Um novo sistema de sensores flexíveis permite monitorizar de forma menos invasiva os sinais vitais de bebés nascidos prematuros ou com doenças debilitantes.
Além de melhorar o bem-estar das crianças, esta nova tecnologia possibilitará que os pais tenham contato pele a pele com os recém-nascidos, o que não é permitido atualmente na maioria dos casos, embora se saiba que um toque de amor é crítico para os bebés prematuros.
O sistema elimina o grande número de fios e elétrodos necessários para leitura dos sinais - além de serem flexíveis e moldáveis à pele, os novos sensores usam a tecnologia de comunicação sem fios.
Os bebés prematuros, normalmente, exigem uma monitorização constante e cuidadosa dos sinais vitais, incluindo temperatura, frequência cardíaca e respiratória, pressão sanguínea, nível de oxigénio no sangue, etc.
No entanto, apesar dessa monitorização ser essencial, a teia de fios interfere com outros tipos de cuidados clínicos ou testes e os elétrodos podem ferir a pele frágil do bebé. Além disso, a fiação atrapalha o contato pele a pele, impedindo que os pais segurem os seus filhos recém-nascidos.

Por isso, Ha Uk Chung e os seus colegas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema de monitorização de sinais vitais sem fio e sem bateria, que usa um par de sensores ultrafinos que dependem apenas da água para aderir delicadamente à pele sensível dos bebés.
O dispositivo é capaz de recolher e processar dados completos de sinais vitais e de os transmitir, sem recurso a fios e em tempo real, para um computador externo.
Testes preliminares e os estudos clínicos em andamento estão a demonstrar uma eficácia comparável à dos mais avançados sistemas de monitorização de padrões clínicos.

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