problema com os seus glóbulos vermelhos, chamado anemia hemolítica, depois de receber tratamento para a malária.

Outros efeitos indesejáveis em adultos:
Frequentes (podem afectar até 1 em cada 10 pessoas):
Anemia, dores de cabeça, febre, fraqueza geral.

Pouco frequentes (podem afectar até 1 em cada 100 pessoas):
Gripe, infecção respiratória, pouco apetite ou falta de apetite, tonturas, convulsões (crises epiléticas), tosse, vómitos, dor abdominal, diarreia, náuseas, inflamação ou aumento do volume do fígado, lesão das células do fígado, provas da função hepática (do fígado) anormais, comichão, dores nos músculos ou articulações.

Outros efeitos indesejáveis em crianças:
Muito frequentes (podem afectar mais do que 1 em cada 10 pessoas):
Gripe, tosse, febre.

Frequentes (podem afectar até 1 em cada 10 pessoas):
Infecção respiratória, infecção dos ouvidos, anemia, anomalias de vários tipos de células do sangue (glóbulos brancos e plaquetas), pouco apetite ou falta de apetite, infecção dos olhos, dor abdominal, vómitos, diarreia, inflamação da pele, erupção na pele, fraqueza geral.

Pouco frequentes (podem afectar até 1 em cada 100 pessoas):
Anomalias nos glóbulos vermelhos do sangue, número excessivo de plaquetas, aumento de volume de alguns órgãos (como o fígado ou baço), inchaço dos gânglios linfáticos, convulsões (crises epiléticas), dores de cabeça, sons do coração anormais (ouvidos pelo seu médico através do estetoscópio), efeitos no ritmo do coração, hemorragias (sangramento) do nariz, corrimento do nariz, náuseas, inflamação da boca, inflamação ou aumento de volume do fígado, icterícia (coloração amarelada da pele), provas da função hepática anormais através do sangue, comichão e inflamação da pele, dor nas articulações.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Artenimol + Piperaquina não deve ser utilizado durante o 1º trimestre de gravidez em situações nas quais estão disponíveis outros antimaláricos adequados e eficazes. Artenimol + Piperaquina pode ser utilizado no 2º e 3º trimestre.
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:As mulheres que tomam Artenimol + Piperaquina não devem amamentar durante o seu tratamento.
Precauções Gerais
Deve tomar especial cuidado:
– se tiver, ou seu filho, problemas do fígado ou dos rins;
– se tiver, ou seu filho, uma malária causada por um parasita diferente do Plasmodium falciparum;
– se estiver, ou seu filho, a tomar ou tomou outros medicamentos para o tratamento da malária
– se estiver grávida ou a amamentar
– se for idoso (mais de 65 anos), do sexo feminino, ou estiver a vomitar;
– se estiver a tomar certos medicamentos que podem originar possíveis interacções metabólicas.

Não administrar este medicamento a crianças com menos de 6 meses de idade ou peso inferior a 5 kg.

Informe o médico ou farmacêutico se estiver, ou o seu filho estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos. Alguns medicamentos podem afectar a forma como este medicamento actua e o médico pode decidir que não é adequado ou que são necessários controlos adicionais enquanto estiver, ou o seu filho estiver a tomar medicamentos que podem originar possíveis interações.
Cuidados com a Dieta
Não deve ser tomado com sumo de toranja devido a possíveis interacções.
Resposta à overdose
Procurar atendimento médico de emergência, ou ligar para o Centro de intoxicações.
Terapêutica Interrompida
No caso do paciente, ou o seu filho, se ter esquecido de tomar a segunda dose do medicamento na altura correcta, deve tomá-la logo que se lembrar.

Tomar então a terceira (última) dose aproximadamente 24 horas depois da segunda dose.

No caso do paciente, ou o seu filho, se esquecer de tomar a terceira (última) dose na altura correcta, tome-a assim que se lembrar.

Nunca tomar mais de uma dose no mesmo dia para compensar uma dose em falta.

Deve falar com o médico ou farmacêutico em caso de dúvidas.
Cuidados no Armazenamento
Não conservar acima de 30°C.
Conservar na embalagem de origem para proteger da luz e humidade.

Mantenha todos os medicamentos fora do alcance de crianças e animais de estimação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao médico, enfermeiro ou farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Espectro de susceptibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Contraindicado

Artenimol + Piperaquina Medicamentos que prolongam o intervalo QT

Observações: n.d.
Interacções: Artenimol / Piperaquina é contra-indicado em doentes a tomar outros medicamentos que se sabe prolongarem o intervalo QTc devido ao risco de uma interacção farmacodinâmica que leve a um efeito aditivo sobre o intervalo QTc. - Medicamentos que prolongam o intervalo QT
Usar com precaução

Artenimol + Piperaquina Substratos do CYP3A4

Observações: n.d.
Interacções: A piperaquina é metabolizada pela CYP3A4 e também é um inibidor desta enzima. A administração concomitante de Artenimol / Piperaquina oral com 7,5 mg de midazolam oral, um substrato sonda da CYP3A4, produziu um aumento modesto (≤ 2 vezes) das exposições ao midazolam e aos seus metabólitos em indivíduos adultos saudáveis. Este efeito inibitório deixou de ser evidente uma semana depois da última administração de Artenimol / Piperaquina. Por conseguinte, deve prestar-se uma atenção especial quando medicamentos com um índice terapêutico estreito (p. ex., anti-retrovirais e ciclosporina) são administrados concomitantemente com Artenimol / Piperaquina. - Substratos do CYP3A4
Usar com precaução

Artenimol + Piperaquina Substratos do CYP2C19

Observações: n.d.
Interacções: Com base em dados in vitro, a piperaquina é metabolizada, em pequena extensão, pela CYP2C19 e também é um inibidor desta enzima. Existe o potencial de diminuir a velocidade do metabolismo de outros substratos desta enzima, como o omeprazol, com o aumento consequente da sua concentração plasmática e, portanto, da sua toxicidade. - Substratos do CYP2C19
Usar com precaução

Artenimol + Piperaquina Substratos do CYP2E1

Observações: n.d.
Interacções: A piperaquina tem o potencial de aumentar a velocidade do metabolismo de substratos da CYP2E1 produzindo uma diminuição das concentrações plasmáticas de substratos como o paracetamol ou a teofilina e os gases anestésicos enflurano, halotano e isoflurano. A principal consequência desta interacção poderá consistir numa diminuição da eficácia dos medicamentos administrados concomitantemente. - Substratos do CYP2E1
Usar com precaução

Artenimol + Piperaquina Substratos do CYP1A2

Observações: n.d.
Interacções: A administração de artenimol pode resultar numa ligeira diminuição da actividade da CYP1A2. Consequentemente, aconselha-se precaução quando Artenimol / Piperaquina é administrado concomitantemente com medicamentos metabolizados por esta enzima que têm um índice terapêutico estreito, como a teofilina. É pouco provável que os efeitos persistam para além de 24 horas após a última toma de artenimol. - Substratos do CYP1A2
Usar com precaução

Artenimol + Piperaquina Inibidores do CYP3A4

Observações: n.d.
Interacções: A piperaquina é metabolizada in vitro pela CYP3A4. A administração concomitante de uma dose única de claritromicina oral (um inibidor sonda potente da CYP3A4) com uma dose única de Artenimol / Piperaquina oral produziu um aumento modesto (≤2 vezes) da exposição à piperaquina em indivíduos adultos saudáveis. Este aumento da exposição à associação antimalárica pode resultar numa exacerbação do efeito sobre o QTc. Desta forma, é necessária uma precaução especial quando Artenimol / Piperaquina é administrado a doentes que tomam inibidores potentes da CYP3A4 (por ex., alguns inibidores da protease do VIH [atazanavir, darunavir, indinavir, lopinavir, ritonavir] ou verapamilo) devendo considerar-se a monitorização do ECG devido ao risco de concentrações plasmáticas mais elevadas de piperaquina. - Inibidores do CYP3A4
Não recomendado/Evitar

Artenimol + Piperaquina Outros medicamentos

Observações: n.d.
Interacções: Medicamentos indutores das enzimas tais como rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e hipericão (Hypericum perforatum) têm o potencial de reduzir as concentrações plasmáticas de piperaquina. A concentração de artenimol pode também ser reduzida. A concentração plasmática da piperaquina diminuiu em 43% quando co-administrada com o efavirenz. A diminuição das concentrações plasmáticas da piperaquina e/ou do artenimol pode levar a um insucesso da terapêutica. Por conseguinte, não é recomendado o tratamento concomitante com estes medicamentos. - Outros medicamentos
Sem significado Clínico

Artenimol + Piperaquina Contraceptivos orais

Observações: n.d.
Interacções: Quando foi co-administrado a mulheres saudáveis, Artenimol / Piperaquina exerceu apenas um efeito mínimo no tratamento contraceptivo oral com uma associação de estrogénio/progestagénio, aumentando a velocidade de absorção do etinilestradiol (expressa pela média geométrica da Cmax) em cerca de 28% mas não alterando significativamente a exposição ao etinilestradiol e ao levonorgestrel nem influenciando a actividade contraceptiva, como é demonstrado pelas concentrações plasmáticas semelhantes da hormona folículo-estimulante (FSH), hormona luteinizante (LH) e progesterona observadas após o tratamento contracetivo oral com ou sem administração concomitante de Artenimol / Piperaquina. - Contraceptivos orais
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Artenimol + Piperaquina Alimentos/Bebidas

Observações: n.d.
Interacções: A absorção da piperaquina aumenta na presença de alimentos gordos o que pode aumentar o seu efeito no intervalo QTc. - Alimentos/Bebidas
Contraindicado

Artenimol + Piperaquina Sumo de toranja

Observações: n.d.
Interacções: Artenimol / Piperaquina não deve ser tomado com sumo de toranja uma vez que esta tem a probabilidade de aumentar as concentrações plasmáticas de piperaquina. - Sumo de toranja
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interacções do Artenimol + Piperaquina
Informe o Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

A quantidade de dados sobre a utilização de artenimol/piperaquina durante o 1º trimestre de gravidez é apenas limitada (n=3).
Com base em dados em animais, suspeita-se que Artenimol + Piperaquina causa defeitos congénitos graves quando administrado durante o primeiro trimestre de gravidez.
Estudos da reprodução com derivados da artemisinina demonstraram haver um potencial teratogénico com um risco acrescido no início da gestação.
A piperaquina não foi teratogénica no rato ou no coelho.

Por conseguinte, Artenimol + Piperaquina não deve ser utilizado durante o 1º trimestre de gravidez em situações nas quais estão disponíveis outros antimaláricos adequados e eficazes.

Uma quantidade elevada de dados (mais de 3000 gravidezes expostas) sobre a utilização de artenimol/piperaquina durante o 2º e 3º trimestre indicam não haver toxicidade fetal.
Em estudos peri e pós-natais no rato, a piperaquina foi associada a complicações durante o parto.
Contudo, não houve qualquer atraso no desenvolvimento neonatal após a exposição in utero ou através do leite.
Consequentemente, se Artenimol + Piperaquina for mais adequado para uma mulher grávida do que outras terapêuticas de associação à base de artemisinina, com um nível de experiência mais elevado (ou com sulfadoxina–pirimetamina), Artenimol + Piperaquina pode ser utilizado no 2º e 3º trimestre.

Os dados em animais sugerem excreção de piperaquina no leite materno mas não existem dados disponíveis em relação ao ser humano.
As mulheres que tomam Artenimol + Piperaquina não devem amamentar durante o seu tratamento.

Os dados sobre acontecimentos adversos recolhidos em ensaios clínicos sugerem que os efeitos de Artenimol + Piperaquina sobre a capacidade de conduzir e de utilizar máquinas são nulos, logo que o doente tenha recuperado da infecção aguda.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 05 de Fevereiro de 2026